Esta Obra Prima de Leon Tolstoy foi transformada em filme numa produção italia/Eua em 1956 com elenco estelar, começando pela direção de King Vidor, trazia Audrey Hepburn, Henry Fonda e Mel Ferrer.
O livro é ambientado em torno de 1810, um pouco antes, ou pouco depois, dividido em pontos chaves da história da conquista napoleônica em territorio Russo.
Os personagens de Pedro (Pierre - no filme) e André são apresentados como vértices opostos do engajamento a guerra. Pedro é um bastardo que perambula na esfera social sem grandes ambições, que não tem intenção alguma de se juntar ao exército , enquanto Andre já se prepara para o campo de batalha apesar da esposa e dos compromissos sociais, muito embora ele o faça mais por tédio que por outros motivos.
e temos a familia Rostov. Onde todos são alegres e inconsequentes, com quatro adolescentes ansiosos por batalhas e amor e aventuras, e um pai que apesar de ascendência nobre não parece apto a administração de finanças. A filha Natasha é o foco da estória.
Pedro irá herdar uma fortuna casar-se-á com uma prima Helene, que se mostrará bem infiel e ele será a piada da sociedade por algum tempo.
Andre partirá para a guerra deixando a mulher grávida, será capturado solto posteriormente e descobrirá que a esposa morreu no parto. Ai se sentirá culpado e buscará refugio no campo, de onde Pedro virá resgatá-lo;
Quanto aos Rostov; o filho Nikolai irá para a guerra e Natasha ira connhecer Andre durante um baile e uma paixão surgirá entre eles, mas para se casarem terão que esperar um ano.
Andre retomará o compromisso militar enquanto Natasha será seduzida por Anatole, irmão de Helene. Há um plano desonrar a moça, plano este que Pedro irá impedir.
É nessa parte que Pedro começará a ter sentimentos pela moça.
Natasha romperá seu compromisso com André envergonhada por sua quase fuga com outro e vêrá em Pedro seu apoio.
Nesse período a invasão de Napoleão é iminente e Pedro partirá para o front para "assistir" a guerra. Claro que ele acabará se envolvendo e mudando sua forma de pensar em algum momento... então ele decidirá tentar matar Napoleão, ele mesmo. claro que ele será capturado, jogado numa cela e acabará fazendo amizade com um outro personagem Platão, que não vê a vida como algo tão complicado e sim como algo a ser amado intensamente. Pedro será libertado eventualmente.
Enquanto isso, a familia Rostov ajudará feridos de guerra e dentre eles estará Andre,
ele perdoará Natasha mas morrer em seguida. O filho mais novo dos Rostovs tambem morrerá em combate.Outra vitima será Helene, mulher de Pedro. E no final, quando Natasha e Pedro se reencontrarem estão prontos para se casar.´
Uma novela muito comprida mas deliciosa de se acompanhar, ainda que ,por vezes, sejam cansativas as partes onde os personagens discutem sobre existência e politica.
Sobre o filme: são 3h 28min de filme que passam voando.
Henry no papel de Pierre (Pedro no livro) já conquista nas primeiras cenas onde ele é a ponte entre os Rostova e Andrei, interpretado por Mel Ferrer.
Audrey assume a pequena Natasha, apaixonada pela vida, que despreza o amor até se apaixonar primeiro por Andrei e depois por Anatole e que descobre a culpa após desmanchar o noivado por carta.
do elenco ainda se destacam a bela Anita Ekberg como Helene, a esposa interesseira e infiel de Pierre que também é irmã de Anatole.
Herbert Lom é um Napoleão bem convincente.
Vittorio Gassman dá vida a Anatole
e John MIlls é Platon Karataev a quem Pierre conhece enquanto prisioneiro: na cena de sua morte ele olha para o soldado e diz: "voce tambem está com medo?"
Oscar Homolka quem interpreta o general Kutuzov recebeu uma indicação ao golden globe pelo papel - é o sujeito que vive dizendo "recuem"-
O filme ganhou o Golden Globe como melhor filme de produção estrangeira (Itália) e concorreu ainda em ator coadjuvante, atriz, diretor e filme.
No Oscar recebeu indicações para Diretor , fotografia e figurino
Por comparação acredito que filme e livro sejam equivalentes.
A excelente direção, a fotografia e a imensidão das imagens tornam o filme belissimo visualmente. Os personagens são admiravelmente interpretados , as cenas de batalha emocionam e a estória segue o livro bem de perto .
Como curiosidade vale ressaltar que Audrey e Mel eram casados na época.
Em DVD pela Paramount-DVD- Collection
Guerra e Paz - 1956
livre - colorido - 208 minutos
trailer.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
CLÁSSICOS: 8 1/2 (1963)
Fellini em 1963 tinha conseguido todas as glórias como diretor, já havia superado Rosselini, De Sica, assim como o Neo-realismo Italiano, e era muito mais popular que qualquer um dos citados, seu filme mais emblemático seria e é, até hoje, La dolce Vitta, e obviamente ele entrou em crise existencial.
Quando não há mais nada a conquistar o que fazer? Talvez tenha sido a questão que
mais infernizou sua cabeça naqueles tempos, e sua resposta foi fazer um filme com base nessa crise o que resultou em um divisor de águas em sua carreira e no seu melhor filme. Seu oitavo filme, 8 1/2, em seu próprio título já reflete a brincadeira que ele levará adiante, atravessar o próprio conceito de filme, e tranformá-lo em algo indescritível. A trama é relativamente simples um diretor de cinema, interpretado por Marcello Mastroianni alter-ego de Fellini, encontra-se em uma crise artística e pessoal com seu próximo filme, perseguido pelo produtor, pela amante e pela mulher, ele perambula pela indústria cinematográfica enquanto prepara o filme, que pode ser uma comédia, um filme existencial, memorialístico e até mesmo um ficção científica! Isso não importa no mais, o filme que Marcello quer construir vai se constituindo nesse fio narrativo, em que a dimensão entre a realidade e os sonhos não é perceptível.
Grande parte da genialidade por trás da história encontra-se na visão metalingüística que ele fornece sobre a arte de fazer um filme. Em certa parte a personagem diz a Marcello que não gosta do chapéu que ele está usando, e na cena o chapéu magicamente desaparece. Podemos notar que as cenas que Marcello descreve ao produtor acontecem com eles a medida que a projeção avança. esse jogo metalinguístico que já se encontra difundido em demasia na cultura cinematográfica, aqui fora pioneiro e em certo ponto era hermético nos anos 60, o que
lhe deu status de filme "difícil", mas na verdade em seus 140 minutos, ele é a coisa mais engraçada que Fellini já fez! A cena mais icônica é o harém de Marcello, repleto de todas as mulheres que passaram no filme. Quando uma revolta começa, Marcello empunha um chicote para conter "suas mulheres", isso, apesar de ser claramente chauvinista, é a psiquê do personagem, é encarada entre um misto de patético com heróico. Esta é um dentre outras cenas em que o sonho entra na realidade do filme que é a idéia de um outro filme. Entendeu? Não! Então assista, pois é realmente indescritível, é uma boneca russa que não acaba.
Quando não há mais nada a conquistar o que fazer? Talvez tenha sido a questão que
mais infernizou sua cabeça naqueles tempos, e sua resposta foi fazer um filme com base nessa crise o que resultou em um divisor de águas em sua carreira e no seu melhor filme. Seu oitavo filme, 8 1/2, em seu próprio título já reflete a brincadeira que ele levará adiante, atravessar o próprio conceito de filme, e tranformá-lo em algo indescritível. A trama é relativamente simples um diretor de cinema, interpretado por Marcello Mastroianni alter-ego de Fellini, encontra-se em uma crise artística e pessoal com seu próximo filme, perseguido pelo produtor, pela amante e pela mulher, ele perambula pela indústria cinematográfica enquanto prepara o filme, que pode ser uma comédia, um filme existencial, memorialístico e até mesmo um ficção científica! Isso não importa no mais, o filme que Marcello quer construir vai se constituindo nesse fio narrativo, em que a dimensão entre a realidade e os sonhos não é perceptível. Grande parte da genialidade por trás da história encontra-se na visão metalingüística que ele fornece sobre a arte de fazer um filme. Em certa parte a personagem diz a Marcello que não gosta do chapéu que ele está usando, e na cena o chapéu magicamente desaparece. Podemos notar que as cenas que Marcello descreve ao produtor acontecem com eles a medida que a projeção avança. esse jogo metalinguístico que já se encontra difundido em demasia na cultura cinematográfica, aqui fora pioneiro e em certo ponto era hermético nos anos 60, o que
lhe deu status de filme "difícil", mas na verdade em seus 140 minutos, ele é a coisa mais engraçada que Fellini já fez! A cena mais icônica é o harém de Marcello, repleto de todas as mulheres que passaram no filme. Quando uma revolta começa, Marcello empunha um chicote para conter "suas mulheres", isso, apesar de ser claramente chauvinista, é a psiquê do personagem, é encarada entre um misto de patético com heróico. Esta é um dentre outras cenas em que o sonho entra na realidade do filme que é a idéia de um outro filme. Entendeu? Não! Então assista, pois é realmente indescritível, é uma boneca russa que não acaba.
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Diretor:Federico Fellini,
Filme: 8 1/2
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