“I think this is my masterpiece” e assim acaba a projeção, uma contemplação do ego do cineasta, que é um dos poucos que podem se autodenominar gênios. E você que poderia ficar totalmente pasmo com a arrogância de Quentin, está totalmente estasiado pois provavelmente viu um dos grandes filmes da década. Exagero. Não, apesar que o cinema de Quentin é algo peculiar dentro do quadro geral e muita gente se irrita. Mas chamo a atenção que queria ou não, você vai se divertir com o mundo paralelo construído nesta película, queira ou não você fica tenso com o crescente suspense, queira ou não você explode em gargalhada nos momentos que ele quer, queira ou não certas cenas tem uma beleza indescritível, queira ou não o sotaque sulista de Brad Pitt é hilário em qualquer ponto da película e a atuação de Chisrtoph Waltz como Hans Landa, o vilão da história é algo assombroso com a densidade e comicidade que ele imprime a todas as suas cenas, não sou de concordar com Cannes mas dificilmente algum coadjuvante vai se destacar tanto esse ano. Senhores, estamos em 1941 e o primeiro ato do épico é uma tensão crescente. Hans Landa, o exterminador de judeus, visita uma família de camponeses da frança para procurar uma família de judeus que se escondeu em algum lugar, a conversa banal que se segue caminha para um total massacre da família da qual só Soshanna (Melanie Laurent, outro achado) saí viva. O segundo ato, são os bastardos que dão o título a obra, uma equipe liderada pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt cada vez melhor) para ir atrás das linhas inimigas e matar nazistas com o máximo de violência que conseguirem, para criar o medo dentro das tropas nazistas. O que funciona, de repente já estamos diante da guerra com os bastardos fazendo o inferno. Temos outros personagens igualmente engraçados Hugo, um cara que quase não fala mas se infiltrou na Gestapo e matou uma porrada de oficiais antes de se unir aos bastardos e Donovan, interpretado por Eli Roth (não, você não leu errado é cara que foi o diretor do Albergue e inaugurou o porn horror), com sua cara de insano e um taco de beisebol que bate nos nazistas até trucidar o crânio. Aí sim você pensa. Isso sim é Quentin!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas não se enganem o filme tem muito mais história que esses dois primeiros atos, alias os bastardos vivem mais da fama do que de ações sangrentas, o que vai acontecer é que o filme a partir de Soshanna e dos bastardos e com outras linhas paralelas de história vai tecer uma rede até uma première em que todos os chefes do partido nazista poderão ser mortos e todo mundo vai querer concretizar isso, inclusive quem menos se espera. O roteiro acima de tudo é a base desse épico singelo de Tarantino. Mas não tudo, não vou me demorar falando das qualidades de cineasta que ele tem, gostando ou não do cinema dele é inegável o talento dele, mais ainda se você começar a ver as homenagens e influências que ele joga na tela para o amis aficionados. E sempre notável como cada vez que você entra em um filme dele. ele parece estar exclamando a sua paixão e nos fazendo compartilhá-la. Mas outro grande trunfo são os atores, todos perfeitos no papel com destaque para o quadrado Diane Krudge, Melanie Laurent, Brad pitt e Chirstoph Waltz. Krudge é uma bonitinha que pode ser melhor atriz que seus papéis andam demostrando até o momento, seriamente seu papel de maior destaque foi em Tróia (?), aqui ela faz uma atriz que é espiã, que esbanja o charme da década de quarenta e a tensão de estar fazendo um jogo duplo. Laurent, a sobreviente, não é uma menininha bobinha, alias tem uma ferocidade atrás de seu sorriso sério que vai ser a principal arma no final do longa. Brad Pitt, teria o papel mais bobo dentro de personagens tão estranhos, mas seu sotaque e frases de efeito fazem sua pequena participação (ele é o que menos aparece) essencial. Um action hero? Não. A moral do tenente é altamente questionável, parece que ele está se divertindo muito tirando os escalpos nazistas. Por último o personagem que rouba o longa, Hans Landa, o caçador de judeus, parece ser um contador de empresa muito feliz, é um detetive poliglota, e se diverte destruindo suas vítimas psicologicamente, sua atuação transmite o caráter cômico de uma caricatura e a tensão proveniente de um serial killer. Vocês acham é possível interpretar um personagem assim? Ou que é fácil? Bem ele conseguiu. Vai ganhar todos os prêmios que aparece pela frente? That's a bingo!!!!!!!segunda-feira, 19 de outubro de 2009
BASTARDOS INGLORIOS, Quentin Tarantino
“I think this is my masterpiece” e assim acaba a projeção, uma contemplação do ego do cineasta, que é um dos poucos que podem se autodenominar gênios. E você que poderia ficar totalmente pasmo com a arrogância de Quentin, está totalmente estasiado pois provavelmente viu um dos grandes filmes da década. Exagero. Não, apesar que o cinema de Quentin é algo peculiar dentro do quadro geral e muita gente se irrita. Mas chamo a atenção que queria ou não, você vai se divertir com o mundo paralelo construído nesta película, queira ou não você fica tenso com o crescente suspense, queira ou não você explode em gargalhada nos momentos que ele quer, queira ou não certas cenas tem uma beleza indescritível, queira ou não o sotaque sulista de Brad Pitt é hilário em qualquer ponto da película e a atuação de Chisrtoph Waltz como Hans Landa, o vilão da história é algo assombroso com a densidade e comicidade que ele imprime a todas as suas cenas, não sou de concordar com Cannes mas dificilmente algum coadjuvante vai se destacar tanto esse ano. Senhores, estamos em 1941 e o primeiro ato do épico é uma tensão crescente. Hans Landa, o exterminador de judeus, visita uma família de camponeses da frança para procurar uma família de judeus que se escondeu em algum lugar, a conversa banal que se segue caminha para um total massacre da família da qual só Soshanna (Melanie Laurent, outro achado) saí viva. O segundo ato, são os bastardos que dão o título a obra, uma equipe liderada pelo tenente Aldo Raine (Brad Pitt cada vez melhor) para ir atrás das linhas inimigas e matar nazistas com o máximo de violência que conseguirem, para criar o medo dentro das tropas nazistas. O que funciona, de repente já estamos diante da guerra com os bastardos fazendo o inferno. Temos outros personagens igualmente engraçados Hugo, um cara que quase não fala mas se infiltrou na Gestapo e matou uma porrada de oficiais antes de se unir aos bastardos e Donovan, interpretado por Eli Roth (não, você não leu errado é cara que foi o diretor do Albergue e inaugurou o porn horror), com sua cara de insano e um taco de beisebol que bate nos nazistas até trucidar o crânio. Aí sim você pensa. Isso sim é Quentin!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas não se enganem o filme tem muito mais história que esses dois primeiros atos, alias os bastardos vivem mais da fama do que de ações sangrentas, o que vai acontecer é que o filme a partir de Soshanna e dos bastardos e com outras linhas paralelas de história vai tecer uma rede até uma première em que todos os chefes do partido nazista poderão ser mortos e todo mundo vai querer concretizar isso, inclusive quem menos se espera. O roteiro acima de tudo é a base desse épico singelo de Tarantino. Mas não tudo, não vou me demorar falando das qualidades de cineasta que ele tem, gostando ou não do cinema dele é inegável o talento dele, mais ainda se você começar a ver as homenagens e influências que ele joga na tela para o amis aficionados. E sempre notável como cada vez que você entra em um filme dele. ele parece estar exclamando a sua paixão e nos fazendo compartilhá-la. Mas outro grande trunfo são os atores, todos perfeitos no papel com destaque para o quadrado Diane Krudge, Melanie Laurent, Brad pitt e Chirstoph Waltz. Krudge é uma bonitinha que pode ser melhor atriz que seus papéis andam demostrando até o momento, seriamente seu papel de maior destaque foi em Tróia (?), aqui ela faz uma atriz que é espiã, que esbanja o charme da década de quarenta e a tensão de estar fazendo um jogo duplo. Laurent, a sobreviente, não é uma menininha bobinha, alias tem uma ferocidade atrás de seu sorriso sério que vai ser a principal arma no final do longa. Brad Pitt, teria o papel mais bobo dentro de personagens tão estranhos, mas seu sotaque e frases de efeito fazem sua pequena participação (ele é o que menos aparece) essencial. Um action hero? Não. A moral do tenente é altamente questionável, parece que ele está se divertindo muito tirando os escalpos nazistas. Por último o personagem que rouba o longa, Hans Landa, o caçador de judeus, parece ser um contador de empresa muito feliz, é um detetive poliglota, e se diverte destruindo suas vítimas psicologicamente, sua atuação transmite o caráter cômico de uma caricatura e a tensão proveniente de um serial killer. Vocês acham é possível interpretar um personagem assim? Ou que é fácil? Bem ele conseguiu. Vai ganhar todos os prêmios que aparece pela frente? That's a bingo!!!!!!!
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
NO TEU DESERTO, Miguel Souza Tavares

“mas foi então que percebi que não era apenas tu que me protegias, mas que também eu tinha que te proteger: também tu precisas de mim ao teu lado, das minhas conversas ou do meu silêncio; dos nosso risos e gargalhadas ou dos nossos puros (...)de minha mão, quando estendias a tua só para sentir que não estava sozinho”
Dois estranhos vão ao deserto do Sahara por 40 dias, um jornalista de 36 anos e uma jovem que apresenta seu chefe. As opções serão se aturarem ou se apaixonarem. Pode parecer tosco mas é no fim muito interessante, pela maneira como ele articula seu texto começando da seguinte forma:“(No fim tu morres, no fim do livro, tu morres. Assim mesmo, como se more nos romances, sem aviso, sem razão, a benefício apenas da história que se quis contar. Assim, tu morres e eu conto. E ficamos de contas saudadas)”. E mata-se qualquer possibilidade de leitura em que você pense que vai haver um final feliz. Porém como somos esperançosos por natureza, a frieza dessa afirmação, associada ao fato de que não há outras menções de como ou porque ela morreu, nos engana no final.
Miguel também faz um livro deliciosamente engraçado em seu princípio, quase como uma narrativa de aventura em que os personagens vão de uma confusão a outra, isso só para entrar no deserto nas primeiras 60 páginas. Tudo contado com uma polidez narrativa e racionalidade impregnada por nosso narrador que vai contrastar quando Claudia começa a falar assim que eles entram no deserto confundindo as vozes narrativas e ressuscitando a dita cuja.
O narrador tem algo mais racional, Claudia vem ao texto para acrescentar emoção a passagem pelo deserto e a cenas previamente descritas, e para demonstrar com ela também amava o narrador
Em torno dela essa narrativa tocante percebemos ao final no fundo é uma história sobre perda, não diretamente em função da morte, mas sim em função de oportunidades perdidas em nossas vidas. Por mais que ele tenham passado um ótimo tempo junto, visto tempestades de areia juntos, dormido na mesma barraca quando por vezes entrelaçando os corpo, estamos diante de um amor que não foi consumado no texto, na qual os dois personagens olham para trás e até entendem o que não os motivou a continuar, as razões que submetiam a emoção, mas olham com um certo pesar por não terem tomado um rumo diferente.
Poeticamente Claudia se torna o deserto e saudade, e o assombro perante a morte só realmente nos pega nas últimas páginas da novela, quando tanto ele quanto nós, nos damos conta da verdade como ela está diretamente ligada a nossa vida real (quem nunca teve alguém que descobriu ter falecido e o pior é descobrir quase por acidente). Miguel Souza já pode ser colocado com seus conterrâneos Saramago e Antunes no panteão dos grandes escritores portugueses, o que comprova a grande fase que a literatura portuguesa atravessa. Vale a leitura e releitura.
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Autor: Miguel Souza Tavares,
Literatura Portuguesa
domingo, 11 de outubro de 2009
LOST SYMBOL, THE, Dan Brown

Só chegara aqui em dezembro contudo já temos uma crítica diretamente de Nova York! Não, na verdade eu li o livro importado, mas creio que um dia falarei diretamente de Nova York. Robert Langdom que violentamente usurpou o título de aventureiro dentro de sua profissão peculiar do Indy (um simbologista correndo atrás de assassinos é mais inverossímil que um arqueologista que enfrenta múmias) está de volta e mostra que há muitos símbolos escondidos perante nossos olhos mortais, muitas sociedades secretas por aí e para deixar o Vaticano e outras autoridades religiosas querendo decretar a fogueira à Dan Brown. Uhu!
Robert recebe um fax de um antigo amigo para fazer uma visita a Washington, para ministrar uma palestra. Como é meio em cima da hora e ele gosta do amigo ele vai sem questionar, mesmo que depois de suas desventuras em Roma e em Paris ele tenha se tornado imã de loucos querendo que ele desvende alguma coisas, prece que ele ainda não aprendeu a lição de como se precaver. Quando ele chega lá encontra somente a mão de seu amigo no meio da sala de reuniões, a Cia. Em seu pé e um lunático no telefone querendo que ele desvende o Antigo segredo Maçom. Tudo num fim de semana de trabalho? No! In one Night.
Com o livro, o tradicional alvo de Brown, a Igreja, parece meio de lado, pois dessa vez ele resolveu atacar uma antiga lenda americana, a sociedade secreta dos Maçons, na qual grandes membros dos fundadores do país participaram como George Washnigton, as paranóias de que há símbolos maçons nos dólares americanos é antiga. O assassino quer algo bem simples, que Langdon descubra a localização da grande pirâmide Maçom, uma grande pirâmide de ouro enterrada em algum lugar de Washington, em busca do Ancient Mysteries (não sei como vai traduzir isso), uma coisa que aparentemente transformar homens em deuses, ou vai matar Peter. Junte-se a isso ma irmão desesperada, uma história familiar conturbada, uma diretora muito chata e vários coadjuvantes que podem morrer a qualquer momento pois esse é o assassino mais insano que Dan Brown criou, imagine que ele é todo tatuado e se auto-castrou e você pode já ter uma ideia. Mas o pessoal do Vaticano não pode ficar feliz por muito tempo, a grande resolução ao enigma Maçom provavelmente vai fazer o Papa pular da cadeira.
O livro é bem escrito e logicamente não é uma obra da arte, mas diverte todos que querem várias reviravoltas. O livro já é um dos mais vendidos nos States, o que nos faz perguntar o por quê de tanto sucesso? A mistura é extremamente esquisita, personagem nerd com herói, livro de suspense que envolve teorias religiosas com ficção científica (sim amiguinhos, quem leu Anjos & Demônios sabe que alta tecnologia é uma obsessão em Dan Brown), isso porque este é o personagem mais interessante dele, seus outros livros que não fazem esta mistureba não são tão conhecidos. Isso talvez seja explicado por um viés iluminista que Brown pode ter resgatado da filosofia vinda em forma de diversão, que, alias, Sade utilizava muito bem: No meio da ação (literal e figurativamente), Sade interrompia para divagar sobre política, filosofia etc. Se Sade utilizava o sexo para perpetuar suas ideias, Brown utiliza o gênero policial. No fundo Anjos,Código e Lost Symbol defendem uma visão de mundo que refuta a tradição, dogmas e leis da Igreja, para defender uma existência de Deus, digamos mais pop, no Universo, no desconhecido ou na consciência coletiva de uma humanidade como um todo, e as pessoas gostam destas ideias.
Defendendo ou não, me parece claro que há uma visão de mundo única, e interessante é que não é uma visão ateia, mas com a mente bem aberta. Na parte técnica o melhor livro ainda para mim, é Anjos e demônios, a história mais bem construída, em dado momento ele viaja legal e quer que nós engulamos umas solução saídas diretamente de um H.G.Wells e isso estraga alguma verossimilhança procurada. Mas dependendo de seu ponto de vista religioso (ou na ausência dele) é um livro divertidíssimo de se ler.
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literatura americana
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
NATIMORTO, O de Lourenço Mutarelli

Ao encarar Lourenço você deve ter em conta algumas coisas: Que você possivelmente gosta de Kafka e que se algo está parecendo esquisito é porque é mesmo, e por último é um mundo muito próximo de um eufêmico pesadelo. Falo eufêmico, pois ele não é necessariamente forte, mas quando colocado em análise nua e crua é algo que passa beirando o grotesco, mas suavemente, como é o caso do final do livro em questão.
Natimorto está sendo relançado pela Cia. Das Letras, juntamente com o novo livro de Mutarelli Miguel e os Demônios, que alias foi lançado ontem, ao qual eu pretendo ainda falar brevemente. A história do nosso livro em questão gira em torno de uma mulher “A Voz” que tem um canto tão puro que ninguém consegue escutar e seu agente, “O Agente”, que lê a sorte nas propagandas antitabagistas dos maços de cigarro, ao qual ele tem a teoria de que são reinterpretações de cartas de tarô. Curioso e confuso? Normal. Mas espere ainda tem mais, ao serem expulsos da casa da mulher do gente ele propõem que eles vivam juntos em quarto de hotel por 5 ou 6 anos. Ah, sim ele é escrito em um misto de poesia com teatro. Sim, é realmente bem interessante, mas não espere nenhuma jóia escondida ou floreio narrativo mais extraordinário que isso, eu li em uma sentada e foi divertidíssimo!
O agente é um personagem deliciosamente deprimente, quase tão deprimente quanto os personagens de Phillip Roth, conforme os dias vão passando e o relacionamento dos dois vai mudando isso vai se tornando uma espiral destrutiva, que culmina na insinuação mais grotescamente medonha de um final de livor que eu tenha lido recentemente.
O grande defeito da história é sua brevidade, parecia que dava muito mais pano pra a manga, parece que quando você está no melhor filme a luz acaba ou aparece alguém dizendo “é tudo por hoje”, mas ele vai virar filme, não sei como uma vez que não consigo ver a história como um filme sem destruir toda sua estilística esperta, mas tomara que como filme verifiquem outras possibilidades para essa história macabra.
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Autor: Lourenço Mutarelli,
Literatura Brasileira
domingo, 27 de setembro de 2009
estréias e retornos na TV em Outubro.

Bem, na Tv paga ao menos. Universal e Warner Channel anunciam nova grade a partir de 22 de outubro.
De cara no dia 22 voltam HOUSE MD UNI- 22h00 e Supernatural WAR-22h00 além da estréia de Vampire Diaries WAR- 21h00.
Em House o episódio é duplo mostrando como o médico está encarando a clinica de reabilitação.
Em Vampire Diaries veremos como Stefan conhece Elena e
Supernatural começa movimentado com o inicio do Apocalipse .
* dia 26 segunda feira volta WAR- 21h00- Cold Case com bom gosto costmeiro na trilha sonora, e WAR-22h00- The Mentalist em sua segunda temporada o horário das 23h00 na Warner ficou para a estréia de Warehouse 13 onde veremos dois agentes so FBI mandados para o meio do nada a fim de cuidar do armazém onde o governo esconde seu arsenal sobrenatural.
* dia 27 voltam na Warner a partir das 21h00,Two and a Half men, The Big Bang Theory, Smallville e Fringe. Ufa! o destaque é para Smallville , onde Clark finalmente vai usar um uniforme de Super-Herói.
* Dia 28 tem a estréia de Three Rivers, série sobre médicos especializados em transplante de orgãos na Universal às 23h00, saindo do forno já que a estréia na CBS será em 4 de outubro.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
UMBIGO SEM FUNDO, Dash Shaw

Se Retalhos é o quadrinho perfeito para fazer alguém que subestima quadrinhos a se interessar, Umbigo sem fundo é quadrinho para afastar alguém devisado. Longe de ser ruim, é uma história bem simples retratada de maneira complexo pelo jovem Dash Shaw, cujo trabalho também pode ser conferido em www.dashshaw.com, em suas hq's digitais.
Você é lançado de maneira analítica a vida dos Loony, Malucos em inglês, um família que olhando atentamente é muito parecida com qualquer uma. Após um breve passeio naturalista sobre a vida da família, vamos uns 20 ou 30 anos para frente quando as crianças estão grandes e os pais já são avós, para em uma reunião de família ser anunciado a separação do casal que está junto a 40 anos. Cada filho pira de sua maneira, o mais velho realmente surta o cabeção revisitando o passado tentando achar uma explicação para o que ocorre entre o pai e mãe. Claire, a do meio, não dá muita bola a notícia, ela mesmo já se separou (e tudo indica que não superou)e tem que dar atenção a sua filha que sofre as inseguranças da adolescência, mas a melhor história é a de Peter, retratado como um sapo, ninguém nota nele, tanto é que ele acaba se envolvendo com uma moça que acaba de conhecer ao invés de ficar na casa de praia da família. Segundo ele é o “clichê o caçula, que não se encaixa em nada, parece um sapo estranho na família”, o que é genial do ponto de vista formal. Alias a forma é tudo nesse imenso graphic novel de 790 páginas, temos páginas em branco, a descrição de sensações, quadro a quadro com uma minuciosidade incrível, cartas que aparecem no meio da narrativa, incluindo um criptograma e uma conclusão aberta a discussões.
A forma complexa parece uma chave de leitura, pois em sua constituição tudo é explicado em Umbigo sem fundo (alias, você vai ter que decodificar o criptograma para entender o título), a pessoa senta e há um balãozinho escrito (senta), Peter dá os ombros e está escrito (encolhe), assim do começo ao fim, contudo isso é um contraste com as relações humanas que o livro desenvolve, todos estão procurando maneiras de se relacionar, Dennis procurando a relação dos pais no passado, Claire e a filha, Peter e a estranha da paia, Aki (mulher de Dennis), com dennis e o bebê, os pais que enceram um relacionamento sem muita explicação. Tudo isso fica no limbo, porque é inexplicável, e o traço naturalista e minimalista de Dash, acentua essa sensação de estranheza que a história causa. Esse, eu repito, não é uma leitra fácil, a princípio, e uma história que pode deixar um leitor desavisado com uma grande interrogação ao final de sua leitura, mas encarando o monstro, pode-se discutir os muito aspectos da vida que esse texto porporciona.
GAROTO NO CONVÉS, John Boyne

O homem riu e deu os ombros 'Bom, eu reconheço que nunca tive o toque criativo. Sou mais patrono o que artista. Mas, se eu fosse contar uma história, acho que tentaria encontrar a situação primordial, aquele ponto singular na narrativa que põe tudo em movimento. Eu procuraria esse momento e começaria a história a partir dele.'”
Com floreios metalinguísticos John Boyne, começa sua segunda incursão ao romance e utilizando um interlocutor jovem novamente, o que nos leva a pensar quase que automaticamente em oportunismo, vide que O Menino do Pijama Listrado já virou até filme em pouco menos de 3 anos de vida. O que não se confirma ao ler essa aventura, pois parecem ser dois estilos completamente diferentes, se o Menino tem em sua concepção um menino inocente, com alta carga de sentimentalismo e em sua brevidade a força para arrebatar o leitor, John Jacob Turnstile não tem nada de inocente em suas piadas e em sua vida, cria um romance gigantesco em que temos humor, um tom pesado que o afasta da literatura juvenil e sem um pingo de sentimentalismo. Ponto pra ele. Na verdade o oportunismo foi o marketing do lançamento com o layout similar na capa, como vocês podem ver, e um título que também remete ao primeiro sucesso (o título original seria Motim no Bounty), o que é válido e não é um desrespeito a obra.
Em todo caso Menino do Pijama para desespero dos insensíveis já um clássico moderno, o que não podemos dizer do Garoto no convés, uma ótima aventura mas não passa disso. O livro começa com nosso interlocutor assaltando um homem e sendo preso, contudo acaba trocando 1 ano na prisão, por 2 anos a serviço de um navio inglês, nada menos que o Bounty de William Blight, imortalizado na história naval pelo motim e pelo filme dos dinossauros Charles Laughton e Clarke Gable, alias um clássico indispensável para qualquer um que curte cinema, e a história do motim é que será reencenada sob a ótica do adolescente. Ponto número 1 do livro é criar um personagem carismático que não deixa o interesse pelo livro cair, com sua insolência e humor estranho, quase caricato, alias durante uma boa parte do livro parecem que os personagens são caricaturas em um romance de Dickens. O ponto número 2 para o livro é gerar uma narrativa marítima, em um mundo em que esse tipo de narrativa está quase esquecida, é como fazer um western para blockbuster de verão (!) e ainda sim fazer algo decente. O ponto 3 e acho que é onde está a força do livro ao mesmo tempo que seja um clichê, é reconstruir o motim no Bounty de forma inversa ao que é lembrado, com o capitão sendo um homem ambíguo mas bom, Fletcher como o tradicional vilão e muitas outras personagens inesquecíveis. Aventura marítima, outro personagem criança e um clichê de inversão de história conhecida. Isso não deve dar um livro bom. Mas deu! O livro é ótimo, constrói direitinho a história até o ocorrido, mas ele realmente te arrebata quando é descrito os 48 dias de sobrevivência no barquinho em alto mar de maneira realista e escatológica que dissipa qualquer sensação de caricatura que possamos tido (eu tive e acho que é proposital, o que deixa essa parte ainda mais dramática). O único defeito do livro é tentar complicar demais a psicologia do menino, que em dado momento descobrimos que sofria abusos sexuais, sendo um garoto de programa além de batedor de carteiras, o que se mostra um trunfo elegante a primeiro momento se transforma em algo repetitivo e levando a um epílogo desnecessário, o que não chega a ofuscar a diversão do romance em uma época em que tudo é introspectivo, até os vampiros, é bom encontrar uma aventura que mostre mais o exterior da história e seus desdobramentos, mesmo assim temos algumas críticas ao pensamento da época que pululam levemente no texto. Ótimo romance e boa diversão.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
CLUBE DO FILME, David Gilmour

“...Quero que você preste atenção nessa cena e se lembre dela. A vida desse cara já está na descendente; ele sabe disso, e ela também. Mas você, Jesse, sua vida es ta´começando e tem tudo pela frente. Você não precisa estragá-la.
Coloquei no aparelho de DVD A Doce Vida, e avancei até a cena final...”
Jesse o filho de David Gilmouor, estava indo mal na escola, não se adaptava, cabulava e não estudava também. Fase de qualquer adolescente que não sabe porque estuda, fato é que David resolveu inovar no conceito Paulo Freire de psicologia infantil e tirou o menino da escola, não o pôs para trabalhar e só colocou uma regra na educação do pequeno Jesse, que mede 1,80, assistir três filmes por semana com o pai, que for escolhido por este (alias um apresentador de tv médio, escritor e crítico de cinema nas horas vagas).
David se perguntar diversas vezes se ele estaria tomando o caminho certo na educação de seu filho durante o livro, o que é perfeitamente compreensível uma vez que uma história tão louca para as bases pedagógicas atuais não poderia ser simplesmente pensada sem correr riscos, mas isso não é um livro de pedagogia, muito menos como eu pensei previamente ser um livro sobre cinema, e sim é um livro sobre relacionamentos humanos, poderíamos relativizar o relacionamento pai e filho, mas temos também a imersão deste adolescente com os primeiros sentimentos amorosos e casos concretizados, também poderíamos ver o relacionamento destes personagens com a vida em si, David desempregado e cada vez mais desesperado e Jesse tendo que pensar em como será sua vida daqui alguns anos, coisa que ele demora muito para fazer.
Ponto número: Jesse é um idiota! Tenho uma antipatia natural por adolescentes e os problemas que os atraem, contudo tem horas que ele deve irritar qualquer leitor. Só tinha uma regra no clube do filme, não usar drogas. Adivinhe o que volta e meia ele confessa ter feito? Fato é que devo ter alguma deficiência em entender essa idade. Ponto dois: é que não concordando em substituir a escola por sessões de filme em minha mente como um todo, mas tendo em mente que a escola realmente não forma um indivíduo como pessoa, é interessante ver como substituir cultura e arte na educação de uma pessoa, pode realmente ajuda mais do que a educação mecânica e dirigida que uma escola está pronta para fazer, quase como uma fabriquinha, também devo mencionar que este é um conceito vindo de alguém que estuda no sistema de ensino brasileiro, e comparado com o americano é bem mais fraco o que torna essa história ainda mais palpável para nós do que para eles.
Mas se concentrando no principal: o cinema. O livro é um apanhando de opiniões bem interessantes sobre e cenas e filmes, e ainda, um apanhado de nostalgia sobre a magia do cinema e como cada filme tem o poder de despertar emoções e sensações diferentes um nos outros.
Um belo relato, e olha nem curto não-ficção assim, sempre acho que fica um pouco aquém mas nesse caso foi uma leitura fascinante.
UP - ALTAS AVENTURAS

Ontem fui assistir ao novo filme da Disney/Pixar, que chegou com nada menos que 3 meses de diferença em terras tupiniquins, com a expetativa de alguém que tinha chorado ao final da última produção WALL-E, clássico moderno indiscutível, ainda que a força da mente sensata pontue: “não é possível revolucionar o cinema a cada filme e não escute RPM”. Com relação a última informação é um momento de sensatez impressionante, principalmente pelo fato de estar à 36 horas acordado, com relação a primeira ainda bate um certo frio na barriga que nos obriga a pensar “mais uma obra-prima?”. Escrevi anteriormente que na animação três coisas eram garantias de clássicos: Pixar; Henry Sellick e Hayao Miyazaki (que tem filme novo chegando logo e adivinhem, foi sucesso de crítica e público na Terra do sol nascente), e continuo com essa concepção diante de mais um clássico, não ao nível WALL-E de perfeição, mas é uma injustiça começar a comparar filmes a luz de seus predecessores.
Carl Friedcksen é um menino que sonha com aventuras, tem como herói o grande aventureiro Carles Mudds, que foi ao Paraíso das Cachoeiras e nunca mais voltou, e quer realizar essa viagem algum dia da vida. Logo em sua infância ele conhece uma menina faladeira que também tem todos esses sonhos e logicamente é o grande amor de sua vida. O filme em uma tomada belíssima (pura poesia), mostra a vida do casal ao longo de seus 70 anos juntos e como esse sonho de viajara para América do sul vai sendo adiado até não ser mais possível pois ele se torna viúvo. Cacetada logo no início do longa deixa qualquer um com água nos olhos. É incrível como eles conseguem combinar sentimentalismo com humor, e vice-versa. Logo mais em uma cena muito engraçada, Carl acerta um empreiteiro com seu andador, mas logo descobre as consequência quando se mostra sangue na cabeça do sujeito, do engraçado ao trágico na mesma cena. É também a primeira vez que uma personagem morre em desenho da Pixar, sem ser vilão, e o Wall-e chegou perto.
Viúvo, sendo visto como ameaça e com a casa no meio de uma construção em andamento prestes a ser despejado e ir a um asilo, Carl faz a única coisa que lhe resta, prende milhões de balões no telhado de sua casa e levar sua casa para o Paraíso das cachoeiras. Lógico!E dá certo, com o detalhe de que para realizar essa aventura vão começar a aparecer personagens, digamos distintos, em seu caminho a começar pelo escoteiro japonês que ele leva acidentalmente no início da viagem, mas logo vai aparecer uma ave histérica e um cão falante, membro de uma gangue de cãos falantes, e um insano Kirk Douglas, perdão Charles Mudds, vivo ainda e adivinhem? Ele é o vilão.
Uma aventura e tanto no ponto de vista da diversão, combinada com elementos de humor, porém do diferencial do filme é proporcionar um tom tocante no filme nos momentos em que se coloca a moral com centro e o sentimento acima de suas outras qualidades, aí o filme aça-se a condição de clássico, até menino japonês tem uma história triste que também se trata de uma perda, a própria ave a tem e em um plano mais profunda o vilão também, contudo ele não se conforma e vive atrás de recuperar o que nunca foi dele. Podia ser melhor? Duvido muito, afinal abriu Cannes ao som de aplausos e isso não é para qualquer um Fernandinho que o diga.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
U2 - NO LINE ON THE HORIZON

Tirem as crianças da sala! Eu vou fazer uma critica musical, uma vez que meu editor de cd's em mais de dois anos produziu no máximo 3, sendo que a última foi há mais de 1 ano. Atrasado como sempre em relação as tendências musicais, que eu não escuto muito, mas sou um fã de U2/Bono Vox de carteirinha, e vamos logo entrar na polêmica: Desde de que anunciado No line on the horizon foi descrito como uma guinada na carreira musical do grupo/ inovador em todos os sentidos/ U2 se reinventando. Menos! O que eu tenho a impressão, é que a crítica musical quer que os grupos se reinventem toda a hora e o U2 não precisa se reinventar há muitos anos, o que não impede de tentar fazer algo diferente sempre. Inovador não é e também não é uma guinada, mas é diferente e é ótimo. Alias a impressão que o cd dá a aumentar a densidade do som, pois ele é mais pesado que os demais álbuns, foi estabelecer o rock, em uma época em que o rap e hip-hop dominam o mercado mundial, como o som dominante no álbum inteiro, todas as pequenas experimentações não tentam ganhar um público mais amplo dominado por outros estilos musicais e sim cimentar o som da velha guitarra em momentos mágicos. Não tem a proposta comercial de All that you can't leave behind ou How to dismantle, não é uma guinada como Acthung Baby, é um meio termo dos dois.
No line ont he horizon, música de abertura é poderosa na letra e na melodia, uma das melhores do álbum.
Magnificent – Soa com tradicional onde a voz de bom ganha as alturas com os agudos, a letra é um pouco fraca mas a melodia compensa
Moment of Surrender – A melhor música do álbum para mim. Pretenciosa até o fim, e maravilhosa em sua constituição.
Unknown Caller – Um tipo de continuaão do ooooh de No line. As quatro primeira fomram um tipo de unidade, mas eu não sei explicar.
I'll Go crazy if I don't Crazy Tonight – Vai ser o hit do cd. O clipe e muito bonitinho e a música é ótima
Get on the boots – foi a música usada para promover o disco, a mais estranha ao som e divertida ao mesmo que é sensual.
Stand-Up Comedy – A melhor letra, destilando Ironia. Esse sim é o único momento de pura inovação do grupo.
FEZ being born – Quase instrumental, ousada por virar repentinamente a melodia inicial. Não sai da cabeça.
White as Snow – A baladinha emocionante.
Breathe – Mais um momento classic
Cedars os Ledanon – A última música dos cd's do U2 normalmente é algo diferente, está bem ao estilo do grupo apesar do vocal ser discreto, a letra é ´tomiae termina com seguinte frase:
Choose your enemies carefully' cos they will define you
Make them interesting 'cos in some ways they will mind you
The're not there in the beginning but when your story ends
Gonna last with yyou longer than your friend.
Dark. E politizado. U2 sempre termina os cds belamente.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
ANTICRISTO, Lars Von Trier

Lars Von Trier estava deprimido, então para se alegrar ele fez um filme contendo morte, violência descomunal, sexo e intitulado anticristo, que deixou o Vaticano e as esferas da comunidade cristã muito felizes. Fato é que, segundo ele, ele não conseguia nem levantar para tomar água e precisava abstrair. Essa depressão começou porque Maderlay, a segunda parte da sua trilogia sobre os EUA, foi um fracasso de público e crítica e ele mesmo se arrepende de ter feito daquela forma equivocada o filme, continuação do interessante Dogville, com todos os atores trocados e a mesma estrutura, passou tão desapercebido pelas telas que só soube que ele tinha sido feito quando vi o Dvd e acho que não vou ver este filme tão cedo para saber se ele tem razão em se auto-imobilizar, também acho que Washington, que seria a terceira parte, não vai ficar pronto tão cedo.
Lars Von Trier tem duas obras-primas na minha opinião, que é o Dançando no Escuro, única vez que admirei Bjork, e o estranho e perturbador Dogville, na minha opinião o melhor dos dois. Apesar do primeiro ser um musical e o segundo uma mistura de cinema e teatro, a matéria prima interior de ambos é representação da estrutura de nossa sociedade, e a visão de Lars é sombria onde o s fracos são triturados e o mal saí sempre ganhando, ou seja é bem realista! Dançando temos uma mãe pobre tentando juntar dinheiro suficiente para pagar a operação da filha, para ela não ficar cega como a mãe está ficando. É uma tragédia após a outra, em seu final chocante em meio a músicas. Dogville, a heroína virtuosa é chantageada por toda uma cidade em troca de poder se refugiar nela. Nada é gratuito no mundo do dinamarquês, e como critico de seu mundo é como ele é visto pelos seus admiradores que ficaram muito chateados com esse filme Cannes, onde ele foi vaiado, aplaudido, chocou e provocou gargalhadas! Isso porque tudo que falei não se remete a esse filme onde a grande falha em se apreciar o filme é achar que tem alguma verdade social-universal em seus frames, Anticristo é basicamente um filme de terror! De um nível de horror que poucas vezes foi mostrado na tela grande, sua análise é enganadoramente psicológica, pois o que Lars tenta mostrar com o final do filme é que muitas coisas ainda não podem ser explicadas.
Um casal é vítima de um tragédia quando o filho despenca do prédio para a morte e eles faziam amor no quarto ao lado, um detalhe é que essa cena é maravilhosamente filmada em preto-e-branco, na câmera lenta e embalada com musica clássica, o Lars vai odiar mais a precisão do som com as cenas remetem a um Kubrick inspirado, é de longe a melhor cena do filme. O luto da mãe que é perigosamente mortal, faz o marido dela leva-la a uma cabana longe da cidade para vencer a dor da perda, ele que é um psicólogo entra em uma batalha para recuperar a razão dela (pobre idiota), mas aos poucos o isolamento vai mostrando a verdadeira natureza do acontecido e na crescente narrativa de sonho que o diretor propõem seu terço final cria o ápice da narrativa aterrorizante proposta. Ótimo!
Lógico que ser um filme de terror não é depreciativo, marca autoral de Lars é sentida o filme inteiro, mas o fato é que o filme É UMA NARRATIVA DE TERROR. E fazer este tipo me parece mais complicado, uma vez que esse gênero é subvertido por hordas de adolescentes sarados sendo triturados por serial killers onipotentes (coisa que voltou esse ano e felizmente não pegou), e ter a classe de fazer um trabalho perto do estado bruto desta sensação, muito próximo de um Exorcista ou Iluminado, para mim as duas obras máximas do gênero, mas tome cuidado cuidado o Anticristo não é para todo o público pelos seguintes critérios: Sexo explícito, violência grave, castração masculina e feminina e imagens perturbadoras como uma raposa falante, ou a imagem do cartaz, a única que é muito bonita, mas não tem nada a ver com o filme.
A única dúvida que resta é porque Anticristo? Não foi somente para irritar as autoridades católicas que autopromoveram o filme. Detalhe 1: Os personagens não tem nome, são He and She. Detalhe 2: eles vão para Eden, o nome da cabana. Adão e Eva de volta ao paraíso? Pode ser mas o detalhe 3 responde melhor, contudo é um spoiller: No final quando o s dois estão próximos da morte, os três mendigos, as criaturas que apareceram o filme inteiro, chegam para coroar o quê? A morte! Tal qual os reis-magos vem ver o nascimento do menino Jesus, Cristo, o filme que faz um apologia forte contra a lendária maternidade bondosa das mulheres, não coroa o nascimento de algo como Anticristo, mas a morte pela maldade, que é uma descrença absoluta em qualquer redenção que possa haver para os personagens. Para mim o Anticristo é a Morte. Curioso? Veja o filme então, ele pode não ser o melhor cineasta do mundo, apesar de se achar, mas é com certeza um dos melhores e vai te chocar.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
JABUTI 2009
A lista saiu há uns 10 dias e selcionei as categorias mais legais:
Romance
"Flores Azuis", Carola Saavedra (Schwarcz)
"Cordilheira", Daniel Galera (Schwarcz)
"Orfãos do Eldorado", Milton Hatoum (Schwarcz)
"Galiléia", Ronaldo Correia de Brito (Objetiva)
"Satolep", Vitor Ramil (Cosac Naify)
"Manual da Paixão Solitária", Moacyr Scliar (Schwarcz)
"A Parede no Escuro", Altair Martins (Record)
"O Livro dos Nomes", Maria Esther Maciel (Schwarcz)
"Um Livro em Fuga", Edgard Telles Ribeiro (Record)
"Heranças", Silviano Santiago (Rocco)
Poesia
"Dois em Um", Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)
"Chocolate Amargo", Renata Pallotini (Editora Brasiliense)
"Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa", Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)
"Cinemateca", Eucanaã Ferraz (Schwarcz)
"A Letra da Ley", Glauco Mattoso (Annablume Editora)
"Homem ao Termo - poesia reunida [1949-2005]", Affonso Ávila (Editora UFMG)
"Outros Barulhos", Reynaldo Bessa (edição do autor)
"Geometria da Paixão", Dagmar de Oliveira Braga (Anome Livros)
"Os Corpos e os Dias", Laura Erber (Editora de Cultura)
"Ferreira Gullar: Poesia Completa, Teatro e Prosa", Ferreira Gullar (Nova Fronteira)
"Réquiem", Lêdo Ivo (Contra Capa)
"Uma Hora Por Dia", Maria Helena Azevedo (7 Letras)
Contos e Crônicas
"Canalha! - crônicas", Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)
"101 Crônicas - Ungáua!", Ruy Castro (Publifolha)
"Ó", Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (Editora Iluminuras)
"Rasif", Marcelino Freire (Record)
"Ostra Feliz Não Faz Pérola", Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)
"Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias", Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)
"Ping Pong - Chinês por um Mês: As Aventuras de um Jornalista Brasileiro pela China Olímpica", Felipe Machado (Manuela Editorial / Editora Arte Paubrasil)
"Crônicas e Outros Escritos de Tarsila do Amaral", Laura Taddei Brandini (org.) (Editora Unicamp)
"Antologia Pessoal", Eric Nepomuceno (Record)
"Cheiro de Terra - contos fazendeiros", Lucília Junqueira de Almeida Prado (Scortecci Editora)
"O Silêncio dos Amantes", Lya Luft (Record)
"Vatapaenses Vasos Comunicantes", Sergio de Almeida Bruni (GM Minister)
Infantil
"Sete Histórias para Contar", Adriana Falcão (Editora Moderna)
"Comilança", Fernando Vilela (Editora DCL)
"No Risco do Caracol", Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)
"Era Outra Vez um Gato Xadrez", Leticia Wierzchowski (Editora Record)
"Minhas Contas", Luiz Antonio (Cosac Naify)
"A História de Biruta", Alberto Martins (Schwarcz)
"Zoo", João Guimarães Rosa (Editora Nova Fronteira)
"E um Rinoceronte Dobrado", Hermes Bernardi Jr (Editora Projeto)
"A Invenção do Mundo pelo Deus-Curumim", Braulio Tavares (Editora 34)
"Alma de Rio" Ellen Pestili (Cortez Editora e Livraria)
Juvenil
"O Fazedor de Velhos", Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)
"A Distância das Coisas Edições", Flávio Carneiro (Grupo SM)
"Cidade dos Deitados", Heloisa Prieto (Cosac Naify)
"Montanha-russa", Fernando Bonassi (Cosac Naify)
"Surfando na Marquise", Paulo Bloise (Cosac Naify)
"1808 - Edição Juvenil", Laurentino Gomes (Editora Planeta do Brasil)
"Brincos de Ouro E Sentimentos Pingentes", Luiz Antonio Aguiar (Editora Biruta)
"Figurinha Carimbada", Márcio Araújo (Girafinha)
"Chuva de Letras", Luis Alberto Brandão (Editora Scipione)
"Meu Pai Não Mora Mais Aqui", Caio Riter (Editora Biruta)
"Conversa de Passarinhos", Alice Ruiz S. e Maria Valéria Vasconcelos Rezende (Editora Iluminuras)
O fato de o "Filho da mãe" não estar concorrendo já tira minha ilusão de justiça com o prêmio, em todo cao romance está entre Orfãos do Eldorado e Galiléia. Poesia deve ficar com a obra completa do Ferreira Gullar, para desgosto do Haroldo. Contos com "Ò", juvenil com o "Fazedor de Velhos", o Infantil é um mistério mas aposto no Zoo. Meus chutes.
Deixem os seus.
Romance
"Flores Azuis", Carola Saavedra (Schwarcz)
"Cordilheira", Daniel Galera (Schwarcz)
"Orfãos do Eldorado", Milton Hatoum (Schwarcz)
"Galiléia", Ronaldo Correia de Brito (Objetiva)
"Satolep", Vitor Ramil (Cosac Naify)
"Manual da Paixão Solitária", Moacyr Scliar (Schwarcz)
"A Parede no Escuro", Altair Martins (Record)
"O Livro dos Nomes", Maria Esther Maciel (Schwarcz)
"Um Livro em Fuga", Edgard Telles Ribeiro (Record)
"Heranças", Silviano Santiago (Rocco)
Poesia
"Dois em Um", Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)
"Chocolate Amargo", Renata Pallotini (Editora Brasiliense)
"Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa", Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)
"Cinemateca", Eucanaã Ferraz (Schwarcz)
"A Letra da Ley", Glauco Mattoso (Annablume Editora)
"Homem ao Termo - poesia reunida [1949-2005]", Affonso Ávila (Editora UFMG)
"Outros Barulhos", Reynaldo Bessa (edição do autor)
"Geometria da Paixão", Dagmar de Oliveira Braga (Anome Livros)
"Os Corpos e os Dias", Laura Erber (Editora de Cultura)
"Ferreira Gullar: Poesia Completa, Teatro e Prosa", Ferreira Gullar (Nova Fronteira)
"Réquiem", Lêdo Ivo (Contra Capa)
"Uma Hora Por Dia", Maria Helena Azevedo (7 Letras)
Contos e Crônicas
"Canalha! - crônicas", Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)
"101 Crônicas - Ungáua!", Ruy Castro (Publifolha)
"Ó", Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (Editora Iluminuras)
"Rasif", Marcelino Freire (Record)
"Ostra Feliz Não Faz Pérola", Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)
"Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias", Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)
"Ping Pong - Chinês por um Mês: As Aventuras de um Jornalista Brasileiro pela China Olímpica", Felipe Machado (Manuela Editorial / Editora Arte Paubrasil)
"Crônicas e Outros Escritos de Tarsila do Amaral", Laura Taddei Brandini (org.) (Editora Unicamp)
"Antologia Pessoal", Eric Nepomuceno (Record)
"Cheiro de Terra - contos fazendeiros", Lucília Junqueira de Almeida Prado (Scortecci Editora)
"O Silêncio dos Amantes", Lya Luft (Record)
"Vatapaenses Vasos Comunicantes", Sergio de Almeida Bruni (GM Minister)
Infantil
"Sete Histórias para Contar", Adriana Falcão (Editora Moderna)
"Comilança", Fernando Vilela (Editora DCL)
"No Risco do Caracol", Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)
"Era Outra Vez um Gato Xadrez", Leticia Wierzchowski (Editora Record)
"Minhas Contas", Luiz Antonio (Cosac Naify)
"A História de Biruta", Alberto Martins (Schwarcz)
"Zoo", João Guimarães Rosa (Editora Nova Fronteira)
"E um Rinoceronte Dobrado", Hermes Bernardi Jr (Editora Projeto)
"A Invenção do Mundo pelo Deus-Curumim", Braulio Tavares (Editora 34)
"Alma de Rio" Ellen Pestili (Cortez Editora e Livraria)
Juvenil
"O Fazedor de Velhos", Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)
"A Distância das Coisas Edições", Flávio Carneiro (Grupo SM)
"Cidade dos Deitados", Heloisa Prieto (Cosac Naify)
"Montanha-russa", Fernando Bonassi (Cosac Naify)
"Surfando na Marquise", Paulo Bloise (Cosac Naify)
"1808 - Edição Juvenil", Laurentino Gomes (Editora Planeta do Brasil)
"Brincos de Ouro E Sentimentos Pingentes", Luiz Antonio Aguiar (Editora Biruta)
"Figurinha Carimbada", Márcio Araújo (Girafinha)
"Chuva de Letras", Luis Alberto Brandão (Editora Scipione)
"Meu Pai Não Mora Mais Aqui", Caio Riter (Editora Biruta)
"Conversa de Passarinhos", Alice Ruiz S. e Maria Valéria Vasconcelos Rezende (Editora Iluminuras)
O fato de o "Filho da mãe" não estar concorrendo já tira minha ilusão de justiça com o prêmio, em todo cao romance está entre Orfãos do Eldorado e Galiléia. Poesia deve ficar com a obra completa do Ferreira Gullar, para desgosto do Haroldo. Contos com "Ò", juvenil com o "Fazedor de Velhos", o Infantil é um mistério mas aposto no Zoo. Meus chutes.
Deixem os seus.
LADRAO DE RAIOS, Rick Riordan

“De certo modo é bom saber que há deuses gregos lá fora, porque aí temos alguém para culpar quando algo dá errado. Por exemplo, quando você está se afastando a pé de um ônibus que acaba de ser atacado por bruxas monstruosas e explodido por um relâmpago, e ainda por cima está chovendo, a maioria das pessoas acha que isso é muita falta de sorte – quando se é um meio-sangue, a gente sabe que alguma força divina está tentado acabar com nosso dia”
As viúvas, viúvos e amantes renegados de Harry Potter tem um novo pivete para sofrer com, o nome dele é Percy Jackson, ou Perseu Jackson para os mais íntimos, e nova série de livros de fantasia se inicia com este Ladrão de Raios em que sai a bruxaria e trouxas, e entram a mitologia grega e esses seres humanos que veem as coisas como melhor os convém. Esse livro é engraçadíssimo do começo ao fim e é perfeito para ser adaptado para o cinema vide que não passa um capítulo sem que monstro tentem transformar os protagonistas em pudim, contudo está longe de ser perfeito ou esconder uma certa inspiração descarada. Um leitor de 11 ou 12 anos vai se divertir horrores, enquanto aqueles que crescerem acompanhando o bruxinho, ou que tem uma vivência maior com fantasia vão se perguntar em certos “mas isso não é óbvio?”.
A história gira em torno de um menino que é um péssimo aluno, sendo sempre expulso das escolas e nunca tirando boas notas, até que uma professora tenta matá-lo e ele é expulso da 6 escola em 6 anos. Vive com uma mãe que o ama muito e um padastro horrível. Logo se descobre que ele é um semi-deus e sua mãe morre, ele vai para um acampamento de semi-deuses onde encontra um sátiro que é seu guia e extremamente estabanado e uma menina que é filha de Atena.
O grande trunfo do livro é a narração em primeira de Percy contando tudo isso, isso porque ele é deliciosamente cínico, sarcástico e por vezes irônico. Segura o livro no braço xingando Zeus, desafiando Ares e outras façanhas. A missão concedida a Percy com sua chegada (ele não deveria existir) e recuperar o Raio mestre de Zeus que foi roubado por algum ladrão, possivelmente a mando de Hades, antes de dez dias pois senão os deuses vão guerrear e aí nós pobres mortais. Em matéria de aventura, não acaba nunca tendo algumas reviravoltas bem boladas e a revelação de um novo inimigo.
Agora vamos a três críticas ao livro: 1- Pessoalmente, entendo fato do autor ser americano e por isso ele situa várias passagens em que ele explica porque os gregos estão na terra do Tio Sam, pois atualmente é o”berço da civilização ocidental”. Ok. Mas é irritante. 2- Ele poderia ter ousado mais ao reconstruir o império olímpico nos dias atuais. Basicamente todos os personagens deuses e monstros não mudaram em 3,000 anos. É politicamente correto a ponto de sempre que possível não confundir os deuses com Deus. O que deve fazer seu livro não entrar nas tradicionais toras de Igrejas conservadoras. 3 – O único erro estrutural, é criar uma profecia em que você desconfia que sabe em menos de1/4 do livro, confirmar ela em ¾ e o personagem demorar mais 9 meses para cair a ficha e dizer putz, é mesmo. Esse mistério não deve funcionar nem com crianças de 10 anos. Mas devo lembrá-los que o primeiro Harry Potter é relativamente bem fraco em comparação com os volumes a partir do “O prisioneiro de Azkaban”, e a série nos States já tem 5 volumes, então vamos com Percy Jckson pelo caminho torturoso de um herói.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
UM BREVE PARENTESE BIOGRÁFICO (MAS NÃO MUITO)
Quem acompanha meu blog deve ter notado que tenho um certa fixação com literatura, caso seja marinheiro de primeira viagem olhe aí embaixo. Atualmente podem atribuir pessoalmente essa predileção pelo fato de meu trabalho e minha faculdade estarem diretamente ligados a esse mundo. Quem me conhece pessoalmente sabe que há ainda um fator físico e biográfico que me inspirou, contudo este é o primeiro post que a primeira pessoa fala diretamente com você, então você não vai saber mais sobre este que vos fala. Contudo saliento que o principal motivo foi a abertura de uma biblioteca perto de minha casa, coisa que não existia, em minhas 14 primaveras eu nunca havia conhecido uma e só o fato de entrar foi algo interessantíssimo e o Senhor dos anéis era o melhor filme o ano que eu ainda não tinha visto e eles possuíam todos!!! Após minha entrada n mundo épico eu poderia ter desistido de ler como a maioria o faz, mas havia uma lista que a revista época relacionou com os 55 romances que ninguém deve morrer sem ler. Lógico que o título é dramático e podemos dizer que está faltando uma coisinha ou outra, mas é um lista legal e tenho que atribuir a ela especificamente minha entrada no reino da grande literatura e por isso reproduzo ela na integra aqui, pois notei que ela está se perdendo quando demorei nada mais que uma hora inteira para achar menção na internet:
55 romances que ninguém deve morrer sem ler
Ao farol – Virginia Woolf
Orlando – Virginia Woolf
As ondas – Virginia Woolf
Os embaixadores – Henry James
Retrato de uma senhora – Henry James
A volta do parafuso – Henry James
Absalão, Absalão! – William Faulkner
O som e a fúria – William Faulkner
Enquanto agonizo – William Faulkner
A comédia humana – Honoré de Balzac
Eugênia Grandet – Honoré de Balzac
Ilusões perdidas – Honoré de Balzac (os dois últimos volumes fazem parte de A comédia humana)
O vermelho e o negro – Stendhal
A cartuxa de Parma – Stendhal
Dom Casmurro – Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Finnegans Wake – James Joyce
Ulisses – James Joyce
Madame Bovary – Gustave Flaubert
Educação sentimental – Gustave Flaubert
David Copperfield – Charles Dickens
Grandes esperanças – Charles Dickens
Crime e castigo – Dostoievski
Os possessos – Dostoievski
Doutor Fausto – Thomas Mann
A montanha mágica – Thomas Mann
O coração das trevas – Joseph Conrad
Nostromo – Joseph Conrad
Moby Dick – Herman Melville
O primo Basílio – Eça de Queirós
Guerra e paz – Leon Tolstói
O processo – Franz Kafka
Em busca do tempo perdido – Marcel Proust
O homem sem qualidades – Robert Musil
Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa
Os miseráveis – Victor Hugo
As afinidades eletivas – Goethe
Confissões de um comedor de ópio – Thomas De Quincey
A taberna – Émile Zola
A morte de Virgílio – Hermann Broch
Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez
Paradiso – José Lezama Lima
Huckleberry Finn – Mark Twain
Amor de perdição – Camilo Castelo Branco
O leilão do lote 49 – Thomas Pynchon
Aparição – Vergilio Ferreira
A peste – Albert Camus
Mulheres apaixonadas – D.H. Lawrence
Os subterrâneos do Vaticano – André Gide
Jean-Christophe – Romain Rolland
Judas, o obscuro – Thomas Hardy
Emma – Jane Austen
Contraponto – Aldous Huxley
O morro dos ventos uivantes – Emily Brontë
O caminho de toda carne – Samuel Butler
P.S. Não houveram crimes muito perceptíveis. tenho que informar que a lista se restringe aos séculos XIX e XX. Não se espante por não ver Cervantes ou Boccaccio.
55 romances que ninguém deve morrer sem ler
Ao farol – Virginia Woolf
Orlando – Virginia Woolf
As ondas – Virginia Woolf
Os embaixadores – Henry James
Retrato de uma senhora – Henry James
A volta do parafuso – Henry James
Absalão, Absalão! – William Faulkner
O som e a fúria – William Faulkner
Enquanto agonizo – William Faulkner
A comédia humana – Honoré de Balzac
Eugênia Grandet – Honoré de Balzac
Ilusões perdidas – Honoré de Balzac (os dois últimos volumes fazem parte de A comédia humana)
O vermelho e o negro – Stendhal
A cartuxa de Parma – Stendhal
Dom Casmurro – Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Finnegans Wake – James Joyce
Ulisses – James Joyce
Madame Bovary – Gustave Flaubert
Educação sentimental – Gustave Flaubert
David Copperfield – Charles Dickens
Grandes esperanças – Charles Dickens
Crime e castigo – Dostoievski
Os possessos – Dostoievski
Doutor Fausto – Thomas Mann
A montanha mágica – Thomas Mann
O coração das trevas – Joseph Conrad
Nostromo – Joseph Conrad
Moby Dick – Herman Melville
O primo Basílio – Eça de Queirós
Guerra e paz – Leon Tolstói
O processo – Franz Kafka
Em busca do tempo perdido – Marcel Proust
O homem sem qualidades – Robert Musil
Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa
Os miseráveis – Victor Hugo
As afinidades eletivas – Goethe
Confissões de um comedor de ópio – Thomas De Quincey
A taberna – Émile Zola
A morte de Virgílio – Hermann Broch
Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez
Paradiso – José Lezama Lima
Huckleberry Finn – Mark Twain
Amor de perdição – Camilo Castelo Branco
O leilão do lote 49 – Thomas Pynchon
Aparição – Vergilio Ferreira
A peste – Albert Camus
Mulheres apaixonadas – D.H. Lawrence
Os subterrâneos do Vaticano – André Gide
Jean-Christophe – Romain Rolland
Judas, o obscuro – Thomas Hardy
Emma – Jane Austen
Contraponto – Aldous Huxley
O morro dos ventos uivantes – Emily Brontë
O caminho de toda carne – Samuel Butler
P.S. Não houveram crimes muito perceptíveis. tenho que informar que a lista se restringe aos séculos XIX e XX. Não se espante por não ver Cervantes ou Boccaccio.
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IMITADOR DE VOZES, Thomas Bernhard

Para quem não o conhece ele é um dos maiores pessimistas após Samuel Becket, e quando falo em pessimismo estou colocando o bile como constituinte principal das histórias que ele narra. Thomas falecido desde 1989 tem sua obra redescoberta cada vez mais, talvez por se assimilar cada vez mais com o mundo cinza no qual nos vivemos. Se em um de seus romances ele faz um monólogo desconcertante que s[o tem dois parágrafos em 400 páginas. Aqui ele produziu um livro de contos de 160 páginas, tendo pouco mais de 100 contos. Você lê em uma sentada se for normal, eu no caso me canso muito amis lendo contos do que lendo romances então demorei quase uma semana, o que na minha singela opinião não constitui uma normalidade.
A caraterística principal dos contos e do próprio autor e não deixar nenhuma qualquer bondade para suas personagens, devemos ter uns 40 suicídios de maneiras usuais e até surpresas como um juiz que no meio do julgamento dispara seus miolos contra o cenário, temos algumas tragédias com um ônibus com estudantes que cai na ribanceira, discussões filosóficas que não resultam em nada e ainda fazem seus protagonistas cometerem suicídios em massa, e morte, e morte, e morte. Você vai ficar chocado nas primeiras página, depois você vai aceitar o jogo e talvez o fato de se achar isso natural seja o ponto extra-texto mais interessante, além do paralelismo que podemos ver deste pessimismo com a história do império Austríaco, mas não é intuito desta análise mostrar as correlações de Bernhard no meio político, mas sim salientar que a grande habilidade de ainda sim criar uma narrativa que ainda sim não perde seu leitor, em vários momentos você acha que está lendo a mesma história contada de maneira diferente (o que é o caso), mas há contos específicos como os que citei que ficam na memória não deixando o interesse pelo livro cair. Uma obra leve em tamanho complexo em densidade mas uma boa introdução a este autor que é fascinante.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
VENTO DA LUA, Antonio Munhoz Molina

O quase desconhecido autor espanhol em destaque talvez o seja por seus temas pouco usuais, Vento da Lua é um romance que narra a experiência de um garoto nos cinco dias em que a Apollo 11 começou seu curso para aterrizar na Lua, ou seja, é um romance que mostra a conquista lunar do ponto de vista de um menino castelhano pobre. A pergunta que fica é quem quer ler isso?
Algumas vezes podemos sentir isso ao ler o resumo de certa novela, conto ou romance. Da duas uma ou é uma porcaria ou é muito mais do que pode caber em meros resumos. O que vale a um leitor intrépido um risco a se correr, e felizmente nesse caso estamos diante da segunda hipótese.
A viagem a Lua é eixo central da estrutura do romance, todas as reflexões de nosso narrador estão inseridas nesse contexto. A escolha por essa narrativa pode ser biográfica mas não conheço o suficiente o autor para averiguara esta, mas tenho certeza que o fascínio que garotos tem por piratas, dinossauros e, acima de tudo, astronautas pode explicar os desejos desta criança em ser um astronauta, os pulos que ele dá assumindo a exploração espacial para sua própria exploração psicosocial.
Em uma região afastada do centro, sob uma ditadura ainda que repercute, sendo o mais inteligente da família, em meio a dúvidas religiosas e os primeiros desejos sexuais, aborrecido pela vida entre bananeiras a qual é submetido dia-a-dia. É pano para chão e quase não cabe nas quase trezentas páginas do romance. Os coadjuvantes são igualmente ricos, o pai que ignora todo o avanço e quer que o filho trabalhe mais e estude menos, o vizinho pão-duro à beira da morte, a avó que tem sempre uma pérola na língua para soltar, o padre jovem que o quer converter e tem todos os pensadores socialista em sua cabeceira e a lista não para por aí.
Molina faz uma narrativa em que memórias se mesclam com aforismos, o engraçado ao dramático mascarado, os pensamentos conduzem a formação deste herói contemporâneo lutando contra o próprio meio existêncial. Mas o melhor em um romance tão perfeito é o seu final, em ainda consegue um fôlego extra em nós dar o verdadeiro peso das memórias, o peso da conquista espacial e resignificar mais uma vez o tema já pontuado, fechando assim com arco de ouro a reflexão sobre a vida e o tempo. Fantástico em muitos sentidos.
Agoa vou ler um romance sobre imigrantes na América pós 11/09, em que o eixo central são as conversas em jogos de críquete. Veremos.
Algumas vezes podemos sentir isso ao ler o resumo de certa novela, conto ou romance. Da duas uma ou é uma porcaria ou é muito mais do que pode caber em meros resumos. O que vale a um leitor intrépido um risco a se correr, e felizmente nesse caso estamos diante da segunda hipótese.
A viagem a Lua é eixo central da estrutura do romance, todas as reflexões de nosso narrador estão inseridas nesse contexto. A escolha por essa narrativa pode ser biográfica mas não conheço o suficiente o autor para averiguara esta, mas tenho certeza que o fascínio que garotos tem por piratas, dinossauros e, acima de tudo, astronautas pode explicar os desejos desta criança em ser um astronauta, os pulos que ele dá assumindo a exploração espacial para sua própria exploração psicosocial.
Em uma região afastada do centro, sob uma ditadura ainda que repercute, sendo o mais inteligente da família, em meio a dúvidas religiosas e os primeiros desejos sexuais, aborrecido pela vida entre bananeiras a qual é submetido dia-a-dia. É pano para chão e quase não cabe nas quase trezentas páginas do romance. Os coadjuvantes são igualmente ricos, o pai que ignora todo o avanço e quer que o filho trabalhe mais e estude menos, o vizinho pão-duro à beira da morte, a avó que tem sempre uma pérola na língua para soltar, o padre jovem que o quer converter e tem todos os pensadores socialista em sua cabeceira e a lista não para por aí.
Molina faz uma narrativa em que memórias se mesclam com aforismos, o engraçado ao dramático mascarado, os pensamentos conduzem a formação deste herói contemporâneo lutando contra o próprio meio existêncial. Mas o melhor em um romance tão perfeito é o seu final, em ainda consegue um fôlego extra em nós dar o verdadeiro peso das memórias, o peso da conquista espacial e resignificar mais uma vez o tema já pontuado, fechando assim com arco de ouro a reflexão sobre a vida e o tempo. Fantástico em muitos sentidos.
Agoa vou ler um romance sobre imigrantes na América pós 11/09, em que o eixo central são as conversas em jogos de críquete. Veremos.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Valores invertidos em tempos incertos

Inimigos públicos é novo trabalho de Michael Mann, um diretor que não é dos mais reconhecidos em solo americano, mas é, na minha opinião, um dos mais tecnicamente perfeito cineastas do novo cinema americano. Dois de seus filmes são obras primas dentro do gênero: O informante e Colateral. Uma de suas características é usar uma câmera quase documental, o que se amplia na atualidade, uma vez que ele anda filmando com câmeras digitais de alta-definição. Um outro fator decisivo é como ele retrata nosso mundo com um cinza característico em que nada é certo, e um vilão como Tom Cruise pode ter a simpatia do espectador com poucas palavras.
Talvez ele tenha produzido o melhor exemplar desta visão invertida dos valores nesse seu novo trabalho, uma cinebiografia de John Dilligan, um assaltante de bancos que foi o primeiro inimigo público durante a depressão. Caçado em todos os Estados por seus delitos, Dilligan foi morto em 1934 pelo recém criado FBI. O filme, no entanto, não narra a vida Dillinger desde a infância até seus momentos finais, preferindo se concentrar nos seus últimos anos, entre 33 e 34, assim sendo vemos a queda do mito, e o caminho é sofrido.
Interpretado por Johnny Depp, nas mãos de outro ator ele poderia ou ter se tornado um herói virtuoso, ou uma caricatura de gangster, já que olhando analiticamente o personagem quase não tem passado, ou explicações do porquê ele fa isso, a única coisa que notamos é que um assaltante de banco, que é virtuoso e leal. Tirando o fato de ter sido caçado em todos os Estados, ele é de longe um espécie de herói no filme. Johnny equilibra essa dualidade até o fim, levando seu personagem a canastrice de suas ações, a tensão proveniente de se estar cada vez mais acuado e sem fuga. Seu par romantico é a bela Marion Cottillard pós-Piaf, que dentro de um papel limitado faz um excelente trabalho.
Agora o ponto alto do filme não é caça de John Dillinger e sim o apogeu do Bureau de Investigação que é alçado na perseguição destes criminosos por Christian Bale, interpretando um personagem igualmente dual, ele lidera a caça enquanto o futuro FBI começa a utilizar uma atitude cada vez mais repressora e fascista para conseguir os resultados, tal como tortura, prender pessoas inocentes, coação e um série de delitos que vão sendo justificados para manter a ordem.
É um filme tenso, resumindo, em que o bandido é o mocinho, a lei se torna a vilã. Em que os valores estão desvirtuados e invertidos e essa seria nossa percepção brasileira, mas dentro do contexto americano é ainda pior, uma vez que os assaltos a banco desta época são vistos como a última opção de pessoas desesperadas com a depressão, e os bandidos eram vistos como Robin Hoods modernos, vide a fama que Bonnie e Clyde tem até hoje. Michael Mann ainda cria cenas belíssimas como a mOrte do Amigo de Dillinger nos primeiros minutos do filme ou a morte de Baby Face Nelosn, na melhor cena. Mas não se enganem não é um filme de ação, ou um blockbuster de verão, muito menos um filme de gangster normal, é m filme inclassificável em uma época em que uma nva depressão nunca este tão próxima dos EUA.
domingo, 9 de agosto de 2009
APÓS O ANOITECER, Haruki Murakami

Na madrugada de Tóquio uma moça está a solta pelas ruas e bares a procura de nada mais que um lugar sossegado para efetuar sua leitura, em outro ponto sua irmão dorme profundamente, em um estado estranho de semi-coma, enquanto à la Ringu sua televisão começa a mostrar imagens estranhas que estão relacionadas a sua presente condição. Não sei definir se essa é a melhor maneira de entrar no mundo de Murakami, uma vez que você pode achar a trama um tanto absurda ou desconexa, mas caso você tenta mente aberta e uma vontade louca de supor uma explicação para fatos absurdos vai achar o livro divertido.
Um primeiro ponto a se notar é que este romance é uma pegadinha, Murakami utiliza um ponto de vista de câmera, sempre nos lembrando de que ele é um câmera e não vai dar explicações, não vai fazer nada para nos ajudar e sim simplesmente mostrar um série de fatos que estão amis ou menos interligados. Além destas duas personagens temos um músico que fala demais, que infernizara a vida protagonista no bom sentido, uma ex-boxeadora que é gerente de hotel, um prostituta chinesa espancada, um homem sem face que comanda o lado-de-lá da tv e um homem que tem uma outra personalidade violenta (ou não). Sim, é uma salada de personagens unidos pela madrugada que os consome. Mas por que é uma pegadinha mesmo? Porque no fundo disso tudo está o intuito de se resgatar o amor e afetividade humana, observando as bases que a constroem, não é um livro de terror como o autor faz muitas vezes parecer, ou uma trama complexa sobre a psiquê humana, muito menos um multiplot sobre a boêmia nipônica, é simplesmente um retrato de duas irmãs muito diferentes entre si tentando se encontrar, cada qual em um mundo distinto, sendo que o que prevalece é uma extrema sensibilidade por parte do autor.
As melhores partes do livro estão em como ele constitui o clima de sua história, que em muitos momentos parece dialogar diretamente com o cinema e com a reCente safra de filmes de terror que infestam o país do Godzilla. Uma dupla pegadinha. E também saliento os diálogos espertos da juventude de Tóquio, principalmente entre Eri e o músico, que ´no fundo o coração do livro. Muito bonitinho.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
TOP 5: CLINT EASTWOOD
Um tempinho nos livros. Aqui vou fazer o meu top do Clint, que para mim é melhor diretor americano da atualidade, concordem ou discordem ele é o Cara.
6 – Cowboys do Espaço – é um top meu. Um característica de Clint é nunca fazer
um filme que se ligue diretamente com um gênero, o que deveria ser um filme de Ficção científica, que nas mãos de outra pessoa viraria um Armageddon ou algo do tipo se torna uma bem humorada comédia de ficção científica em que a terceira idade vai para o espaço consertar um satélite defeituoso que pode cair em nossos cocos. Alternando momentos de comédia, suspense e aventura
, além de Clint o outro destaque é o impagável Tommy Lee Jones.
5 – Batalha de Iwo Jima – Não vou considerá-los separados, uma vez que a complexidade da história está em mostrar os dois lados. Flags of our fathers, com o título de Conquista da Honra, que não tem nada a ver, mas é melhor que Bandeiras de nossos pais que poderia ter um duplo sentido estúpido, é um filme de não-guerra. A parte americana do confronto não instiga o heroísmo e sim a barbárie primeiramente do campo de batalha, intercalando com a objetivo mercadológico da guerra de arrecadar fundos. Cartas a Iwo Jima, é a batalha por excelência, mas da parte dos derrotados. A guerra que não se encaixa no filme de guerra.
4 – Sobre Meninos e Lobos – Policial intenso sobre os crimes contra crianças
e adolescentes. Ois meninos veem seu amigo ser sequestrado, ele sofre abuso sexual por policiais na década de 70, ele foge mas sua vida nunca mais será a mesma. 30 Anos depois eles se reencontram em caso similar, mas sem abuso sexual. Um teve a filha assassinada, o outro é um policial e o sobrevivente é um cara estranho que pode ser o suspeito número um. Como estudo sob a ótica da maldade é ótimo, como alegoria de um país pós 11/9 é sutil, mas sua cena final é retrato de tudo que há de vil na alma humana.
3 - Gran Torino – Último grande filme o mestre até o momento. Seria um filme de ação? Poderia até ser, pois Clint encarna o esteriótipo ao qual era associado antes de Bird, o cara durão que resolve tudo n
o tapa. Revisitando o gênero, ele simplesmente destrói ao demonstrar que Dirty Harry não pode existir no século XXI. Walter Kovacz, veterano de guerra, preconceituoso, cínico, ateu e odeia todo mundo! Sua vida muda, quando a mulher morre e ele percebe que a vizinhança está cheia de uma tribo muito parecida com coreanos, mas são refugiados vietnamitas. Há uma gangue que controla a região e tenta por meio da força converter o vizinho de Kovacz para o crime, o menino desperta uma curiosa simpatia por Kovacs que vai dar uma de Dirty e salvar o menino e sua irmã,mas ele vai ter que transpassar a força física para isso, n filnal mais sombrio e inesperado que você pode esperar. Fantástico. 
2- Menina de Ouro – Quase chorei... mentira eu chorei e eu já sabia o final. Um filme de boxe que tem uma mudança repentina no final, que nos faz repensar a vida. Maggie um dia aparece na academia de boxe do personagem de Clint, ele não treina mulheres, mas logo vai fazer dela sua obra prima. Com um humor melancólico e ótimas interpretações, Maggie enfrenta batalhas poderosas, inclusive contra o moralismo. Não consigo esquecer a frase que sintetiza o filme “ No boxe você tem que ir para trás para se lançar a frente. No boxe tudo é ao contrário”
1 – Imperdoáveis – Era manjado, vide que eu já fiz uma matéria especial para o filme, mas vale salientar que a obra de faroeste mais importante da década de 90, talvez de 80 70 também, e atualmente devo dizer que também é. O Faroeste revisitado em sua glória e em sua dura realidade que destrói o mítico.
Um dos melhores filmes de todos os tempos.
6 – Cowboys do Espaço – é um top meu. Um característica de Clint é nunca fazer
um filme que se ligue diretamente com um gênero, o que deveria ser um filme de Ficção científica, que nas mãos de outra pessoa viraria um Armageddon ou algo do tipo se torna uma bem humorada comédia de ficção científica em que a terceira idade vai para o espaço consertar um satélite defeituoso que pode cair em nossos cocos. Alternando momentos de comédia, suspense e aventura
, além de Clint o outro destaque é o impagável Tommy Lee Jones.5 – Batalha de Iwo Jima – Não vou considerá-los separados, uma vez que a complexidade da história está em mostrar os dois lados. Flags of our fathers, com o título de Conquista da Honra, que não tem nada a ver, mas é melhor que Bandeiras de nossos pais que poderia ter um duplo sentido estúpido, é um filme de não-guerra. A parte americana do confronto não instiga o heroísmo e sim a barbárie primeiramente do campo de batalha, intercalando com a objetivo mercadológico da guerra de arrecadar fundos. Cartas a Iwo Jima, é a batalha por excelência, mas da parte dos derrotados. A guerra que não se encaixa no filme de guerra.
4 – Sobre Meninos e Lobos – Policial intenso sobre os crimes contra crianças
e adolescentes. Ois meninos veem seu amigo ser sequestrado, ele sofre abuso sexual por policiais na década de 70, ele foge mas sua vida nunca mais será a mesma. 30 Anos depois eles se reencontram em caso similar, mas sem abuso sexual. Um teve a filha assassinada, o outro é um policial e o sobrevivente é um cara estranho que pode ser o suspeito número um. Como estudo sob a ótica da maldade é ótimo, como alegoria de um país pós 11/9 é sutil, mas sua cena final é retrato de tudo que há de vil na alma humana.3 - Gran Torino – Último grande filme o mestre até o momento. Seria um filme de ação? Poderia até ser, pois Clint encarna o esteriótipo ao qual era associado antes de Bird, o cara durão que resolve tudo n
o tapa. Revisitando o gênero, ele simplesmente destrói ao demonstrar que Dirty Harry não pode existir no século XXI. Walter Kovacz, veterano de guerra, preconceituoso, cínico, ateu e odeia todo mundo! Sua vida muda, quando a mulher morre e ele percebe que a vizinhança está cheia de uma tribo muito parecida com coreanos, mas são refugiados vietnamitas. Há uma gangue que controla a região e tenta por meio da força converter o vizinho de Kovacz para o crime, o menino desperta uma curiosa simpatia por Kovacs que vai dar uma de Dirty e salvar o menino e sua irmã,mas ele vai ter que transpassar a força física para isso, n filnal mais sombrio e inesperado que você pode esperar. Fantástico. 
2- Menina de Ouro – Quase chorei... mentira eu chorei e eu já sabia o final. Um filme de boxe que tem uma mudança repentina no final, que nos faz repensar a vida. Maggie um dia aparece na academia de boxe do personagem de Clint, ele não treina mulheres, mas logo vai fazer dela sua obra prima. Com um humor melancólico e ótimas interpretações, Maggie enfrenta batalhas poderosas, inclusive contra o moralismo. Não consigo esquecer a frase que sintetiza o filme “ No boxe você tem que ir para trás para se lançar a frente. No boxe tudo é ao contrário”
1 – Imperdoáveis – Era manjado, vide que eu já fiz uma matéria especial para o filme, mas vale salientar que a obra de faroeste mais importante da década de 90, talvez de 80 70 também, e atualmente devo dizer que também é. O Faroeste revisitado em sua glória e em sua dura realidade que destrói o mítico.

Um dos melhores filmes de todos os tempos.
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Diretor: Clint Eastwood
sábado, 1 de agosto de 2009
CONVIDADO SURPRESA, Gregoire Boullier

Possivelmente a maior decepção deste segundo semestre, O convidado surpresa está mais para livro de alto ajuda “Como superar um relacionamento em festas” do que para algo que tenha um grande romance da literatura francesa, alias a própria classificação de romance é algo que pode ser colocado em xeque, uma vez que o episódio narrado realmente ocorreu.
O grande interesse pelo livro começou na Flip deste ano, quando a mesa 12 iria reunir a mundialmente famosa artista plástica Sophie Calle e nosso autor para um bate papo sobre relacionamentos. Motivos ele namoraram durante três anos. O tempero estaria por conta do fim abrupto que o relacionamento teve, que segundo Sophie teria sido por meio de um e-mail. A novela ganha mais sabor quando sabemos que este fora o primeiro encontro público dos dois. A confusão estava armada com dois meses antes do evento e o pior é que foi a mesa mais discutida e que todos gostaram mais, o porque disso eu não sei, eu não vi a mesa pois estava trabalhando no evento, mas a curiosidade fora muito instigada por toda esta historinha por alguns outros motivos.
Sophie Calle é louca de pedra como toda boa artista plástica, ela pegou o e-mail e enviou para diversas pessoas para ver como estas responderiam, o que não é só dar a volta por cima, como também desmerecer o crápula e fazer barulho com o ocorrido. Não entendo nada sobre artes plásticas, mas sei o quanto Sophie é original e esperta. Engatilhado nessa história foi lançado este que é um romance de 2004 sobre como ele conheceu Sophie.
E você, caro leitor, deve estar gostando dessa salada que só aumenta, e lendo o livro de Gregoire você até começa a achar muito cínico o fato de ele começar o romance xingando a antiga namorada que foi embora sem falar nada, e quando ele conhece Sophie quais são as primeira impressões da moça que não para de sorrir e ler o famoso caso do vinho que os fez se conhecerem na realidade, até mesmo a opinião estúpida que ele tem sobre artistas e escritores, e logo você começa a pensar que tudo o que você acha graça é de seu conhecimento prévio e que a parte mais engraçada estão no lado de fora do romance, com toda essa confusão do antes e do depois que nós temos, mas quando analisamos o romance por sua real extensão de ser autosuficiente, ele o é, ao retratar um personagem que se embate dentro de uma festa sobre os sentimentos que ele ainda tem por sua antiga namorada e isso é tão enfadonho. As melhores sacadas de seu monólogo são aquelas que o afastam dos pensamentos amorosos, não porque eles são fantasiosos, pelo contrário, mas sim porque eles são um lugar comum e se reiteram a cada minuto. Decepcionante na minha opinião especialmente na metáfora do Ulisses, mas se você gosta de “Sobrevivendo a separação” e outros do gênero, você vai se divertir.
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