sábado, 23 de fevereiro de 2008

Caçada para todos os gostos.


Os Irmãos Cohen fizeram um filme muito bem executado no ponto de vista técnico, acho que até certo ponto a melhor caçada já presenciada em uma sala de projeção depois da parte final de Operação França. No country for old men conquistou muitos admiradores e já ganhou tudo que poderia ganhar no circuito independene americano e vem com grandes chances de faturar o Osca deste ano, e também muitas pessoas odiaram o filme muito pelo seu final... Essa divisão de opiniões iria existir pois a tônica do filme é ser ambíguo em sua constituição... estava com uns adolescentes de 15 ou 16 anosque não sei como entrarma na sala, enfim que saíram depois da exibição dizendo que era muito legal, contudo que m... aconteceu no fim. Para os padrões atuai do cinema o filme escapa por completo, sendo extremamente brochante para quem admira um bom suspense, é quase com se fosse uma pegadinha malvada dos Irmãos, em um ponto eles fazem um filme com cara de filme independente que parece que vai discutir algo profundo, aí eles brindam com um filme de suspense quase comercial para depois fechar com algo que retoma a discussão principal, para quem queria um filme comercial, ele também se concretiza mas deixa as pessoas (como meus amigos da exibição) meio perplexos.

O título brasileiro tira esse duplo caminho, mas também não havia como reproduzir em português. No country tem o sentido de caçada que o Onde os fracos imprime, contudo também há a discussão filosófica do lugar da velha geração no muno atual, o filme começa com o monólogo de Ed Bell, falando como as coisas mudaram e que ele não queria viver em um mundo que não entederia, para terminar no relato do sonho, onde vemos um Ed ainda aposentado e auardando o reencontro com o pai. Agora uma reflexão que acho que eu não vi em nanhuma outra crítica, onde sempre veem os outro dois atores como representantes de uma nova geração contrária a Bell, contudo o personagem de Brolin esteve no Vietnã e está aposentado, no carro um motorista diz que ele é jovem, contudo na construção de seu personagem ele bivamente não se sente um jovem, Anton no final do filme pede uma camisa ao menino e quer pagar por ela, ele não aceita, contudo ele impõe o pagamento, não aceitaria a caridade pois isso provavelmente o tornaria um fraco. Esses personagens estão tentado fugir da velhice/fraqueza que é imposta a eles por meio do tempo, tentando uma última aventura que pode resolver sua vida para sempre (Brolin), ou acompanhando a violência do mundo ataul, sem misericórdia (Barden), aliás um personagem que tinha tudo para ser um caricatura, ou ser plano, se torna o grande atrativo do filme, uma configuração de assassino que tem por pareu o Sr. Hannibal Lecter em termos de maldade.

O filme é otimo para quem assitir com ambas as visões, pois só assim elasse completam, a velhice no filme é sinõnimode fraqueza vice e versa, o resultado da caçada mostra quem é fraco e quem é forte, mas se você só xergar uma visão oferecida vai ficar com a sensação de que perdeu algo ou que o filme faltou algo, contudo este algo é um tanto fino e sussurado... é por isso que ele ganou tudo até agora!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Tradução pode mudar nossa concepção?


"Desejo e reparação", é primeiro analisado nessa semana de Oscar. Extremamente popular, foi um sucesso de público e crítica, e todod esse sucesso é merecido por ser uma grande realização desse começo de ano, acho a meu ver que não será lembrado nos anais do cinema com revolucionário, mas com certeza encanta muitas platéias por sua estrutura.
O filme é baseado no romance Ian Mcwean, considerado um dos melhores do século XX, levar uma obra literária dessa magnitude para as telas não é uma tarefa fácil, contudo o diretor Tony Gilroy (que com certza é injustiçado por não estar concocrrendo a melhor diretor) substituiu toda a intesidade psicológica do Romance para a intesidade visual de seus momentos, ao sair o cinema tivea ligeira impressão que sustenso como análise final de ser uma história simples contaa de maneira complicada. Tony se baseia em uma trilha inesquecível que agrada ao souvidos, em múltiplos pontos de vista para uma mesma imagem, a ilusões no meio da história, uma cena de 10 minutos sem cortes em uma praia destruída (visualemnte lindo, assassinato de cavalos, loucura,rodas gigantes, morte e esperança tudo em um emso lugar), a flashbacks ao contrário e ainda usa uma pegadinha para enganar o espectador, muítissimo bem dirigido.
Agora eu devo reparar que essa tradução tupiniquim é meio brochante para certos espectadores, na parte em enfiam o desejo no meio. OK! Tem até alguma coisa a ver com história, conudo os 130 minutos cde projeção nos trazem um filme qseco que só trata de uma coisa: Reparar! Minha amiga disse que chorou que nem um bebê, mas ela é emotiva, ninguém na minha sessão chorou e nem havia razão para isso... o filme não nos traz algo emotivo no sentido romantico da asssepção do gênero, mas sim um drama melancólico seco, assim como o livro e o sentido da palavra solo reparação, escolhi comelar com este filme para essa observação, pois minha missão esse ano é mostrar as diferentes facetas que um filme ganha dependendo de seu título. No caso o filme Giroy ganha casa de melodrama, sem ser explicitamente isso, talvez em uma consideração mais implicita, mas só com um envolvimento prévio de seu espectador.
Entre os outros ponotsfortes do filme não irei citar o para principal nos créditos, pois em minha opinião é arroz ocm feijão e dentro da história são até coadjuvantes: E sim das interpretes de Briony, todas ótimas, que trazem a tona o drama interno dessa garota que é atormentada para sempre por sua imaginação, a história a meu ver é dela, e o grande motivo do filme ser interessante.
Deposi de tudo isso continuo achando que é uma histporia simples contada maneira complicada, assim como a própria memória é complicada.
8

Oscar 2008

A temporada do começo do ano é uma das melhores no que se trata de filmes, pois querendo ou não o mercado se satura de bons filmes para concorrer aos prêmios temos Berlim (pasmem vcs que sabem do que estou falando), Veneza logo mais... o Bafta Inglês tb é no começo do ano, na terra do Tio Sam temos o sundance festival em 2 semanas que é o grande termoetro das produções que permearam o ano americano e logicamente temos o maior em termos de grandeza: O Oscar, que esse ano escolheu temas sombrios para eleger como os grandes filmes do ano, tudo reflexo do tempo em que vivemos... Há várias pessoas que não gostam do Oscar, as vezes preferem Cannes, mas essas mesmas pessoas estavam trocendo para que O ano em que meus pais saíram de férias entrasse na lista de filme estrangeiro, o que seia muito justo do potno de vista artísitico, contuo nenhum prêmio é justo, principalmente Cannes... podemos porém ver os padrões em cada prêmio.
O Bafta tem a tendência a consagra produções inglesas (por quê será?) enão há discriminação em indicações, sem contar que as vezes acontece alguma surpresa muita estranha para os padrõs cinematográfico (Daniel Craiog, indicado por sua performance com James Bond em Casino oyale ?????!!!).
Berlin gosta de algumas polémicas, Veneza de ser estranha, Cannes de filmes parados, O Oscar do tradicional revisto e desenvolvido: Podem notar que na evolução técnica dos anos 90, o Oscar esteve na tendência de premiar as obras que conciliavam a técnica avançada com o desenvolviemtno da boa história:Lista de Schindler(início) Forrest Gump, Bravehart, English pacient, TItanic (fim) em uma oscilação shakespeare in love (roteiro engraçado com uma construção de época ótima, mas o filme como o todo é dispensável) american beauty que é uma obra totalmente visual, e beautiful mind, chicago, até que em 2003 tivemos the lord of the rings finalemnte ganhando e encerrando este período técnico-plástico do cinema em direção ao digital , contudo desde ano o oscar se tornou diferente ao eleger produções do feio-estético a produção quase semi-independente, talvez como contraponto ao que se tinha desenvolvido até o momento; Million dollar baby ganha da super-produção Aviator, no ano de 2006 só independentes com excessão de Munique, e em 2007 apesar de ser um filme com o um orçamento alto The departed se concetrava em expor a violênica extrema e o grotesco dos filmes... o que podemos esperar? Uma grande disputa entre os violentos There will be blood e No country for old men, que se desvolvem até onde a época permite, e quem não goste não assista, mas também não assista nenhum festival.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Império dos sonhos, ou como parei de me preocupar com sentido e pulei da poltrona com David Lynch

É amiguinhos, eu estava lá, vi após 170 minutos de exibição um senhorinha se irritar e pronunciar em alto e bom som "Para logo com essa merda!". Acho que quando você entra no cinema, você tem que saber no que você está entrando, uma semana antes o filme "Império dos sonhos" já estava em cartaz, e eu estava com minha amiga no cinema ainda com tempo de pegar a sessão, e já estava louco para assitir, mas tive o bom senso de não enfiá-la nessa sessão onírica, coisa que eu me arrependeria depois (eu conheço ela), pois uma vez que que o Cineasta resolve pirar na batatinha ele pira mesmo e assim como existe a frase "se é pra beber bebe direito", se é para enloquecer... baby you crazyyyyyy!!!!!!!!!!!!!!
Eu não vou tentar explicar o filme pois isso é exaamente o que não se deve fazer! Ele é uma loucura completa, e por isso é legal, alguns artigos antes eu tinha falado em como estamos em uma sociedade do horror, que principalmente enfatiza o Realismo exarcebado de certas construções cinematográficas, não sei se estou sendo repetitivo, mas já escrevi em algum lugar isso, vejamos os últimos ganhadores de Oscar : Menina de Ouro, filme extraordinário sobre desilusões, melancolia e eutanásia e é uma história de amor no final. Em 2006 então tinhamos um romance, OK era gay, mas é o século XXI, e perdeu para um filme que fala de como a sociedade moderna se auto-destrói em meio ao preconceito e em 2007 tinhamos uma briga difícil; BABEL, e melancolia universal contra Infiltrados, ou como colocar uma bala na cabeça de alguém de diferentes maneiras e ainda assim todos esses filmes são bons ou ótimos!!! Estamos ficando cada vez mais originais no pessimismo e violência nos últimos ano, aproveitando... em 2008 temos o nem um pouco sangrento No country for old men, e There will be blood, franquinhos não? Mas eu vou dedicar uma matéria para cada um deles.
Voltando ao tópico depois do devaneio, o filme é uma experiência diferentes que possibiliat várias leituras, depois de muito pensar cheguei a três hipóteses na minha cabeça: 1 - a moça em frente a Tv assiste o filme, enquanto meio que confunde sua vida com as das personagens 2 - a personagem de Laura Dern enquanto faz o filme revê sua vida entre o passado-presente-futuro-ficção-realidade todas as possibilidades durante aqueles segundos em que está em sua casa 3 - é um filme amaldiçoado, na verdade há uma quarta possibilidade é tudo isso e mais um pouco.
Para tentar entender, vamos pegar o outro filme: Cidade dos sonhos/ Mulholland Drive, um filme que eu acho extraordinário, o melhor feito nesse milênio... para quem não conhece o filme ele se divide em duas partes, sendo que há pequenos episódios no meio, que confundem ainda mais o espectador pois eles não se modulam a história principal diretamente: a primeira história tem relação com uma mulher que saiu de uma cidente de carro, invade a casa de Beth, uma aspirante a atriz que vai ajudá-la e mais a frente irá se apaixonar por ela, quando estamos quase perto da resposta, as coisas começam a ficar cofusas, e quando vemos Beth virou Diane, e Rita virou Camila, as duas são atrizes e se apaixonam, só que Diane vai matar Camila, pois ela resolveu viver normalmente, na parte em que a história muda e os personagens viram outros costuma ser a parte mais difícil para quem está esperando um filme normal, não sei por quê...
Normalmente quem tenta entender o filme chega a variações de duas hipóteses: 1ª Beth não existe, Rita está devaneando sonhos em busca de sua identidade, quando abre a caixinha ela tem as respotas pela história de Diane, e se lembra como Camila. OU 2ª por causa de uma cena antes dos créditos, de alguém se deitando no travesseiro podemos ter Diane sonhando com uma versão alternativa sua (Beth) e rememorando sua vida como esta. Em todo caso defender uma das duas versões possíveis só faz uma coisa: Tentar trazer o filme para uma realidade palpável, enquanto na verdade mesmo se não chegarmos a um consenso temos que adimitir que chegamos a uma história una, ao encarar uma das partes como sonho ou tudo como um grande sonho coletivo, talvez das duas personagens. Por isso a tradução brasileira foi tão feliz. Fato é que na minha opinião não se deve submeter o filme a essa realidade, pois ela é imaginária, as interpretações caem nos mesmos lugares: Amantes lésbicas, filme, atrizes, Hollywood como máfia, dá para construir uma história com começo-meio-fim sem ter um ponto específico no tempo, por isso o filme para mim é revolucionário, ele renova a linguagem cinematográfica convencional.
Podemos ter a mesma impressão com Inland Empire? Lógico! Eu acho na verdade que só dá para aproveitar o filme tendo em mente este tópico. O que temos é uma mulher castrada pelo marido, e pelo mundo de aparências que vive, assim como a coelha da série de Tv, ou a moça em frente e tV, a vida destas se mistura nos medos e sonhos de cada: O medo de Nikki possivelmente é o contraste de sua vida a prostituta, que vira em parte do filme, seus desejos mais sólidos são a libertação possivelmente da vida de casada, tanto que partilha com as outras duas mulheres do filme do sentimento de liberdade, ela diz a mulher no começo do filme que não adimite que falem daquel jeito na sua casa, contudo em seus sonhos ela diz coisa pior, e tem desejos de castrar os homens. As prostitutas e outras mulheres são outra personificações de um filme que está explorando a mente feminina entrando nesse império interior. Dá para ver desse jeito e com certeza dá para sentir muito medo do filme, permeado de sustos, e imagem que beiram a feiúra plástica do pesadelo. é notável na minha opinião, mas a mesma coisa que fez aquela mulher no cinema xingar o filme, é o seu defeito... a gama de snrtido é tão ampla, que parece que não tem sentido, e tem que se escavar muito ou fritar o coco para colher as pegadinhas... prefiro ainda o Mulholland Drive.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A espiã

Primeiro filme do ano, é mais nova obra holandesa de um diretor que está voltando a origem: Zwartboek, A Espiã, que é um filme a la Paul Verhoven, sangue, sexo, polêmica e choque! Tudo que o cinema atual gosta de retratar em ritmo alucinado. O filme não é uma obra-prima do cinema mundial, mas devemos admitiir que tem seus méritos na ousadia.
Estamos no palco preferido do cinema a segunda Guerra Mundial, temos uma atriz muito boa chamada Carice Van houten, que nos acompanhará e será a grande responsável pelo exito do filme. Ela é uma judia que se infiltrará na sociedade Nazista para salvar o filho do comandante, extremamente nobre sendo que toda a família dela foi morta por nazistas logo no começo do filme, mas ela é uma mulher fria, inteligente e manipuladora em certos pontos... mulher fatal que nos conquista, e assim como toda a atriz de Verhoven não tem nenhuma inibição, o que significa que há muitos momentos de sexo durante o filme... eu sei está parecendo ruim ou está parecendo Verhoven, o que é quase a mesma coisa... contudo não é, a produção é de alto calibre e o suspense é digno De Palma, pois o perigo espreita em cada esquina, Contudo o grande trunfo aoi meu ver foi a audácia de retratar o nazista como bonzinho... sim senhor, não estamos em um filme em que os nazista são maus como um tod, e sim num filme em que temos um nazista bom pelo qual ela irá se apaixonar e um mal, não porque ele tem um ódio mortal dos judeus, ou porque Hitler fez lavagem cerebral, e sim porque ele gosta demais das jóias judias.
é impossível não torcer pelo casal quando estão em fuga, você quer que ele fuga, até você gostou do carrasco nazista!!! E Verhoven sabe que na terra da liberdade ele conquistou a fama de esculachar com a Moral tanto na violência (Robocop), na nudez constante (shogirls), ou na cena de sexo com começo-meio-fim (instinto selvagem) ele é cara de pau, foi receber o Framboesa de Ouro pessoalmente, coisa que ninguém, mas quando vc pensa que o diretor não vai chocar vc com mais nada, eis que ele resolve dar um banho na personagem, e degradá-la na maior humilhação possível em frente das suas vistas, coisa que lhe deixa com o estômago embrulhado (assista não vou dizer o que ele faz) e eis que ele subverteu tudo o que você achava certo na 2ª Guerra durante a projeção do filme, enquanto nós olhavamos para a escultural senhorita Houten, que ainda por cima é muita boa atriz.
O filme só tem um defeito em sua parte final que é acelerar e revelar muita coisa de uma vez, em certo momento ela berra "Será que nunca vai acabar?" e você está com a mesma sensação.
Nota 8

Ano de 2008

Um novo ano levanta-se a nós apreciadores da arte, em especial, de minha parte, o cinema. Este ano começa com uma pequena avalanche no maior mercado cinematográfico do mundo que ainda haverá repercussões mesmo após seu fim: A Greve dos Roteiristas de Hollywood, que causou ó adiamento de várias séries, um Break na produção de muitos filmes, cancelou a entrega de todos os prêmios referentes a indústria até o presente momento, e já teve adesões de várias entidades do ramo... ou seja entrou para a história como uma grande crise, que pode até aumentar se os gringos não tomarem cuidado.
Truffault lá pelo ano de 1959 junto com Goddard, Rohmer, Resnais, e outros lançou talvez o movimento mais importante do século XX para o cinema, que foi a Nouvelle Vague, que teve cópias no Neorealismo italiano e no Cinema Novo brasileiro, influenciou muitos diretores, e influencia até hoje, pelo conceito simples de que o grande autor do filme é o diretor, o artesão que une todas as partes para formar um todo. Isso em contrapartida só aconteceu a meu ver, pelo sentimento contra-Hollywood (muito válido aliás...) que estava se assumindo como uma grande potência do mercado cinematográfico atual. Logo devemos lembrar que nessa época o diretor em Hollywood era somente mais um funcionário a serviço dos grandes estúdios...Victor Flemming, Billy Wilder, e tantos outros cineastas tinham nome, mas só porque os produtores criaram suas lendas, se você olhar atrás de um dvd, de um filme da década de 50 americano, meus amiguinhos, vocês verão que o último nome sempre será dos produtores.. o tempo muda, a Nouvelle Vague acabou talvez com o domínio dos produtores em Hollywood. O diretor ganhou um status maior, ele pode até ter salários astronômicos com Ridley Scott, Steven Spielberg que simplesmente tem um estúdio para si... agora porque mesmo que comecei com a aula de história?
Ah, sim! A greve. O que sempre me chamou a atenção no pensamento geral é nos perigos que se pode ocorrer ao se colocar o diretor na posição de Deus, é que muitas vezes se tira o mérito de uma equipe inteira atrás do resultado de duas horas que nos hipnotiza, estava outro dia acompanhando um discussão de como Spielberg era somente um diretor e Almodovar um cineasta e a diferença essencial entre uma coisa e outra eu não havia entendido, mas aí explicaram, que o diretor somente filmava, e o cineasta acompanhava todas as partes do todo, escrevia os roteiros cuidava da montagem etc... achei um tanto estranho, mas isso também são frutos do pensamento de Truffault é claro... em certo ponto ele se justifica uma vez que sempre vemos a mão do nosso diretor querido em cada filme, mas ainda vemos o usual tema pai-filho em todos os filmes do Spielberg, mesmo sem ele se envolver no roteiro oficialmente, contudo ele desempenha o papel de produtor então como saber o envolvimento? Assim como em Verhoven você dificilmente verá um leite-com-açucar calmo... Não será por isso que ele não se envolveu no projeto, no final ele escolhera o que fazer, em outro lado eu acho que grandes filmes saíram de grandes roteiros, acho que Charles Kauffman é o grande astro em Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Adaptação, e ele é um roteirista, então devemos ter cuidado ao se elevar as pessoas, muitas vezes é só um ator que carrega o filme com Uma Mente Brilhante, outras é o roteirista como por exemplo Uma mente sem lembranças.
E estamos vendo essa visão Anti-Truffaultiana em ação no momento, afinal de contas temos uma greve de roteiristas que abala toda a comunidade cinematográfica, o que mostra que o filme no final não é produto de uma mente só, mas sim de uma coletividade que o torna provavelmente a arte mais complicada já realizada, pois envolve todos os estímulos e todas as técnicas.
Contudo temos grandes espectativas para o ano que já está aqui.

domingo, 14 de outubro de 2007

O que Machado tem a ver com o Cinema?

Podemos filtrar a inspiração primeiramente no antigo-culto-moderno-intelectual-pessimista-apatriótico na afirmação de que o cinema brasileiro é ruim. Podemos também ter nos inspirados nas críticas a Tropa de Elite, que o caracterizaram como um filme para ser vendido internacionalmente sem a cara típica do Brasil. Podemos também culpar estas linhas por um texto crítico de Machado de Assis em que ele simplesmente avacalha todo o Romantismo brasileiro, ao dizer que na procura da cor-local os romantistas acabaram se concentrando na palavra errada. Pode ser também um desabafo de alguém entediado... enfim, todas essas afirmações existem e podem não estar certas no todo, mas onde há fumaça há fogo.

Brasil é desconfiado por seus próprios habitantes, seja em política, economia, cinema, literatura, e até futebol no momento, as causas históricas destes são muitas. O historiador Luiz Nazario apontou na revista Reserva Cultural1, um dos motivos da decadência do cinema brasileiro com seu público, é um excessivo populismo (o cinema como meio político) que debandou as pessoas da sala de cinema no início dos anos 60, o cinema novo pode ter sido o evento de maior magnitude do cinema brasileiro mas desencadeou um intelectualismo político que ainda assola nossas produções, ora representada de maneira sublime O ano em que meus saíram de férias, sem esquecer os elementos humanos que nos aproximaram dos filmes, mas normalmente abordada de maneira mecânica como Quase dois irmões, e muitos outros que não entraram para a história.

Ao passo que muitos defendem ainda esse tipo de populismo, que só agrada aqueles que ainda tem um pé na ditadura, ou seja uma mínima parte da população, o cinema a começa a se desdobrar na tentativa de se criar algo mais universal para o mercado exterior. Cidade de Deus apesar de ser um meio termo entre as duas vertentes conseguiu ter uma linguagem de impacto em todas as partes do mundo. Estes dias me surpreendi em abrir um livro importado sobre a história do Cinema americano e encontrar um quarto de página dedicado ao cidade de Deus, isso é um mérito inquestionável até para quem não gostou do filme, o que me leva ao segundo ponto que é A Tropa de Elite, mascarado pela extrema propaganda e polêmica que mais alçam o filme , a única acusação da crítica (que sempre fica contra) e acusar o filme de ser internacional, de não abordar as questões políticas de maneira mais direta(!?). Lógico que o filme já tinha virado cult antes mesmo do lançamento e isso instiga o ódio profundo de todas as camadas ditas mais sérias, mas por trás desse discurso tão superficial, quanto daqueles que resumem o filme "muito loko", temos o mesmo veú do preconceito que impede nosso cinema de crescer, só que em sentido oposto.

O que me leva ao Machado de ASSIS, que produziu uma obra de caráter fundamental para a literatura mundial e tem muito crédito para criticar o Romantismo brasileiro, e me leva a pensar que o cinema brasileiro sofre do mesmo mal dos românticos. Segundo Machado em sua irônia usual, eles sofriam de uma extrema concentração na literatura BRASILEIRA, quando deveriam primeiro descobrir a LITERATURA brasileira, para assim constitiur algo que fosse ao mesmo tempo invenção artística e depois patrimônio nacional, algo só alcançado no modernismo da primeira geração, que ainda por si é um modernismo que aponta para a classe dominante e alta paulista. Pois o que devemos pensar de nosso cinema é que não pode ser reciclagens de cinema novo já que a época não exige isso, ou pornochanchadas dos anos 80 que desprestigiou ainda mais essa imagem. Devemos pensar sobretudo na unidade cinematográfica como um todo, nas revoluções estéticas, e não em filmes que imitam a teledramarturgia como Olga e Primo Basílio, devemos reconquistar primeiramente o gosto de nossa nação e a universalidade tanto buscada no cinema mundial.

domingo, 23 de setembro de 2007

Sobre o Emmy

Sopranos em seu último suspiro leva a estátua de melhor drama.
alguns anos atrás especulava-se quem levaria a estátua quando Fraser acabasse não surgiu um rival à altura, este ano 30 ROCK ficou como melhor comédia, discordo, preferiria TWO AND A HALF MAN . Concordo com Terry O'Quinn em Lost e Catherine Heigl em Grey's Anatomy no item coadjuvantes nem tanto com America Ferrera e o furor em torno de Ugly Betty, adoro James Spader em Boston Legal, Sally Field ganhou por Brothers and Sisters que no Brasil ainda está por estrear (parece interessante) e Extras para mim é uma incognita.
A certeza é uma só séries como Supernatural e Samllville não tem chance no Emmy e isso é uma pena.

novo ou reciclado ?

first born unicorn/ hard core soft porn/dream of californication....
nada a ver , bem talvez só um pouquinho...
em agosto o showtime estreou um novo seriado que chega pela Warner em novembro
trata-se de Californication, protagonizado por David (ex-Mulder) Duchovny, história de um escritor bem sucedido que se perde no caminho do sucesso e passa a odiar a vida que tem e muda e passa a sentir falta da vida que tinha. Nada de novo, mas é David, é California, é atual e vem sendo divulgada pelos fãs e espero que dure. Vale conferir.

Promissor parece ser também o novo seriado da CW ,REAPER , a sinopse: ao completar 21 anos rapaz descobre que seus pais venderam sua alma ao diabo. E a missão que o diabo lhe impõe é a de capturar almas com o uso de um?? aspirador de pó portátil ??. Esse eu quero ver!!!!

sábado, 9 de junho de 2007

Lady Vingança entre o sublime e o grotesco

Já há algumas semanas em cartaz está o filme coreano Lady Vingança, a direção é assinada por Par Chan-wook, o mesmo do supreendente Oldboy, alias este é o filme que encerra uma trilogia: Sympathy for Mr. Vengeance (que não estreou no Brasil), Oldboy que foi um sucesso em dvd, e este belo filme, que prima pelo visual belo dos cenários em contraste com a grossa violência de certas partes.
O filme tem uma história que se revela aos poucos aos olhos do espectador, mas que segue a premissa dos anteriores: Uma personagem, no caso a bela Lee yoeng-ao, é condenada por um crime que não cometeu e passa o filme a planejar sua vingança. A fria mulher que saí da cadeia já tem tudo elaborado, conta com a ajuda de outras condenadas para realizar seu plano, mas o mais incomodante não é a violência que permeia o filme e sim o fato do espectador por meio da narrativa até a concordar com esta violência, assim como a personagem pede aos pais da vítimas para votar se querem o extermínio do verdadeiro assassino ou o encarceramento do mesmo.
Essa sensação não é incomoda por menos e pode ser exemplificada pela onda de filmes com temáticas fortes e altos níveis de violência, sendo as vezes estilizada ao absurdo como em Kill Bill ou colocada em sua forma crua como no recente e exagerado Baixio das Bestas. Esse acúmulo de violência não é senão reflexo do mundo atual em que vivemos, mundo em que podemos ver nas atrocidades de uma ficção os Infiltrados, tanto como na fantasia de terror Labirinto do Fauno.
Um outro motivo é a linha de narrativa em que somos transportados no filme de Park, a revelação gradativa se faz primeiro na injustiça contra a personagem principal, depois na vida em flashblacks do presídio, para terminar em uma chocante revelação sobre o verdadeiro motivo do assassinato, que é sem propósito e que envolve algumas (muitas) crianças, podemos dizer que o último ponto a causa o choque no espectador do filme seja a matéria bruta que este trata: assassinato infantil, quando o filme nos mostra os vídeos das crianças em seus últimos momentos (em especial a que será enforcada) é quase impossível por mais insensível que seja o espectador não sentir o mesmo desconforto que os pais daquelas crianças, o ódio pelo assassino, ou o lado obscuro da alma humana crescendo.
Um filme imperdível como tantos outros que andam a circular pelos cinemas, que mostra a justiça onde ela não pode existir, em uma forma mais primitiva que as leis humanas. Em meio a tantos filmes que exploram essa temática, ou variações dela, temos que dar cada vez mais valo as Pequenas Miss Sunshine que nos aparecem de quando em quando.

domingo, 20 de maio de 2007

Final de temporada de SUPERNATURAL(contém spoilers)

Chega ao fim a segunda temporada das aventuras sobrenaturais dos irmãos Winchester. Sam descobriu neste ano que seu futuro pode estar fatidicamente traçado e que seu irmão será forçado a tomar a decisão de destrui-lo.
Entre vários episódios claramente inspirados em clássicos do suspense e terror, alusões a filmes e personagens marcantes do cinema , presenciamos o conflito de Sam com seu destino, o desespero contido de Dean quanto a sua participação nesse destino, a falta que os dois sentem do pai e o sentimento de solidão que ronda estas duas almas.
Não faltaram momentos de alegria e irreverencia também. Rimos deles e com eles em vários momentos ( ouvimos Dean cantar!!!!) e torcemos pelos irmãos.
Agora que o final se aproxima, vislumbramos a continuação possível. E é aqui que se você ainda não viu o final pode parar de ler.

Nos episódios finais Dean se vê encurralado com a possibilidade de que haja algo mais que eles não saibam, ele tomará uma decisão que porá em risco sua própria alma e eles terão pela frente uma missão mais complicada, prometendo uma terceira temporada de caça . Vale a pena acompanhar e se divertir.

A música contemporânea: os prós e os contras

Por: Happy Feet (redator de música)

Olá, podem me chamar de Happy Feet. Eu irei lhes conduzir, honorários leitores, pelo vasto e incrível universo musical. Dentre todos os contribuintes neste blog, eu sou o único aqui que se interessa por estas maravilhas sonoras, então... é a vida. Vos asseguro que todas as informações aqui publicadas são de fonte confiável e completamente real, então... comentem e espalhem. A sessão de música será publicada todas as semanas no metempsicose (metempsicose-metempsicose.blogspot.com), que é a página em que vocês lêem isto agora.

Então, passando ao que realmente interessa. De acordo com tudo que hoje é comentado sobre música, comecemos do começo. Nas divisões musicais, temos as atuais músicas que andam sendo exibidas nas rádios brasileiras em geral, como o som pesado e sentimental da aplaudida banda gótica Evanescence, que aparece atualmente com sucessos como a música "Lithium", e o próximo clipe da banda, "Sweet Sacrifice", ambas músicas que encantam a qualquer fã de rock pesado; as gatinhas de Pussycat Dolls, que vêm fazendo sucesso em conjunto com o rapper Timbaland, com a música "Wait a minute"; O rapper Justim Timberlake, que anda consistente na sua posição nos tops com os sucessos "what goes around... Comes back around",e "My love", a música mais sentimental do cantor solo; A banda mais recente de rock atual, FallOut Boys, que já dispara nas paradas musicais com dois sucessos: "dance, dance" e "this ain't a scene, it's an(goddamn) arms race"; A solista Gwen Stefani, que conquista qualquer amante musical com seu mais recente sucesso em conjunto de Akon: "sweet escape"; e o propriamente dito Akon, que abusa de sua fama com sucessos como "smack that", "love you", entre outras de total conhecimento mundial. E não nos esqueçamos dos artistas do renascer, do Linkin Park, que voltam ao sucesso com a música "what I've done". Claro, ainda existe uma vastidão de outras bandas e solistas, como Hillary Duff, Nelly Furtado, Beyoncé(que anda no topo das paradas musicais em conjunto com a colombiana Shakira, no hit "beautiful liar"), Black Eyed Peas, que aparentemente anda se separando, por causa da carreira solo de Fergie (esta informação é só uma teoria). Bem, tudo que quero mostrar aqui é que podem contar comigo em qualquer assunto relativo à música moderna, e quem quiser alguma informação sobre sua banda preferida, sempre a achará na seção de música do Metempsicose, e se não achar, tenha a liberdade de perguntar, pois sempre estarei aqui para esclarecê-los. Até a semana que vem, quando será estreada esta seção definitivamente. Postem!!!

Atenciosamente,
HAPPY FEET, O PINGUIM.

Cinema: O horror no cinema contemporâneo.

Gostaria de começar dando as boas vindas aos leitores ao nosso blog, uma tentativa de difundir cultura e pensamentos que se torna possível em nosso admirável mundo novo, um mundo da velocidade e da técnica em que as pessoas já não são chocadas facilmente no escuro e frio de uma sala de projeção.

Quando o cinema surgiu no final do século XIX não passava de uma sequências de imagens em movimento que espantavam os espectadores com sua magia. Mais a fundo na década de 20 a produção cinematográfica começou a encorpar na forma de filmes mudos que exploravam as sensações diferentes que esta magia poderia proporcionar, seja na beleza das imagens com filmes como Metropolis e Intolerância, que seriam as chamadas "superproduções" da época em seu intuito de maravilhar o espectador, seja explorando as emoções mais primárias como o riso (Chaplin) ou o horror principal atrativo do cinema alemão com os clássicos, Fausto e Nosferatu, assim como no cinema americano com Drácula, Frankenstein, e outros nos anos 40.

Mas como toda a arte, a nossa sétima arte passou por modificações sérias. Alguns gêneros emergiram, outros desapareceram. Um dos muitos gêneros praticamente desfigurados na nova época cinematrográfica é o Terror. Muitos poucos filmes conseguem inspirar em seu espectador a angústia e sofrimento do medo no cinema, o terror é normalmente caracterizado por filmes em que um serial killer esquarteja adolescentes, contudo aquele terror produzido pelo encantamento do desconhecido perdeu muito de sua força pela evolução da técnica que consegue hoje em dia mostrar praticamente tudo por meio de maquiagem ou efeitos especiais. Curiosamente o melhor horror já produzido nos últimos anos usufruiu do antídoto contra esse veneno: a omissão do pesadelo, a insinuação do horror que é o suficiente para deixar a audiência em transe com sua imaginação, aumentando aquela sensação de que não se está sozinho, de que o desconhecido pode atacar, este recurso é visto principalmente na Bruxa de Blair, em que não se mostra nada, mas se escuta os ruídos dos passos da bruxa, das almas cantarolantes das crianças e o genuíno sofrimento das pessoas em terror, em o Sexto Sentido a ação é mínima, contudo o medo incomum do personagem de Osment, ou a simples ideia de que fantasmas são como seres humanos presos em sua ilusão é o suficiente para deixar o seu espectador pensativo... o que incomoda no filme não é o fato de que o personagem de Willis está morto, e sim a identificação com este.
Contudo o cinema pelas imagens chocantes ainda existe, só que o horror escapa desse primeiro plano e se torna um elemento integrante de outros filmes com premissas iguais: Requiem para um sonho, inspira o horror pelo pesadelo do mundo das drogas, com cenas fortes e truques cinematográficos, o mergulho do desespero humano é mais forte do que qualquer monstro, em A queda - o último dias de Adolf Hitler o horror se personifica na mente distorcida daqueles que seguiam as ordens de Hitler, a sequência de suicídios e assassinatos de crianças, apesar de sutis, chocam pela concretização de uma época que realmente ocorreu. O recente Baixio das bestas a violência e abuso contra a mulher é uma degradação da sociedade ainda não vista, o único problema é que neste filme ela chega a ser excessiva demais e se torna a única coisa do filme. A grande constatação de atmosfera de terror vem como O Labirinto do Fauno, em que apesar de petrificar a plateia com seus seres e cenários além da imaginação, joga a mesma a nocaute com seu entremeio de morte em função da guerra, em que o grotesco ganha novos ares. O aterroziante é a guerra e não a fantasia.
Podemos então notar que a degradação do horror é em função do mundo em que vivemos, em que a ilusão e sensação alcançada em uma sala de projeção é inferior ao verdadeiro medo de se viver fora dessa sala.