domingo, 10 de agosto de 2008

Este é o volume 1 da série Blood Books de Tanya Huff cuja trama é retratada no seriado BLOOD TIES.


BLOOD TIES estreou no AXN em
nove de Agosto de 2008. Veio sem
muito alarde, quase sem avisar,
veio sem expectativas, com rostos
novos, desconhecidos de muitos,
talvez nem venha para ficar, que
pena, era para fazer mais alarde.
O seriado é baseado nos livros de
Tanya Huff, cinco volumes com a
estória da detetive Vicky e seu
envolvimento com o vampiro Henry,
filho bastardo de Herique VIII que
enamorado de uma vampira pede a
ela que o transforme para que
fiquem juntos para sempre ( para
sempre é um conceito,é claro),
enfim, ele vive tranquilo sem alarde
até que o sobrenatural chega as
ruas de Toronto e ao seu encontro
com Vicky, a partir daí é deixar o
mundo em pausa e mergulhar na
trama .
Não é uma superprodução nem uma
serie inovadora, mas com certeza
agradará os fãs do gênero.

sábado, 9 de agosto de 2008

ARQUIVO X - CRÍTICA 2

Eis que para delírio dos fãs, tal como a enlouquecida abaixo, chega mais o segundo filme de Arquivo X. Mas precisava? Lógico que não, mas temos uma franquia com alto potencial de entretenimento que não deve se abalar facilmente.
O primeiro ponto a ser notado é que é o segundo filme em termos cronológicos, seria um erro chamá-lo de Arquivo X 2, pois não há nada de continuação com relação ao primeiro filme, e também não há nada em relação ao seriado da década 90, alias eles construíram o filme até para leigos (ou pessoas congelada em animação suspensa que não sabem o que foi Arquivo X) e como um suspense bem intricado que deve agradar a todos.
Agora, um ponto para se deleitar com o filme é não esperar muita coisa, não temos naves saindo do gelo ou prédios explodindo logo nos primeiros minutos do filme, a produção é bem mais modesta que seu antecessor, o que acaba privilegiando o roteiro que explora muito da relação entre os (ex-)agentes Mulder e Scully, alias um ponto positivo é para quem sofria com o chove-não-molha de meia década, parece ter se resolvido nesses últimos 6 anos sem notícias dos agentes, o relacionamento entre, os dois apesar das intermináveis discussões, está resolvido, temas como a existência do William são trazidos a película e devem ser de particular interesse dos fãs.
Como plot principal temos casos de sequestro de mulheres e posterior mutilamento das mesmas nas terrinhas do Alasca, extremamente isolado.O Caso paranormal é a ajuda de um vidente, que traz os dois agentes de volta a ativa para delimitar se ele diz a verdade ou não. A trama ganha alguns desdobramentos, nada muito drástico, mas é melhor não contar. O roteiro oscila bastante entre temas como fé, crenças, capacidade de regenração (vidente, é um ex-pedófilo condenado, e ainda por cima padre), entre outros temas complexos que são citados durante a projeção tendo seu climax em uma fazenda utilizada como matadouro. Um grande acerto da película está em deixar em aberto a possibilidade de Acreditar ou não, como nos convoca o sub-título.
Com base nas atuações, os atores Gillian Anderson (sumida) e David Duchoviny (colhendo louros de sua nova série), já estão carecas de interpretarem esses personagens, e são o eixo da película, há ainda as participações de Amanda Peet (belo enfeite) e Xbizit, tão unidimensional que assusta, mas a verdade é que eles simplesmente não importam, quandot emso Mulder e Scully na tela.
Como grande diversão o filme se garante, não é melhor que o filme de 1999, mas mais descompromissado. Creio que falat uma constância entre o suspense e o relacionamento pessoal de ambos que prejudica o desenrolar coo suspense/terror, se houver um X-files 3 (creio que irá) seria interessante acentuar mais o clima de terror que o seriado tinha em suas três primeiras temporadas emq ue ele realmente habitada os pesadelos de fãs mais sensíveis. Tenho plena confiaça de que ainda veremos um grande filme de Arquivo X, por enquanto nós contentemos com as histórias simples, pois esse filme é no todo uma história bem simples que vai sendo desvendada aos poucos.
Rafael Menezes

domingo, 27 de julho de 2008

ARQUIVO X Eu Quero Acreditar


Fazem anos, literalmente que eu esperava este filme. Minha paixão por X-Files já é conhecida, não sou imparcial. Adoro quando a Scully bate em alguém para salvar o Mulder, amo quando ele se joga em fente ao bandido mesmo sem ter apoio ou arma, estava esperando o beijo "de verdade" desde aquele fatídico espisódio onde a Scully deixa o quarto do Mulder numa manhã sem esclarecer o pézinho do Mulder saindo debaixo das cobertas. É sina de fã.
Quanto ao filme: Amei de paixão. Podem criticar, podem falar mal, podem tirar de cartaz na próxima semana se quiserem, já assisti. Vou encomendar o DVD em pré-venda ,vou ver um milhão de vezes, enquanto o player aguentar.
Garanto até que vi o Chris Carter numa pontinha a lá Hitchcock, ou Brian de Palma, para os mais novos, enfim,... Ri muito com o nome da loja de iscas (Nutter's Feed-de David Nutter produtor e diretor do seriado),na agenda do celular do Mulder ainda iria aparecer o nome de Bowman( de Rob Bowman - outro produtor do seriado). Adorei o quartinho revestido de jornal do Mulder, amei rever o Skinner, e o tchauzinho do barco foi demais para um pobre coração excer.
Quanto à história: poderia ser melhor desenvolvida? sim. Precisava, nem tanto. Particularmente gostei da idéia de que dois homens começararem a procurar corpos para preservar um deles que estava morrendo, o por quê de procurarem mulheres ao invés de homens ficou obvio quando surge um certificado de casamento entre eles. Muito imaginativo, não vi esta estória em lugar algum mas suspeito que será copiada.
E trocar cabeças... bem arquivo X. Podiam deixar de lado o conflito entre os protagonistas, sabemos que eles discordam não era necessário, quero os dois JUNTOS, se tem algo que eu não gostei foi isso.
Quanto ao elenco: Callum Keith Renier já apareceu em alguns episódios como coadjuvante, o médico russo , alguns colegas médicos de Scully, todos são rostos familiares. Billy Connolly encarna um padre vidente, Mitch Pileggi volta a pele de Skinner.E Nicky Aycox (a Meg de Supernatural) é uma das vítimas.
Quanto a continuação: QUERO UMA !!!!

domingo, 20 de julho de 2008

Batman o cavaleiro das trevas 2008

Essencialmente o cavaleiro negro é o oposto do cavaleiro branco. O mal versus o bem. As coisas não são bem assim neste cavaleiro das trevas. O cavaleiro do bem é Harvey Dent, promotor público destemido que está disposto a qualquer sacrificio para trazer justiça a Gothan City, e ele fará isso usando os meios de que dispõe e colocará centenas de traficantes atrás das grades. Harvey Dent é o herói de Gothan. Seu contraponto é o cavaleiro do ? mal ? Batman, um proscrito que se esconde atrás de uma máscara e usa a noite
como refúgio, lutando contra traficantes, assaltantes, assassinos,enfim, a escória da cidade. Ele não os prende, assusta-os. Os que captura deixa para a policia prender. A seu modo está fazendo o mesmo trabalho, mas ele é o lado do mal, ele não sacrifica nada alem da propria identidade. Será??
Em certo momento Dent estará disposto a usar todas as armas para atingir seus objetivos e é Batman quem o alertará de que um ato alheio a figura do herói seria destruir tudo o que já conseguira.
Mas a dor fará com que o homem bom desvirtue suas crenças e o tornará um assassino frio. E será o cavaleiro negro que perpetuará o mito do herói no momento em que tomar para si seus crimes .
E este será o vilão que Gothan city terá.

Todos falam muito sobre o Coringa e a interpretação de Heath Ledger, que é espetacular, não discuto, mas a figura do Coringa aqui é o estopim para uma complexa rede de atos, moralismo, corrupção, chantagem, ele é aquele que dá inicio à avalanche.É ele quem diz ao Batman que quando não for mais necessário ele só será um pária a mais nessa sociedade de manipuladores com ilusões de controle.
É o coringa quem trará dúvidas ao cavaleiro.

Quem acompanha os quadrinhos sabe que Batman se culpou por não ter parado o Coringa quando teve a chance. As muitas mortes resultantes de seus crimes pontuaram os pesadelos de Bruce/Batman por muitos numeros de quadrinhos. Seria errado matar um
sabendo que salvaria cem? Esta também é uma pergunta que será introduzida em certo momento no filme, a solução é no mínimo interessante.

O ponto que ficou, para mim, é que uma cidade cinza é feita de muitos pontos cinzas. Não há herois absolutos ou vilões sem alma. Até a força do caos , que é atribuida ao coringa, não destrói o inimigo pois este lhe traz diversão. No final, todos são muito humanos e ser humano pode ser realmente apavorante.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Emmy 2008 - Aquecimento.

A entrega do premios Emmy será em 21 de Setembro, as indicações sairam hoje, e sem Sopranos este ano, quem ficará com a maior fatia do bolo?
Na categoria melhor serie dramática estão:
"Boston Legal"
"Damages"
"Dexter"
"House"
"Lost"
"Mad Men"
Páreo difícil, a popularidade de Lost pode pesar contra. Meu favorito é House, que neste ano teve de tudo, Dexter e Damages são excelentes para um público específico, Boston Legal não parece ter mais a acrescentar depois de tantos anos , mas os anos podem pesar a seu favor assim como Mad Men, novidades também costumam ganhar.
na categoria melhor serie comédia estão:
"Curb Your Enthusiasm"
"Entourage"
"The Office"
"30 Rock"
"Two and a Half Men"

Os Harper Brothers seriam meus favoritos, mas acho que 30 Rock ganha, mesmo sem acompanhar os demais, só o elenco dessa série já deve ter uma loja de Emmys.

Cast Drama (indicação de elenco)
"Brothers & Sisters"
"Damages"
"Friday Night Lights"
"Mad Men"
"The Tudors"
Cast Comédia
"Californication"
"Curb Your Enthusiasm"
"Pushing Daisies"
"30 Rock"
"Ugly Betty"


É a grande vencedora a série em que o elenco vence. Ugly Betty já teve sua cota de promoção em virtude de premiação, por isso eu acredito que será o momento das estreantes e torço por Pushing Daisies. O seriado começou morno mas me cativou, das demais talvez the Tudors me parece a mais promissora para um premio, embora eu evite assisti-la.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Filmes de Férias


Este ano as férias de julho tem que ter uma passadinha no cinema. Tenho como referência a cidade de São Paulo, onde há muitas salas de exibição e muitas opções do cult ao popular, vou ficar com o popular, já que o intelectual dono do blog se ocupa dos filmes de arte.
Se vc ainda não viu Homem de Ferro ou Speed Racer, desculpe, vai ser difícil achar agora, melhor esperar o DVD. Homem de Ferro é de longe o melhor filme de quadrinhos que já vi e Speed Racer cumpriu sua função de trazer para o século XXI um dos desenhos mais legais da minha infância.
Em cartaz na segunda semana de julho estão:
Agente 86 - transposição para a telona da série criada por Mel Brooks nos anos 60. Steven Carel está perfeito como o Max nerd que se torna espião. Melhor impossivel.
As Crônicas de Narnia segue com a estória do guarda roupa, ótimo para quem gosta.
Hancock - vem como o filme sem compromisso para os fans de Will Smith.
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ainda leva gente ao cinema, afinal é Indiana Jones.
Kung Fu Panda - está muito bem cotado,principalmente pela gurizada que curte os bonequinhos da franquia de fast food.
O Incrivel Hulk - rodado em parte no Brasil também continua em cartaz na segunda semana mas desacelera.
Wall-E - vem com fôlego, brindes e muita propaganda prometendo ser o filme do mês.
Viagem ao Centro da Terra com versão em 3D também vem na segunda semana. Brendan Fraser sendo ele mesmo sempre atrai multidões femininas.
E a seguir:
18/07 - Batman o cavaleiro das Trevas - esperada continuação com o Joker. Talvez o filme mais aguardado do ano.
25/07 - Arquivo X Eu Quero Acreditar, e eu quero mesmo acreditar que este filme estará a altura do seriado.
Nas semanas seguintes tentarei refinar um pouco para escolher o filme das férias . por enquanto o melhor seria assistir tudo e se divertir!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Final de temporada de Supernatural

SUPERNATURAL chega ao fim de sua terceira temporada. depois de um ano em que os irmãos buscaram por uma saida para o pacto de Dean eis que o hellhound vem coletar sua alma e deixa seu corpo despedaçado nos braços de um Sam que parece ser indestrutível.
Faltando trinta horas para o fim do prazo Bob tem como localizar Lilith, demonio que detém o contrato sobre a alma de Dean, Sam tem a intenção de evocar outro demônio: Ruby, para conseguir uma faca que pode destruir o sobrenatural e com esta arma confrontar Lilith. Dean é contra, sim, pois qualquer atitude para romper o contrato terá como consequência a morte de Sam, a razão do pacto. Dean não quer ir para o inferno é claro mas não deixará de proteger seu irmão caçula.
Lilith está no corpo de uma menininha aterrorizando a família refém dentro de um condominio a mercê da fria criatura com aparência de anjo.
Bem, Sam acaba chamando por Ruby. Dean, que já sabia que ele o faria, luta com ela , ou melhor, apanha dela por tempo o suficiente para roubar a faca e prendê-la numa armadilha.
Seguem para o local onde os demônios circundavam Lilith.
De algum modo Ruby também aparece lá. Eles tem poucos minutos quando não conseguem mais detectar Lilith. Ela agora está no corpo antes utilizado por Ruby.
Sam pretende fazer um acordo agora mas ela, ciente de que os têm em suas mãos rejeita.
O cão do inferno ataca Dean . Não há o que fazer e Sam está indefeso diante de Lilith. O poder dela é imenso e o mundo some por alguns segundos quando Sam percebe que ele está ileso. Ela, surpresa, foge.
Sam abraça Dean a quem vemos imerso num mar de correntes no suposto inferno.

Melhor episódio da temporada, mais emocional do seriado todo. No fim, eu esperava que houvesse um desvio desse pacto, uma solução, um último às que virasse o jogo. Não aconteceu. Dean está morto, Sam só.
O que virá depois é uma incógnita que esperarei como tantos outros pelo mundo pelos próximos meses até a quarta temporada.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Estréia no WBTV terminator.

A pedidos atualizo a tv neste blog tão imerso em cinema
estreou na Warner dia 6/5/2008
terminator the sarah connor chronicles
a série segue os eventos do segundo filme da franquia,Sarah e John após dois anos se escondendo do FBI mudam de cidade, na minha opinião porque Dona Sarah estava começando a realmente gostar do homem com que estava vivendo,mas é minha opinião. Na nova cidade john é perseguido no primeiro dia por um novo exterminador e descobre que uma colega de classe é um ciborgue protetor.
Assim é o início do primeiro episódio.
Após algumas perseguições e explicações Sarah e John terminam junto com a ciborgue num cofre de banco onde constroem um dispositivo temporal que leva os três mais o Exterminador despedaçado para o ano de 2007.
A série estreou em 13/01/2008 no EUA parece que vai bem, vem com o mesmo tom de seriados como Prison Break contando a estória em partes, por mim em partes muito lentas. Me decepcionou os primeiros episódios, tudo muito demorado, 40 minutos que pareciam duas horas, mas a idéia é interessante, com Lena Headey no papel título, Thomas Dekker na pele de John Connor e Summer Glau (firefly)como a ciborgue Cameron Phillips.O show já tem marcada segunda temporada. É esperar para ver.

sábado, 17 de maio de 2008

maukie







Softkey Leftsoftkey Right

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Caçada para todos os gostos.


Os Irmãos Cohen fizeram um filme muito bem executado no ponto de vista técnico, acho que até certo ponto a melhor caçada já presenciada em uma sala de projeção depois da parte final de Operação França. No country for old men conquistou muitos admiradores e já ganhou tudo que poderia ganhar no circuito independene americano e vem com grandes chances de faturar o Osca deste ano, e também muitas pessoas odiaram o filme muito pelo seu final... Essa divisão de opiniões iria existir pois a tônica do filme é ser ambíguo em sua constituição... estava com uns adolescentes de 15 ou 16 anosque não sei como entrarma na sala, enfim que saíram depois da exibição dizendo que era muito legal, contudo que m... aconteceu no fim. Para os padrões atuai do cinema o filme escapa por completo, sendo extremamente brochante para quem admira um bom suspense, é quase com se fosse uma pegadinha malvada dos Irmãos, em um ponto eles fazem um filme com cara de filme independente que parece que vai discutir algo profundo, aí eles brindam com um filme de suspense quase comercial para depois fechar com algo que retoma a discussão principal, para quem queria um filme comercial, ele também se concretiza mas deixa as pessoas (como meus amigos da exibição) meio perplexos.

O título brasileiro tira esse duplo caminho, mas também não havia como reproduzir em português. No country tem o sentido de caçada que o Onde os fracos imprime, contudo também há a discussão filosófica do lugar da velha geração no muno atual, o filme começa com o monólogo de Ed Bell, falando como as coisas mudaram e que ele não queria viver em um mundo que não entederia, para terminar no relato do sonho, onde vemos um Ed ainda aposentado e auardando o reencontro com o pai. Agora uma reflexão que acho que eu não vi em nanhuma outra crítica, onde sempre veem os outro dois atores como representantes de uma nova geração contrária a Bell, contudo o personagem de Brolin esteve no Vietnã e está aposentado, no carro um motorista diz que ele é jovem, contudo na construção de seu personagem ele bivamente não se sente um jovem, Anton no final do filme pede uma camisa ao menino e quer pagar por ela, ele não aceita, contudo ele impõe o pagamento, não aceitaria a caridade pois isso provavelmente o tornaria um fraco. Esses personagens estão tentado fugir da velhice/fraqueza que é imposta a eles por meio do tempo, tentando uma última aventura que pode resolver sua vida para sempre (Brolin), ou acompanhando a violência do mundo ataul, sem misericórdia (Barden), aliás um personagem que tinha tudo para ser um caricatura, ou ser plano, se torna o grande atrativo do filme, uma configuração de assassino que tem por pareu o Sr. Hannibal Lecter em termos de maldade.

O filme é otimo para quem assitir com ambas as visões, pois só assim elasse completam, a velhice no filme é sinõnimode fraqueza vice e versa, o resultado da caçada mostra quem é fraco e quem é forte, mas se você só xergar uma visão oferecida vai ficar com a sensação de que perdeu algo ou que o filme faltou algo, contudo este algo é um tanto fino e sussurado... é por isso que ele ganou tudo até agora!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tradução pode mudar nossa concepção?


"Desejo e reparação", é primeiro analisado nessa semana de Oscar. Extremamente popular, foi um sucesso de público e crítica, e todod esse sucesso é merecido por ser uma grande realização desse começo de ano, acho a meu ver que não será lembrado nos anais do cinema com revolucionário, mas com certeza encanta muitas platéias por sua estrutura.
O filme é baseado no romance Ian Mcwean, considerado um dos melhores do século XX, levar uma obra literária dessa magnitude para as telas não é uma tarefa fácil, contudo o diretor Tony Gilroy (que com certza é injustiçado por não estar concocrrendo a melhor diretor) substituiu toda a intesidade psicológica do Romance para a intesidade visual de seus momentos, ao sair o cinema tivea ligeira impressão que sustenso como análise final de ser uma história simples contaa de maneira complicada. Tony se baseia em uma trilha inesquecível que agrada ao souvidos, em múltiplos pontos de vista para uma mesma imagem, a ilusões no meio da história, uma cena de 10 minutos sem cortes em uma praia destruída (visualemnte lindo, assassinato de cavalos, loucura,rodas gigantes, morte e esperança tudo em um emso lugar), a flashbacks ao contrário e ainda usa uma pegadinha para enganar o espectador, muítissimo bem dirigido.
Agora eu devo reparar que essa tradução tupiniquim é meio brochante para certos espectadores, na parte em enfiam o desejo no meio. OK! Tem até alguma coisa a ver com história, conudo os 130 minutos cde projeção nos trazem um filme qseco que só trata de uma coisa: Reparar! Minha amiga disse que chorou que nem um bebê, mas ela é emotiva, ninguém na minha sessão chorou e nem havia razão para isso... o filme não nos traz algo emotivo no sentido romantico da asssepção do gênero, mas sim um drama melancólico seco, assim como o livro e o sentido da palavra solo reparação, escolhi comelar com este filme para essa observação, pois minha missão esse ano é mostrar as diferentes facetas que um filme ganha dependendo de seu título. No caso o filme Giroy ganha casa de melodrama, sem ser explicitamente isso, talvez em uma consideração mais implicita, mas só com um envolvimento prévio de seu espectador.
Entre os outros ponotsfortes do filme não irei citar o para principal nos créditos, pois em minha opinião é arroz ocm feijão e dentro da história são até coadjuvantes: E sim das interpretes de Briony, todas ótimas, que trazem a tona o drama interno dessa garota que é atormentada para sempre por sua imaginação, a história a meu ver é dela, e o grande motivo do filme ser interessante.
Deposi de tudo isso continuo achando que é uma histporia simples contada maneira complicada, assim como a própria memória é complicada.
8

Oscar 2008

A temporada do começo do ano é uma das melhores no que se trata de filmes, pois querendo ou não o mercado se satura de bons filmes para concorrer aos prêmios temos Berlim (pasmem vcs que sabem do que estou falando), Veneza logo mais... o Bafta Inglês tb é no começo do ano, na terra do Tio Sam temos o sundance festival em 2 semanas que é o grande termoetro das produções que permearam o ano americano e logicamente temos o maior em termos de grandeza: O Oscar, que esse ano escolheu temas sombrios para eleger como os grandes filmes do ano, tudo reflexo do tempo em que vivemos... Há várias pessoas que não gostam do Oscar, as vezes preferem Cannes, mas essas mesmas pessoas estavam trocendo para que O ano em que meus pais saíram de férias entrasse na lista de filme estrangeiro, o que seia muito justo do potno de vista artísitico, contuo nenhum prêmio é justo, principalmente Cannes... podemos porém ver os padrões em cada prêmio.
O Bafta tem a tendência a consagra produções inglesas (por quê será?) enão há discriminação em indicações, sem contar que as vezes acontece alguma surpresa muita estranha para os padrõs cinematográfico (Daniel Craiog, indicado por sua performance com James Bond em Casino oyale ?????!!!).
Berlin gosta de algumas polémicas, Veneza de ser estranha, Cannes de filmes parados, O Oscar do tradicional revisto e desenvolvido: Podem notar que na evolução técnica dos anos 90, o Oscar esteve na tendência de premiar as obras que conciliavam a técnica avançada com o desenvolviemtno da boa história:Lista de Schindler(início) Forrest Gump, Bravehart, English pacient, TItanic (fim) em uma oscilação shakespeare in love (roteiro engraçado com uma construção de época ótima, mas o filme como o todo é dispensável) american beauty que é uma obra totalmente visual, e beautiful mind, chicago, até que em 2003 tivemos the lord of the rings finalemnte ganhando e encerrando este período técnico-plástico do cinema em direção ao digital , contudo desde ano o oscar se tornou diferente ao eleger produções do feio-estético a produção quase semi-independente, talvez como contraponto ao que se tinha desenvolvido até o momento; Million dollar baby ganha da super-produção Aviator, no ano de 2006 só independentes com excessão de Munique, e em 2007 apesar de ser um filme com o um orçamento alto The departed se concetrava em expor a violênica extrema e o grotesco dos filmes... o que podemos esperar? Uma grande disputa entre os violentos There will be blood e No country for old men, que se desvolvem até onde a época permite, e quem não goste não assista, mas também não assista nenhum festival.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Império dos sonhos, ou como parei de me preocupar com sentido e pulei da poltrona com David Lynch

É amiguinhos, eu estava lá, vi após 170 minutos de exibição um senhorinha se irritar e pronunciar em alto e bom som "Para logo com essa merda!". Acho que quando você entra no cinema, você tem que saber no que você está entrando, uma semana antes o filme "Império dos sonhos" já estava em cartaz, e eu estava com minha amiga no cinema ainda com tempo de pegar a sessão, e já estava louco para assitir, mas tive o bom senso de não enfiá-la nessa sessão onírica, coisa que eu me arrependeria depois (eu conheço ela), pois uma vez que que o Cineasta resolve pirar na batatinha ele pira mesmo e assim como existe a frase "se é pra beber bebe direito", se é para enloquecer... baby you crazyyyyyy!!!!!!!!!!!!!!
Eu não vou tentar explicar o filme pois isso é exaamente o que não se deve fazer! Ele é uma loucura completa, e por isso é legal, alguns artigos antes eu tinha falado em como estamos em uma sociedade do horror, que principalmente enfatiza o Realismo exarcebado de certas construções cinematográficas, não sei se estou sendo repetitivo, mas já escrevi em algum lugar isso, vejamos os últimos ganhadores de Oscar : Menina de Ouro, filme extraordinário sobre desilusões, melancolia e eutanásia e é uma história de amor no final. Em 2006 então tinhamos um romance, OK era gay, mas é o século XXI, e perdeu para um filme que fala de como a sociedade moderna se auto-destrói em meio ao preconceito e em 2007 tinhamos uma briga difícil; BABEL, e melancolia universal contra Infiltrados, ou como colocar uma bala na cabeça de alguém de diferentes maneiras e ainda assim todos esses filmes são bons ou ótimos!!! Estamos ficando cada vez mais originais no pessimismo e violência nos últimos ano, aproveitando... em 2008 temos o nem um pouco sangrento No country for old men, e There will be blood, franquinhos não? Mas eu vou dedicar uma matéria para cada um deles.
Voltando ao tópico depois do devaneio, o filme é uma experiência diferentes que possibiliat várias leituras, depois de muito pensar cheguei a três hipóteses na minha cabeça: 1 - a moça em frente a Tv assiste o filme, enquanto meio que confunde sua vida com as das personagens 2 - a personagem de Laura Dern enquanto faz o filme revê sua vida entre o passado-presente-futuro-ficção-realidade todas as possibilidades durante aqueles segundos em que está em sua casa 3 - é um filme amaldiçoado, na verdade há uma quarta possibilidade é tudo isso e mais um pouco.
Para tentar entender, vamos pegar o outro filme: Cidade dos sonhos/ Mulholland Drive, um filme que eu acho extraordinário, o melhor feito nesse milênio... para quem não conhece o filme ele se divide em duas partes, sendo que há pequenos episódios no meio, que confundem ainda mais o espectador pois eles não se modulam a história principal diretamente: a primeira história tem relação com uma mulher que saiu de uma cidente de carro, invade a casa de Beth, uma aspirante a atriz que vai ajudá-la e mais a frente irá se apaixonar por ela, quando estamos quase perto da resposta, as coisas começam a ficar cofusas, e quando vemos Beth virou Diane, e Rita virou Camila, as duas são atrizes e se apaixonam, só que Diane vai matar Camila, pois ela resolveu viver normalmente, na parte em que a história muda e os personagens viram outros costuma ser a parte mais difícil para quem está esperando um filme normal, não sei por quê...
Normalmente quem tenta entender o filme chega a variações de duas hipóteses: 1ª Beth não existe, Rita está devaneando sonhos em busca de sua identidade, quando abre a caixinha ela tem as respotas pela história de Diane, e se lembra como Camila. OU 2ª por causa de uma cena antes dos créditos, de alguém se deitando no travesseiro podemos ter Diane sonhando com uma versão alternativa sua (Beth) e rememorando sua vida como esta. Em todo caso defender uma das duas versões possíveis só faz uma coisa: Tentar trazer o filme para uma realidade palpável, enquanto na verdade mesmo se não chegarmos a um consenso temos que adimitir que chegamos a uma história una, ao encarar uma das partes como sonho ou tudo como um grande sonho coletivo, talvez das duas personagens. Por isso a tradução brasileira foi tão feliz. Fato é que na minha opinião não se deve submeter o filme a essa realidade, pois ela é imaginária, as interpretações caem nos mesmos lugares: Amantes lésbicas, filme, atrizes, Hollywood como máfia, dá para construir uma história com começo-meio-fim sem ter um ponto específico no tempo, por isso o filme para mim é revolucionário, ele renova a linguagem cinematográfica convencional.
Podemos ter a mesma impressão com Inland Empire? Lógico! Eu acho na verdade que só dá para aproveitar o filme tendo em mente este tópico. O que temos é uma mulher castrada pelo marido, e pelo mundo de aparências que vive, assim como a coelha da série de Tv, ou a moça em frente e tV, a vida destas se mistura nos medos e sonhos de cada: O medo de Nikki possivelmente é o contraste de sua vida a prostituta, que vira em parte do filme, seus desejos mais sólidos são a libertação possivelmente da vida de casada, tanto que partilha com as outras duas mulheres do filme do sentimento de liberdade, ela diz a mulher no começo do filme que não adimite que falem daquel jeito na sua casa, contudo em seus sonhos ela diz coisa pior, e tem desejos de castrar os homens. As prostitutas e outras mulheres são outra personificações de um filme que está explorando a mente feminina entrando nesse império interior. Dá para ver desse jeito e com certeza dá para sentir muito medo do filme, permeado de sustos, e imagem que beiram a feiúra plástica do pesadelo. é notável na minha opinião, mas a mesma coisa que fez aquela mulher no cinema xingar o filme, é o seu defeito... a gama de snrtido é tão ampla, que parece que não tem sentido, e tem que se escavar muito ou fritar o coco para colher as pegadinhas... prefiro ainda o Mulholland Drive.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A espiã

Primeiro filme do ano, é mais nova obra holandesa de um diretor que está voltando a origem: Zwartboek, A Espiã, que é um filme a la Paul Verhoven, sangue, sexo, polêmica e choque! Tudo que o cinema atual gosta de retratar em ritmo alucinado. O filme não é uma obra-prima do cinema mundial, mas devemos admitiir que tem seus méritos na ousadia.
Estamos no palco preferido do cinema a segunda Guerra Mundial, temos uma atriz muito boa chamada Carice Van houten, que nos acompanhará e será a grande responsável pelo exito do filme. Ela é uma judia que se infiltrará na sociedade Nazista para salvar o filho do comandante, extremamente nobre sendo que toda a família dela foi morta por nazistas logo no começo do filme, mas ela é uma mulher fria, inteligente e manipuladora em certos pontos... mulher fatal que nos conquista, e assim como toda a atriz de Verhoven não tem nenhuma inibição, o que significa que há muitos momentos de sexo durante o filme... eu sei está parecendo ruim ou está parecendo Verhoven, o que é quase a mesma coisa... contudo não é, a produção é de alto calibre e o suspense é digno De Palma, pois o perigo espreita em cada esquina, Contudo o grande trunfo aoi meu ver foi a audácia de retratar o nazista como bonzinho... sim senhor, não estamos em um filme em que os nazista são maus como um tod, e sim num filme em que temos um nazista bom pelo qual ela irá se apaixonar e um mal, não porque ele tem um ódio mortal dos judeus, ou porque Hitler fez lavagem cerebral, e sim porque ele gosta demais das jóias judias.
é impossível não torcer pelo casal quando estão em fuga, você quer que ele fuga, até você gostou do carrasco nazista!!! E Verhoven sabe que na terra da liberdade ele conquistou a fama de esculachar com a Moral tanto na violência (Robocop), na nudez constante (shogirls), ou na cena de sexo com começo-meio-fim (instinto selvagem) ele é cara de pau, foi receber o Framboesa de Ouro pessoalmente, coisa que ninguém, mas quando vc pensa que o diretor não vai chocar vc com mais nada, eis que ele resolve dar um banho na personagem, e degradá-la na maior humilhação possível em frente das suas vistas, coisa que lhe deixa com o estômago embrulhado (assista não vou dizer o que ele faz) e eis que ele subverteu tudo o que você achava certo na 2ª Guerra durante a projeção do filme, enquanto nós olhavamos para a escultural senhorita Houten, que ainda por cima é muita boa atriz.
O filme só tem um defeito em sua parte final que é acelerar e revelar muita coisa de uma vez, em certo momento ela berra "Será que nunca vai acabar?" e você está com a mesma sensação.
Nota 8

Ano de 2008

Um novo ano levanta-se a nós apreciadores da arte, em especial, de minha parte, o cinema. Este ano começa com uma pequena avalanche no maior mercado cinematográfico do mundo que ainda haverá repercussões mesmo após seu fim: A Greve dos Roteiristas de Hollywood, que causou ó adiamento de várias séries, um Break na produção de muitos filmes, cancelou a entrega de todos os prêmios referentes a indústria até o presente momento, e já teve adesões de várias entidades do ramo... ou seja entrou para a história como uma grande crise, que pode até aumentar se os gringos não tomarem cuidado.
Truffault lá pelo ano de 1959 junto com Goddard, Rohmer, Resnais, e outros lançou talvez o movimento mais importante do século XX para o cinema, que foi a Nouvelle Vague, que teve cópias no Neorealismo italiano e no Cinema Novo brasileiro, influenciou muitos diretores, e influencia até hoje, pelo conceito simples de que o grande autor do filme é o diretor, o artesão que une todas as partes para formar um todo. Isso em contrapartida só aconteceu a meu ver, pelo sentimento contra-Hollywood (muito válido aliás...) que estava se assumindo como uma grande potência do mercado cinematográfico atual. Logo devemos lembrar que nessa época o diretor em Hollywood era somente mais um funcionário a serviço dos grandes estúdios...Victor Flemming, Billy Wilder, e tantos outros cineastas tinham nome, mas só porque os produtores criaram suas lendas, se você olhar atrás de um dvd, de um filme da década de 50 americano, meus amiguinhos, vocês verão que o último nome sempre será dos produtores.. o tempo muda, a Nouvelle Vague acabou talvez com o domínio dos produtores em Hollywood. O diretor ganhou um status maior, ele pode até ter salários astronômicos com Ridley Scott, Steven Spielberg que simplesmente tem um estúdio para si... agora porque mesmo que comecei com a aula de história?
Ah, sim! A greve. O que sempre me chamou a atenção no pensamento geral é nos perigos que se pode ocorrer ao se colocar o diretor na posição de Deus, é que muitas vezes se tira o mérito de uma equipe inteira atrás do resultado de duas horas que nos hipnotiza, estava outro dia acompanhando um discussão de como Spielberg era somente um diretor e Almodovar um cineasta e a diferença essencial entre uma coisa e outra eu não havia entendido, mas aí explicaram, que o diretor somente filmava, e o cineasta acompanhava todas as partes do todo, escrevia os roteiros cuidava da montagem etc... achei um tanto estranho, mas isso também são frutos do pensamento de Truffault é claro... em certo ponto ele se justifica uma vez que sempre vemos a mão do nosso diretor querido em cada filme, mas ainda vemos o usual tema pai-filho em todos os filmes do Spielberg, mesmo sem ele se envolver no roteiro oficialmente, contudo ele desempenha o papel de produtor então como saber o envolvimento? Assim como em Verhoven você dificilmente verá um leite-com-açucar calmo... Não será por isso que ele não se envolveu no projeto, no final ele escolhera o que fazer, em outro lado eu acho que grandes filmes saíram de grandes roteiros, acho que Charles Kauffman é o grande astro em Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Adaptação, e ele é um roteirista, então devemos ter cuidado ao se elevar as pessoas, muitas vezes é só um ator que carrega o filme com Uma Mente Brilhante, outras é o roteirista como por exemplo Uma mente sem lembranças.
E estamos vendo essa visão Anti-Truffaultiana em ação no momento, afinal de contas temos uma greve de roteiristas que abala toda a comunidade cinematográfica, o que mostra que o filme no final não é produto de uma mente só, mas sim de uma coletividade que o torna provavelmente a arte mais complicada já realizada, pois envolve todos os estímulos e todas as técnicas.
Contudo temos grandes espectativas para o ano que já está aqui.

domingo, 14 de outubro de 2007

O que Machado tem a ver com o Cinema?

Podemos filtrar a inspiração primeiramente no antigo-culto-moderno-intelectual-pessimista-apatriótico na afirmação de que o cinema brasileiro é ruim. Podemos também ter nos inspirados nas críticas a Tropa de Elite, que o caracterizaram como um filme para ser vendido internacionalmente sem a cara típica do Brasil. Podemos também culpar estas linhas por um texto crítico de Machado de Assis em que ele simplesmente avacalha todo o Romantismo brasileiro, ao dizer que na procura da cor-local os romantistas acabaram se concentrando na palavra errada. Pode ser também um desabafo de alguém entediado... enfim, todas essas afirmações existem e podem não estar certas no todo, mas onde há fumaça há fogo.

Brasil é desconfiado por seus próprios habitantes, seja em política, economia, cinema, literatura, e até futebol no momento, as causas históricas destes são muitas. O historiador Luiz Nazario apontou na revista Reserva Cultural1, um dos motivos da decadência do cinema brasileiro com seu público, é um excessivo populismo (o cinema como meio político) que debandou as pessoas da sala de cinema no início dos anos 60, o cinema novo pode ter sido o evento de maior magnitude do cinema brasileiro mas desencadeou um intelectualismo político que ainda assola nossas produções, ora representada de maneira sublime O ano em que meus saíram de férias, sem esquecer os elementos humanos que nos aproximaram dos filmes, mas normalmente abordada de maneira mecânica como Quase dois irmões, e muitos outros que não entraram para a história.

Ao passo que muitos defendem ainda esse tipo de populismo, que só agrada aqueles que ainda tem um pé na ditadura, ou seja uma mínima parte da população, o cinema a começa a se desdobrar na tentativa de se criar algo mais universal para o mercado exterior. Cidade de Deus apesar de ser um meio termo entre as duas vertentes conseguiu ter uma linguagem de impacto em todas as partes do mundo. Estes dias me surpreendi em abrir um livro importado sobre a história do Cinema americano e encontrar um quarto de página dedicado ao cidade de Deus, isso é um mérito inquestionável até para quem não gostou do filme, o que me leva ao segundo ponto que é A Tropa de Elite, mascarado pela extrema propaganda e polêmica que mais alçam o filme , a única acusação da crítica (que sempre fica contra) e acusar o filme de ser internacional, de não abordar as questões políticas de maneira mais direta(!?). Lógico que o filme já tinha virado cult antes mesmo do lançamento e isso instiga o ódio profundo de todas as camadas ditas mais sérias, mas por trás desse discurso tão superficial, quanto daqueles que resumem o filme "muito loko", temos o mesmo veú do preconceito que impede nosso cinema de crescer, só que em sentido oposto.

O que me leva ao Machado de ASSIS, que produziu uma obra de caráter fundamental para a literatura mundial e tem muito crédito para criticar o Romantismo brasileiro, e me leva a pensar que o cinema brasileiro sofre do mesmo mal dos românticos. Segundo Machado em sua irônia usual, eles sofriam de uma extrema concentração na literatura BRASILEIRA, quando deveriam primeiro descobrir a LITERATURA brasileira, para assim constitiur algo que fosse ao mesmo tempo invenção artística e depois patrimônio nacional, algo só alcançado no modernismo da primeira geração, que ainda por si é um modernismo que aponta para a classe dominante e alta paulista. Pois o que devemos pensar de nosso cinema é que não pode ser reciclagens de cinema novo já que a época não exige isso, ou pornochanchadas dos anos 80 que desprestigiou ainda mais essa imagem. Devemos pensar sobretudo na unidade cinematográfica como um todo, nas revoluções estéticas, e não em filmes que imitam a teledramarturgia como Olga e Primo Basílio, devemos reconquistar primeiramente o gosto de nossa nação e a universalidade tanto buscada no cinema mundial.

domingo, 23 de setembro de 2007

Sobre o Emmy

Sopranos em seu último suspiro leva a estátua de melhor drama.
alguns anos atrás especulava-se quem levaria a estátua quando Fraser acabasse não surgiu um rival à altura, este ano 30 ROCK ficou como melhor comédia, discordo, preferiria TWO AND A HALF MAN . Concordo com Terry O'Quinn em Lost e Catherine Heigl em Grey's Anatomy no item coadjuvantes nem tanto com America Ferrera e o furor em torno de Ugly Betty, adoro James Spader em Boston Legal, Sally Field ganhou por Brothers and Sisters que no Brasil ainda está por estrear (parece interessante) e Extras para mim é uma incognita.
A certeza é uma só séries como Supernatural e Samllville não tem chance no Emmy e isso é uma pena.

novo ou reciclado ?

first born unicorn/ hard core soft porn/dream of californication....
nada a ver , bem talvez só um pouquinho...
em agosto o showtime estreou um novo seriado que chega pela Warner em novembro
trata-se de Californication, protagonizado por David (ex-Mulder) Duchovny, história de um escritor bem sucedido que se perde no caminho do sucesso e passa a odiar a vida que tem e muda e passa a sentir falta da vida que tinha. Nada de novo, mas é David, é California, é atual e vem sendo divulgada pelos fãs e espero que dure. Vale conferir.

Promissor parece ser também o novo seriado da CW ,REAPER , a sinopse: ao completar 21 anos rapaz descobre que seus pais venderam sua alma ao diabo. E a missão que o diabo lhe impõe é a de capturar almas com o uso de um?? aspirador de pó portátil ??. Esse eu quero ver!!!!

sábado, 9 de junho de 2007

Lady Vingança entre o sublime e o grotesco

Já há algumas semanas em cartaz está o filme coreano Lady Vingança, a direção é assinada por Par Chan-wook, o mesmo do supreendente Oldboy, alias este é o filme que encerra uma trilogia: Sympathy for Mr. Vengeance (que não estreou no Brasil), Oldboy que foi um sucesso em dvd, e este belo filme, que prima pelo visual belo dos cenários em contraste com a grossa violência de certas partes.
O filme tem uma história que se revela aos poucos aos olhos do espectador, mas que segue a premissa dos anteriores: Uma personagem, no caso a bela Lee yoeng-ao, é condenada por um crime que não cometeu e passa o filme a planejar sua vingança. A fria mulher que saí da cadeia já tem tudo elaborado, conta com a ajuda de outras condenadas para realizar seu plano, mas o mais incomodante não é a violência que permeia o filme e sim o fato do espectador por meio da narrativa até a concordar com esta violência, assim como a personagem pede aos pais da vítimas para votar se querem o extermínio do verdadeiro assassino ou o encarceramento do mesmo.
Essa sensação não é incomoda por menos e pode ser exemplificada pela onda de filmes com temáticas fortes e altos níveis de violência, sendo as vezes estilizada ao absurdo como em Kill Bill ou colocada em sua forma crua como no recente e exagerado Baixio das Bestas. Esse acúmulo de violência não é senão reflexo do mundo atual em que vivemos, mundo em que podemos ver nas atrocidades de uma ficção os Infiltrados, tanto como na fantasia de terror Labirinto do Fauno.
Um outro motivo é a linha de narrativa em que somos transportados no filme de Park, a revelação gradativa se faz primeiro na injustiça contra a personagem principal, depois na vida em flashblacks do presídio, para terminar em uma chocante revelação sobre o verdadeiro motivo do assassinato, que é sem propósito e que envolve algumas (muitas) crianças, podemos dizer que o último ponto a causa o choque no espectador do filme seja a matéria bruta que este trata: assassinato infantil, quando o filme nos mostra os vídeos das crianças em seus últimos momentos (em especial a que será enforcada) é quase impossível por mais insensível que seja o espectador não sentir o mesmo desconforto que os pais daquelas crianças, o ódio pelo assassino, ou o lado obscuro da alma humana crescendo.
Um filme imperdível como tantos outros que andam a circular pelos cinemas, que mostra a justiça onde ela não pode existir, em uma forma mais primitiva que as leis humanas. Em meio a tantos filmes que exploram essa temática, ou variações dela, temos que dar cada vez mais valo as Pequenas Miss Sunshine que nos aparecem de quando em quando.