domingo, 22 de fevereiro de 2009

DAS ANIMAÇÕES, DE CORALINE E MUITAS OUTRAS OBRAS DE ARTE


Coraline é um filme extraordinário, que é a adaptação de um texto literário do não menos extraordinário Neil Gaiman. Na história Coraline é uma menina curiosa, como muitas outras, que tem pais que não estão nem aí para ela, como a maioria das crianças e que acha uma dimensão paralela atrás de uma parede, onde existe um mundo mais colorido, mais legal em todos os sentidos e lá ela tem "outros pais" mais legais também, como em qualquer história. O único porém é que ninguém tem olhos e sim botões no lugar destes.
Vindo da mente do criador do Sandman, o texto simples do livro é um conto de fadas macabro fortemente ancorado naquela história bonitinha da Alice, que se tornou muitas coisas em suas adaptações para a tela do cinema, menos o clima surreal e macabro do original de Lewis Carrol.
Coraline assim como sua tataravó Alice, poderia ter se tornado um filme bonitinho para crianças de todas as idades, mas eu não acho aconselhável levar uma criança muita pequena, pois esre sim é um filme de horror para crianças, um conto de fadas bizarro e muuuuuito bom.
Estamos falando de Henry Sellick, o cara que dirigiu o Estranho Mundo de Jack (não! não foi Tim Burton), que dentro do mundo cada vez mais complexo das animações, é um diretor de ponta.
"Mas quem dirige animação, não é diretor!", vai dizer qualquer toupeira que ache que sabe algo de filme, como esta que escreve, e esta aqui vai dizer: Anta! Quando você vê a abertura de Coraline você nota toda a sutileza e técnica de Henry, ao transformar a construção de uma boneca, numa cena apavorante. Sério qualquer criancinha vai ter pesadelos se for assistir o filme, ou se somente ver esta cena, ou quando um móvel de barata se joga na frente da portinha broqueando a saída da pobre Coraline, ou, até mesmo, na transformação da "outra mãe" de sua imagem boazinha, em uma bruxa anoréxica, ou em várias outras cenas em que ele conduz seu espectador a se emocionar, assustar, ou torcer por Coraline.
E agora você se pergunta, por que se deter tanto tempo em detalhar uma simples animação? Por que este é um gênero que se enriquece cada vez mais a cada ano e só nos traz obras-primas ou filmes inteligentes. Antes de ver Coraline, acabei vendo o Bee-movie na tv. Bonitinho e ordinário é a melhor descrição, cada vez mais os filmes animados não se satisfazem em criar tramas bonitinhas recheadas de piadas, Madagascar fornece isso e um sub-texto mais ácido que muito filme que se centra só nisso, não adianta mais só adaptar uma história clássica, a próxima princesa da Disney será negra e não terá modos de suas antepassadas. A cada filme os limites que cada do anterior são superados. Incontestavelmente Wall-e é lindo, e a Pixar simplesmente não faz um filme ruim, só do estúdio vamos relembrar: Procurando Nemo, Incríveis, Ratatouille, Carros e agora o Wall-e. Henry Sellick dirigiu Nightmare Before Christmas e agora este Coraline, provando que pode-se permitir a experimentação com outros gêneros. No Japão, em que a técnica de animação migra com mais facilidade para outros gêneros, fc, terror, suspense e, pasme, erótico, temos Hayao Miyazaki, o diretor de Viagem de Chiriro e Princesa Mononoke, é um mestre em criar emoções com suas histórias centradas na mitologia japonesa, Satoshi Kan e sua Paprika e Perfect Blue, brinca em tornar seus filmes experimentos de tensão e força, foi até considerado o Hitchcock do animê, além de obras de peso como Akira, ou Ghost in the shell. Como um último exemplo, o cinema de Israel neste ano trouxe uma obra-prima sobre a guerra chama Valsa com Bashir, que é um desenho!
Como pode ser mais fácil fazer um desenho extraordinário do que um filme razoável?
Eu não sei. Não entendo esse mundo as vezes. O que eu sei é que todo mundo tem que ver Coraline.
Nota 10!!!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pré-Oscar 2009

Ano passado estava fácil: "Onde os fracos não têm vez", seguido de perto pelo "Sangue Negro". Duas obras primas, sendo que estranhamente o mais "vanguardista" levou o prêmio máximo ( Sério, quanto mais vezes eu vejo o filme, eu noto que ele foi feito para desagradar todo mundo kkkkk). Esse ano também disputa é pesada, mais estranha que ano passado e com um franco favorito, ainda que seja um filme do Danny Boyle. Se me dissessem 10 anos atrás que Danny Boyle é franco favorito ao Oscar eu teria desacreditado, se me dissessem que o filme é uma história passada na Índia sem nenhum ator famoso eu internaria no hospício. Em todo o caso o peso pesado é o Filme Slumdog Millionaire (Quem quer ser milionário?), vindo de um livro fantástico Sua resposta vale um Bilhão, conta a história de um menino indiano semianalfabeto que ganha 20,000 rúpias em talk show. Fraude? Sorte? Não, vivência em mundo triste, vai demorar um pouco para estrear por aqui.
Do outro lado do ringue " O curioso caso de Benjamin Button", um filme que narra história de um homem que viveu de trás pra frente, basicamente. Filme lindo, veja a crítica alguns tópicos anteriores. Nunca vi disputa tao estranha, o que mostra a mutabilidade do cinema atual.
Nos demais cantos o prêmio mais dado da noite está na categoria de ator coadjuvante, Heath Ledger está pondo suas duas mãos no Oscar lá do além, uma porque é um trabalho de um competência incrível, e outra porque por mais que o Phillip esteja bem em Dúvida (no qual ele é protagonista e está dando uma de espertinho) não há concorrência!
Ao contrário das atrizes coadjuvantes, o pessoal aposta n Penelope Cruz, eu começo e sentir o cheiro da zebra, e a Viola Davis, com uma cena só, papar esta estatueta, pois é a categoria mais aberta de toda a premiação.
Em Atriz, a Academia não quer que a Kate Winlet se suicide depois da cerimônia com mais uma derrota e dificilmente o Mickey Rourke vai perder para o Sean penn.
Continuem chutando até a noite de domingo, pois o Oscar normalmente reserva alguma surpresa.
Um abraço

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

DÚVIDA É FANTÁSTICO! NÃO LEIA OUTRA CRÍTICA!

Isso mesmo! Não leiam os outros críticos, eles não entenderam. (lógico que estou sendo hiperbólico, mas em um mundo regido pelo politicamente correto eu não posso pedir para não fazerem algo, senão serei um fascista). Brincadeiras à parte, o filme me supreendeu, eu esperava quatro ótimas atuações, mas não um filme com um roteiro e direção tão envolventes, que é a melhor descrição desta história.
No final da década de sessenta, em uma escola de educação religiosa, a diretora Irmã Aloysius (Meryl Strepp) começa a desconfiar que o padre Flynn (Phillip Seymour Hoffman) molestou um menino do colégio, justamente o único aluno negro da escola, adicione isso Amy Adams, uma jovem atriz que desponta cada vez mais como uma veterana e Viola Davis que com uma única cena roubou o filme para ela e você tem um caldeirão de tensão do início ao fim. Em meio a isso tocamos nos dogmas da Igreja, o conflito entre a tradição e a inovação, a pedofilia, o homossexualismo, preconceito racial e violência familiar, o que deve ter irritado muita gente, pois nenhum desses assuntos é aprofundado dentro da obra, mas aí é que está o ponto de Dúvida, esses não são os pontos centrais do filme! O ponto de toda a discussão é a natureza da dúvida em si, como na parábola de padre Flynn ela é como várias penas voando, impossíveis de se reunir novamente ao travesseiro, perorrendo o mundo e transformando ao ponto de você não saber o que é Verdade ou ilusão, o que é bem ou mal. Em certo momento a pastor fala a Amy Adams sobre a natureza do amor, e como os outros tentam destruir isso em torno da "virtude". E o amor em sua forma pura? é uma forma de justificar o ocorrido? é uma alusão ao homossexualismo? Não dá para resolver, roteiro se contrói em meio a dualidade dos discursos.
Em contraposição a Flynn e a história como uma todo, esta Meryl Strepp, mostrando simplesmente por que ela é a maior atriz dos gringos, em seu dragão da virtude, envolvido pela couraça da tradição, ela não permite a liberdade dentro do convento ou na escola, ela tem mais veneno que sua personagem em Diabo Veste Prada e sua acusação é completamente infundada por nenhuma prova, olhando com frieza para história, mas dentro da sala de projeção você simplesmente não consegue escolher um lado, você está junto com Amy Adams completamente atordoada pelo embate, mas ainda desperto de seus valores. Viola Davis como a mãe resignada começa encolhida, metodicamente interpretando uma mãe negra do Bronx da década de 60, mas vai em uma ascendência incrível para cima da irmã Aloysius, mostrando que ela ficaria com o filho em qualquer hipótese, mesmo que seja para aceitar a felicidade deste ao lado de um padre (?!) , parece loucura, mas o grau de veracidade é o que mais impressiona no discurso dela.
A briga é muito boa entre os atores, o que acaba se tornando o grande atrativo e também a grande crítica por não haver um desenvolvimento maior da trama. O que é um estupidez, está tudo na medida certa dentro do filme. Seu filme propõem uma resolução, mas até está é posta em dúvida.
Agora, passando para o lado comercial de Dúvida, ele foi muito mal lançado, seja em seu país de origem, seja aqui. O trailer basicamente já diz tudo a respeito do filme, o que ou deixa o espectador de primeira viagem querendo mais, ou afasta o público de uma obra tão bem acabada. Uma pena.
Por fim vamos causar certa polêmica, a cena crucial é o confronto da diretora com a mãe do menino, o que a atuação das duas ganhou com a direção sutil de um momento de teatralidade intensa foi grande, e há particularmente nessa sequência uma sutileza de certo cineasta sueco, que melhor trabalhou o teatro no cinema. Fiquem de olho no que John Patrick Shanley pode aprontar no cinema, pode ser uma completa viagem minha, mas os deixará com algumas dúvidas.

O Jardineio fiel - um novo olhar

Parece brincadeira, mas só uns dias atrás fui assistir a esse filme.
Chame de preconceito pois na época do lançamento eu escutava tanta crítica sobre o coitado que decidi que não veria de jeito nenhum . Pior pra mim! O filme realmente é bom.
Centrado na morte da esposa de um diplomata na África o filme ronda pelas conspirações entre corporações e industrias farmacêuticas para adulterar relatórios e validar testes de drogas em cobaias humanas. No caso, Rachel Weisz interpreta a jovem disposta a levar a público suas descobertas, que é assassinada. Ralph Fiennes é o marido diplomata que depois da morte da mulher decide averiguar um possivel caso extraconjugal e acaba desvendando a conspiração e se tornando alvo tambem.
A fotografia é belissima, o ritmo da estória alterna entre presente e passado em pontos chaves para a compreensão da motivação do personagem e nos mostra nossas próprias conclusões errôneas fazendo com que descubramos o plano no mesmo momento em que o personagem liga os pontos.
O final é digno de um filme de suspense.
Baseado no livro de JOHN LE CARRÉ.
The constant gardener - O jardineiro fiel
direção de Fernando Meirelles
drama - 128 min -2005
Universal

Obs.: jardinagem é o passatempo do diplomata.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Clássicos: Os Sete Samurais

Kurosawa foi acusado em seu próprio país, o Japão, de ter se "ocidentalizado". Sendo extremamente ignorante para com o termo, eu me perguntaria o que diabos isso significa? Creio que as diferenças cruciais entre o cinema de um país X e o de país um Y se reflete pela história cultural destes, mas quando colocamos a questão em um termo tão amplo como ocidente e oriente, estamos relativizando demais um arte tão complexa.
Lógico que eu não ignorante e sei que essas críticas, eram tentativas infundadas de denegrir a imagem do mais popular dos cineastas japoneses, em termos de importância cultural e internacional somente Ozu pode ser comparado a Kurosawa. E grande obra-prima para se conhecer o diretor foi remasterizada no mês passado e lançada em dvd: Os Sete samurais.
Não é propaganda para a Europa filmes, que lança muita porcaria alias, mas o filme é muito bom, quisera eu que metade dos clássicos do cinema mundial tivessem uma edição de luxo acessível assim, o que não é o caso.
Este épico de 1954, em seus 202 vibrantes minutos, lança todos os recursos que ele utilizaria posteriormente em todos os seus grandes trabalhos, a história é bem simples e tem uma complexidade visual imagética, pois curiosamente Akira queria ser um pintor na adolescência, um fato do destino o fez exprimir toda sua visão pictórica em cenas de batalhas cuidadosamente coreografadas e planos abertos de um Japão Feudal muito presente na cultura nipônica.
A imagem de abertura já põem em ação os elementos motrizes da trama, uma corda de vilões desce as montanhas discutindo quando saquearão o vilarejo abaixo, um agricultor escuta o plano dos vilões de voltarem no fim da colheita para saquear a aldeia, como sempre acontece, mas dessa vez os aldeões decidem resistir e mandam um pequeno grupo ao vilarejo próximo contratar um samurai para defendê-los de quarenta ladrões. Após algumas peripécias o grupo encontra um mestre samurai disposto a defendê-los e a recrutar outros dispostos. As personalidades dos demais são muito bem construídas pelo diretor que explora o choque entre elas: Temos um aprendiz disposto a ser treinado mas no impulso da juventude, o ex-parceiro do mestre, um samurai que só pensa em aperfeiçoar sua técnica, uma aventureiro alegre e um outro mais comediante que guerreiro, mas o mais extraordinário dos personagens é a figura de Kikuchiko, um homem que não se sabe bem se é um vilão, um herói, ou anti-herói, impulsivo mas honesto, poderia um ladrão ou um samurai já decadente, seus atos vão dos mais engraçados por desleixo, até seu momento mais heróico e por consequência o ápice do filme.
Kurosawa consegue atingir a perfeição, lidando com imagens de batalha violentas e um drama cotidiano entre elas, um exemplo está na cena do moinho em chamas em que uma aldeã sai carregando filho e entrega a Kikuchiko antes de morrer, ele emocionado fala " Essa criança sou eu, aconteceu a mesma coisa comigo".
Um talento assim não deveria ser esnobado em seu próprio país, mas foi o que aconteceu na década de 70, ele faliu e só conseguia fazer filmes com a ajuda de seus amigos de Hollywood, conseguindo produzir Ran, Kagemusha, Sonhos, Rapsódia em Agosto, o que acabou vindo para o bem.
Irônico é saber que seus filmes acabaram influenciando o western americano dos anos 80, mas ninguém diz que estes foram orientalizados. Não dá para entender, ?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Vida não é medida em minutos, mas em Momentos.

Estamos em um dos raros acontecimentos em que a versão brasileira é realmente muito boa ("life can only be understood backward, it must be lived forward") e fecha o parênteses, e também é uma das raros momentos que vi dois filmaços em seguida: O Curioso caso de Benjamin Button e A Troca.
Benjamin narra a fantástica história de uma pessoa que nasceu com 80 anos e foi rejuvenescendo até a morte como um bebê, parece algo de Tim Burton, mas o diretor na verdade é David Fincher (Clube da luta; Seven, Zodíaco), que, aliás, é uma completa renovação na estilística do diretor por não deixar a narrativa densa e impactante e sim, por fazer algo mais próximo de um conto de fadas melancólico.
A grande jornada do personagem de Brad Pitt, está em aparentar sempre algo que não é por dentro, isso não gera uma jornada psicológica de alta carga dimensional, ao contrário o ponto forte do filme está nas imagens, belamente fotografadas, de quase um século revisitado por um homem que teve a mais comum das vidas ainda que de uma maneira peculiar. Um ponto acertado foi sincronizar o evento fantástico, com outras peculiaridades dos personagens: Um homem que foi atingido sete vezes por um raio, um relojoeiro cego que construi um relógio que voltava para trás, uma mulher que nadou por 36 horas, beija-flores em alto mar, os seis graus de separações, e a lista de mistério da história é imensa o que faz o fato de um homem envelhecer ao contrário um mero detalhe à celebração da vida proposta, é como o velho diz em dado momento "nunca fiz nada muito genial, mas Deus vive me lembrando que devo dar valor a vida" ou algo do tipo, pois não sou bom para guardar citações.
A história de Benjamin atravessa uma infância imolada pelo corpo doente em um asilo de velhos, em que a morte visita com uma predominância assustadora, cruza com a guerra, descobre a vida, o amor, a dor e termina envolvendo com o grande amor de sua vida, Cate Blanchet, não digo o que acontece a partir daí para não estragar surpresa de quem não assistiu, mas minha mãe chorou como um bebê, pois apesar do destino ser trágico se podemos tirar uma mensagem única do filme é a de que não importa como sua vida está, pode-se sempre mudar de direção, seja para frente ou para trás, de um lado ou para outro em busca de se aproveitar o máximo desta.
As coisas sempre conspiram para uma resolução, se há um momento mais auto-explicativo é a cena em que ele narra todo o processo que leva o atropelamento de Daisy (Cate Blanchett), as casualidades que conspiram para isso não podem ser detidas, muitas vezes percebidas, nesse sentido podemos ver a Vida de Benjamin podia estar ligada de alguma maneira com o relógio que andava para trás, assim como o desastre em Nova Orleans no tempo presente não pode ser evitado, apesar de em muitos pontos do filme ele parece que não vai acontecer, enfim... nunca sabemos o que vai acontecer e o mundo é mágico no final.
Agora caindo de cara na realidade temos o filme do meu herói. Sim eu adoro o Clint, seja nos faroestes, e principalmente na direção. Neste filme ele faz aquilo que ele faz melhor, que é ultrapassar o gênero em algo indescritível, podemos classificar como um drama intenso, um policial clássico ou, vulgarmente, como um filme de mulher, mas é simplesmente um filme do Clint.
A troca é basicamente um filme sobre o desaparecimento de uma criança nos anos 30, e a posterior briga e desespero de uma mãe para reencontrar a criança, seria bem simples, mas tudo se complica quando a polícia de Los Angeles traz o menino de volta e simplesmente não é filho de Angelina Jolie. Essa trama não se abre para um melodrama chato, e sim para um drama complexamente delicioso. A polícia de Los Angeles é corrupta e violenta, Angelina interpreta uma mãe intrépida que está a frente de seu tempo e não é uma mocinha comportada, e sim uma mulher forte que não tem medo de confrontar o mundo que a cerca, lógico que isso vai conflitar e Angelina logo se vê em um sanatório para ser reeducada. Até aí nós temos um drama, mas a parte policial não é esquecida e um incidente do acaso começa e clarear o que poderá ter acontecido com o filho de Christine e é aterrorizante.
Particularmente a cena da confissão intercalada com flashes é de uma força extraordinária, dificilmente alguém não se choca com a intensidade do relato.
Quando a balança começa a mudar de lado e o assassino é finalmente encontrado, o filme começa a insinuar que aquela pode não ser a verdade e seu final esperançoso, ainda que posso ser uma falsa esperança, nos deixa mais leves ao sair da projeção, ainda há esperança quando tudo parece estar no fim? Sim é possível que o destino de Walter Collins tenha sido diferente e é isto que impulsiona a personagem no final. Incrível.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O NEVOEIRO

Estava aqui pensando com meus botões tudo que assisti durante o ano para fazer um balanço cinematográfico. dentre as coisas mais interessantes que vi estão o Batman, Medos públicos (eu sei que o filme é do ano retrasado, mas calhou de eu assitir em 2008, alias quem quiser pode ir no Hsbc Belas artes que ainda está passando... uma tentativa de quebrar o recorde mundil..enfim...), o Wall-E, Ensaio sobre a cegueira, e vários outros a final posso dizer que o ano de 2008 teve mais filmes bons do que ruins, ocupando a última colocação o Particulas Elementares (o quê? nunca ouviu falar? é alemão e fala sobre sexo: deprimente). E o filme incrivelmente o filme que dá título a resenha foi uma das grandes surpresas na sala de projeção, ou melhor dizendo foi a melhor surpresa do ano.
Se você é fã do cinema de ação, do terror cheio de fetios especiais e muito sangue escatológico derramando de corpos esbeltos, você provavelmente vai odiar o filme assim como muitos, se você gosta de uma obra inteligente e bem construída dê uma chance já que ele saiu para locação. Estamos falando de um filme B em pleno século 21! Quem assistia esses filmes em viradas de noite, ou especiais (ataque do filme b) vai se deliciar ao mesmo tempo que vai se incomodar.Um dos pontos altos é a difícil classificação desse filme, claramente uma história de terror, mas com uma carga de drama moral assutadora (desculpe o trocadilho). fato é que eu ainda não decidi se a intenção era fazer um filme que homenageasse o gênero, ou se foi um acidente de falta de verba, mas ele vai entrar, quando for descoberto, para o hall dos melhores filmes b de todos os tempos, que honra não?
Chega de enrolação. A história se passsa em uma cidadezinha no interior dos EUA, Thomas Jane vive um homem que fica preso em um shopping com seu filho quando um nevoeiro estranho desce na cidade. lógico que no nevoeiro haverá alguma coisa horrível que mata as pessoas, é um conto de Stephen King, já estragando a surpresa são insetos gigantes que estão ali para trucidar todo mundo, mas essa não é a espinha dorsal do longa, e sim o conflito que se estabelece entre as diferentes pessoas envolvidas na situação, o shopping se torna palco de uma análise naturalista sobre a caos social. Até aí teríamos um filme comum, com alguma mensagem humanitária e doses de sustos, só que o ingrediente divino do filme está na figura de Marcia Gay Harden, que é uma completa fanática religiosa no meio das pessoas, acusando o Juízo Final para toda a cidadezinha, o que se torna um vespeiro que é cada vez mais insurpotável e incomoda o espectador. Não demora muito e os sobreviventes estão divididos entre a profeta Marcia e um grupo de céticos que procura uma explicação racional liderados por Jane.
Um palco desse mere um desfecho digno, e o desfecho de O Nevoeiro é a melhor conclusão que poderia ter, extreamente pertubadora e com muitas margens para interpretação, quando você pensa que acabou ele continua até chegar ao fundo do poço, e lá não sobrará nem céticos, nem fiéis, estão todos condenados. Muito bom, e o que me leva a questão de porquê os filmes de Frank Darabont só são descobertos ne telinha, mas eu vou dormir que isso sim é complexo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

CLÁSSICOS: GRITOS E SUSSUROS (1972)

Uma mulher em meio a um quarto todo avermelhado, onde os relógio marcam o tempo como uma ampulheta, acorda em meio a agonia e dor para tomar um copo da água. Essa simples cena é encenada em cinco minutos que parecem poucos segundos, tamanha a precisão do diretor em retratar a angústia. Este é Ingmar Bergman um diretor de teatro que pode ter sido o maior cineasta europeu, todos os seus filmes podem ser classificados ou como melodramas duros ou comédias de costumes, em Gritos e Sussuros que já tem como prólogo uma cena tão forte e impactante, seria fácil perder o rumo e criar somente mais uma história de melancolia, mas ele leva o espectador até o fundo do espectro da morte e da hipocrisia familiar em, pouco menos de uma hora.
Quatro mulheres estão reunidas em uma mansão, a noite será fatídica, o acontecimento é a enfermidade da proprietária (Harriet Anderson), a um passo da morte, ela é ajudada pelas duas irmãs e pela fiel empregada com quem tem um vínculo sentimental. A doença, provavelmente câncer, é incurável e estamos acompanhando suas últimas horas, a partir daí ela é vista por cada uma das irmãs de maneira diferente. Liv Ullman interpreta a mais fútil e sensual, sua história está ligada a um caso de adultério que delineia sua personalidade. Ingrid Thulin, sendo a mais séria e dominada pelo marido, sua história esconde no silêncio e na repressão uma conclusão explosiva e pertubadora e finalmente quando ela, em outra cena sublime, sucumbe a doença. Kario Sylwan, a interprete da empregada, a traz de volta de mortos como um espelho da falsidade familiar presente até então.
Um filme onde o cenário é o espaço interior dos personagens, e que leva a tensão até os seus minutos finais, não menos irônicos.

PREVIEW 2009

Após ler bastante e pesquisar creio que teremos um ano bem chato no cinema, vamos as minhas opiniões sobre os filmes mais aguardados, a começar pelos oscarizáveis dos próximos dias:
Curioso Caso de Benjamin Button: Parece um filme extraordinário, aguardem a próxima semana para a crítica.
A troca: Não sei se faço crítica desse mas sou tiete do Clint, creio que nos últimos anos nunca vi algo ruim dele.
Gran Torino: Idem. Parece mais interessante que o de cima.
Frost/Nixon: Eu não gosto do Ron Howard, mas vamos ver para saber.
Milk: Se for tão engraçado e profundo quanto o trailer. . .
Salve Geral! - Filme de Sergio Resende sobre o dia em que o PCC paralizou a cidade, considerando que o argumento vai se centrar em uma das mães que participaram da operação me parece bem fraco.
X-men Origins:Wolverine - Faço a previsão de que faturará muuuuuuuuuuuuuito, o trailer está muito mais interessante que os filmes. Contudo ainda acho que os X-men deveriam ser levados mais a sério por Hollywood e vai ficar bem abaixo do quadrinho.
Terminator 4 - Diversão.
Transformaers 2 - diversão
Watchmen- Se a Warner e a Fox não arrebentarem o traballho do Zack, podemos ter uma grande história nas telas.
Star Trek - Jornada nas estrelas foi do status de cult a ultrapassado, esse filme vai devolver o sentimento de aventura que existia na geração de 60. E a série simplesmente não morrrrrrre!!!!
Imaginarium of Doutor Parnasus - Temos a última atuação de Heath Ledger (de novo!!!) e é do Terry Gilliam, precisa mais para ser um sucesso independete da qualidade? Mas é Gilliam, ao menos esquisito será.
Inglorius Basterds - E não é que vai sair!!!!!!!!!!! U-HU! Quentin! Quentin! Quentin!
Green Zone - O primeiro filme sério sobre o Iraque. Paul Greengass.
The Human Factor - Clint Eatswood, Morgan Freeman retratando Nelson Mandela logo após apartheid. Lá vem mais clássico do Clint.
I love you Philip Moris - Jim Carrey está apaixonado por seu companheiro de cela Ewan McGregor. Não é comédia.
The lovely Bones - Uma menina assassinada acompanha o pai no pós-vida. Peter jackson.

Para as produções européias, é um pouco mais difícil acompnhar, ams vamos tentar fazer algo de preview futuramente.

CONTEMPORÂNEO: Gomorra e maldição do neo-neo-realismo chato.

Gomorra é uma vítima da maldição do multiplot e do master-mega-neo-realismo que foi implementado no final de década de 90. Explicação 1 ! O que é multiplot? é uma tendência do cinema contemporâneo em quebrar a história em vários fios narrativos, o que é muito legal quando bem executado, pois dá uma panorama maior do contexto global. Exemplos bem-sucedidos: Traffic, Babel, Amores Perros, 21 Grams, Crash, entre muitos outros. Quando as coisas não são bem encaixadas dá Gomorra.Explicação 2: O que é master-mega-neo-realismo? Esse é uma piada minha, em que a abstração plástica de artistas como Quentin Tarantino, fez a contra-reação de filmes que tentam filmar com maior realidade possível histórias cotidianas, os exemplos acima valem, e incluem o suspense político que voltou a todo vapor nos últimos anos, a trilogia Bourne, os filmes de terror escatológicos que saem direto em dvd, e alguns super-heróis que ficam mais preocupados coma verrosimilhança do que seguir o original dos quadrinhos. é uma tendência da contemporaniedade e abrange TODAS as artes.
Passado as pequenas explicações , vamos ao filme: É um filme sobre a máfia de Camorra! Isso não é mencionado a não ser no final, mas os mais experientes na linguagem cinematográfica sabem que estão assistindo um filme de máfia, os demais vão ficar perdidos se não lerem algo antes. O mais interessante é que algo extremamente atual, de uma organização criminosa italiana que tem grande influência no mundo atual, e tem o prazer de ser discreta. O funcionamento da máquina camorrina, é demonstrado em, pelo que eu contei, 5 histórias diferentes mas podem ser mais se eu perdi alguma coisa: Dois moleques roubam um carregamento de armas, um alfaiate é contratado para lecionar para chineses, dois homens acompanham a entrada ilegal de lixo tóxico no país, uma mulher decide ficar em zona inimiga tendo o filho se aliado ao outro lado da facção, um senhor passa o dia distribuindo "mensalinhos" (não resisti) para personagens secundários e um menino quer virar bad boy a todo custo (opa! seis). Parece muito bom, mas o desenvolvimento não é.
A primeira cena muito bem orquestrada mostra um assassinato em uma saúna, digno de Martin Scorsese, depois o ritmo caí muito, pois o estilo de filmagem de Matio Garreo é muito cru, não deixa emoção alguma para as histórias, e não chega a ser jornalístico, parece algo mais arrastado e como estamos contado muitas histórias distintas, em muitas horas você fica perdido ou esquece que tem uma história que ainda não foi concluída, então depois de 120 minutos temos um festival de morte e tiros instantâneos nos últimos 15 minutos que encerra todas as histórias, que de tão cru, também não despertam emoção alguma... Quando José Padilha fez o Onibus 174, ele provou que um documentário pode ser emocionante e crítico ao mesmo tempo, Gomorra é a contramão. Ele é chato, as histórias dos meninos e do alfaiate são o que o filme tem de mais interessante e previsível ao mesmo tempo, apesar disso, são as mais bem construídas. O mundo é mal, já sabemos disso!

CLÁSSICOS: 8 1/2 (1963)



Fellini em 1963 tinha conseguido todas as glórias como diretor, já havia superado Rosselini, De Sica, assim como o Neo-realismo Italiano, e era muito mais popular que qualquer um dos citados, seu filme mais emblemático seria e é, até hoje, La dolce Vitta, e obviamente ele entrou em crise existencial.
Quando não há mais nada a conquistar o que fazer? Talvez tenha sido a questão que mais infernizou sua cabeça naqueles tempos, e sua resposta foi fazer um filme com base nessa crise o que resultou em um divisor de águas em sua carreira e no seu melhor filme. Seu oitavo filme, 8 1/2, em seu próprio título já reflete a brincadeira que ele levará adiante, atravessar o próprio conceito de filme, e tranformá-lo em algo indescritível. A trama é relativamente simples um diretor de cinema, interpretado por Marcello Mastroianni alter-ego de Fellini, encontra-se em uma crise artística e pessoal com seu próximo filme, perseguido pelo produtor, pela amante e pela mulher, ele perambula pela indústria cinematográfica enquanto prepara o filme, que pode ser uma comédia, um filme existencial, memorialístico e até mesmo um ficção científica! Isso não importa no mais, o filme que Marcello quer construir vai se constituindo nesse fio narrativo, em que a dimensão entre a realidade e os sonhos não é perceptível.
Grande parte da genialidade por trás da história encontra-se na visão metalingüística que ele fornece sobre a arte de fazer um filme. Em certa parte a personagem diz a Marcello que não gosta do chapéu que ele está usando, e na cena o chapéu magicamente desaparece. Podemos notar que as cenas que Marcello descreve ao produtor acontecem com eles a medida que a projeção avança. esse jogo metalinguístico que já se encontra difundido em demasia na cultura cinematográfica, aqui fora pioneiro e em certo ponto era hermético nos anos 60, o que lhe deu status de filme "difícil", mas na verdade em seus 140 minutos, ele é a coisa mais engraçada que Fellini já fez! A cena mais icônica é o harém de Marcello, repleto de todas as mulheres que passaram no filme. Quando uma revolta começa, Marcello empunha um chicote para conter "suas mulheres", isso, apesar de ser claramente chauvinista, é a psiquê do personagem, é encarada entre um misto de patético com heróico. Esta é um dentre outras cenas em que o sonho entra na realidade do filme que é a idéia de um outro filme. Entendeu? Não! Então assista, pois é realmente indescritível, é uma boneca russa que não acaba.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O dia em que Keanu fez a terra parar

O Dia em que a Terra Parou é considerado um clássico da ficção científica. Robert Wise fez um filme com doses certas de suspense,com uma mensagem pacifista, que serviu de inspiração para todo filme que abordasse o assunto desde então.Já a nova versão 2008 abusa dos efeitos especiais e do drama para transmitir a mensagem alien.
Será que valeu a pena refilmar???
O filme de 1951 girava em torno de um Alien (Klaatu) e um super robô (Gort) que aterrisavam em Washington DC com uma mensagem e um aviso: O seres humanos deveriam aprender a viver em paz ou seriam exterminados para o bem dos outros planetas.O Alien era ferido, levado a um hospital, fugia, interagia com humanos sob disfarce para acumular informações sobre este planeta enquanto o robô aguardava a ordem final de destruição.
O filme teve duas indicações para o Golden Globe e levou o premio por "melhor filme que promove o entendimento internacional"(é sério). A outra indicação era para melhor partitura.
Então temos o filme Keanu de 2008 onde a mensagem é ecológica. Eles vêm salvar a Terra dos humanos malvados que estão destruindo o planeta.
Klaatu é mais direto, passa menos desapercebido e o grande robô (realmente grande)é a arma que vai "detonar os humanos".
Efeitos de primeira, Keanu é Keanu, claro, e tem Jaden Smith, filho de Will Smith, que, ou é um excelente ator ou um tremendo pirralho, ainda não decidi isso.
Esperava um filme mais introspectivo por isso minha opinião pode ser parcial.Gort virou acessório!
Valeu a pena refilmar? Não.
Acho que valeu a pena assistir por diversão. O original ainda me interessa mais.
Talvez se a mensagem de Klaatu tivesse mais a ver com uma certa guerra ativa no mundo teria cumprido um dever mais nobre.
No momento em que os supermercados ficam empurrando sacolas de pano aos consumidores a propaganda pró ecologia já está super saturada.
Mas é só uma opinião.....

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Hancock

Esqueça tudo o que voce ouviu sobre Hancock.
É um filme excelente. Os críticos disseram que o filme funcionava até certo ponto e então desandava.Mentira. Depois da parte diversão é que o filme começa. E é um filme digno de ser chamado de super herói.
Nosso herói Hancock tem passado, tem conflito, é marcado por uma vida de desequilibrios, sim pois para que seus poderes perdurem ele tem que desistir do que mais sente falta, a companhia de um igual.
Adorei a parte final , vibrei na cadeira, queira mais. É o máximo que se pode pedir de um filme.
Quero continuação!!!!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quantum of What????

pode não ser o titulo mais facil de ser pronunciado. mas certamente não será esquecido com facilidade

sábado, 27 de setembro de 2008

In Memoriam

Paul Leonard Newman (1925-2008)

Paul faleceu hoje em sua casa em Westport, Connecticut , USA
Seu último personagem foi a voz de Doc Hudson em Cars (2006)
Mas para mim ele sempre será Butch Cassidy em uma bicicleta ao som de "Raindrops Keepin' Falling in My Head" num dia ensolarado.
Vá em paz.

domingo, 14 de setembro de 2008

O PROCURADO OU PORQUE SER VEROSSÍMIL SE PODEMOS VIRAR TUDO DE PONTA CABEÇA



Olha! O filme é impressionante. Não do ponto de vista de que "nossa mudou minha vida", mas daquilo que você para a tela e fica abismado porque o que os personagens estão fazendo é totalmente impossível!!!!!!!!!! E POR ISSO É QUE É LEGAL!!!!!!Ele começa com um ser soturno visitando uma indiana, essa morre logo com uma bala no crânio, mas o mais legal é que ele vai correr e pular uma distância de 20 metros de um prédio a outro e matar três enquanto pula, e por fim o quarto, só que era uma armadilha! Ele fica exatamente na posição X demarcada no prédio para ser assassinado pelo vilão do outro lado da cidade, como uma bala que ele atirou de casa !!!!!!!! A partir daí em um texto corrosivo narrado pelo (anti)herói do título somos apresentados a sua vidinha patética contador, ele mesmo diz "eu sou perdedor que nem você aí". Logo o vilão chega nele, pois é um super-humano como o pai que foi assassinado que pode curvar balas no ar, ver as coisas em câmera lenta e fazer malabarismos com carros. Ele tem que se unir a Fraternidade de Assassinos que salva o mundo matando pessoal do mal, e é treinado pela exuberantemente linda Angelina Jolie, com várias tatuagens legais!!!!! A fraternidade é comandada pelo Morgan Freeman e e´essa parte do treinamento é particularmente engraçada. Vocês podem ver que eu não estou me atendo a nenhuma particularidade específica de obra cinematográfica porque simplesmente não tem nenhum truque mirabolante em construção, mas três coisas funcionam perfeitamente para dar a amplitude do filme. As sequências de ação (ação mesmo) são muito bem orquestradas, as melhores nos últimos anos. O ator James MacAvory é extremamente competente também, é impossível não simpatizar com esse símile de um pacato cidadão. Terceiro é mais importante: O roteiro, baseado no novo mestre dos quadrinhos Mark Millar, empurra coisas do tipo: As ordens do destino vem de um tear e nós aceitamos porque estamos construindo um mitologia, mas quando ele transforma a brincadeira em coisa séria, ele é mais brilhante, primeiramente é uma crítica ao burguesinho de escritório e como as pessoas não mudam a vida, depois ele tem um reviravolta que transforma completamente a história em uma semi-tragédia.Então depois de tudo isso, você fica n dúvida se eu gostei do filme certo? Eu também fiquei!!! Mas como já disse uma vez no Labirinto do Fauno, é ótimo quando o pessoal sai do neorealismo presente no cinema atual. Eu adorei, principalmente o final

domingo, 7 de setembro de 2008

HELLBOY 2


Rafael campeão do whack a troll

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A LITERATURA AMERICANA



Recentemente estava recusando a literatura americana, pois, em questões de gosto pessoal sempre preferi a britânica, e recentemente os yankes andam produzindo policiais demais para pouca qualidade histórica. Lógico, que toda a concepção que eu formulo vai pro espaço em algum momento, depois de uma fase africana e outra latino-americana, eis que resolvo ler alguma coisa 100% americana, no caso a minha primeira investida no começo do ano foi com o Homem Comum do Philip Roth do qual não passei da página 50. Uma coisa eu tive que admitir: que o thriller policial estava completamente afastado desse romance chatíssimo, mas creio que eu entrei no espírito do livro, uma vez que muita gente gostou. Então conversando com meus amigos, ou melhor dizendo, discutindo com meus amigos resolvi dar uma segunda chance a Sr. Roth recentemente como o novo livro O fantasma sai de cena, e a experiência foi bem mais enriquecedora e e prazerosa, e depois li o Homem no escuro do Paul Auster, do qual gostei mais ainda.
Conto toda a historinha para que entendam que a qualidade dos textos me surpreendeu, é lógico que segundo meus conhecimentos literários, eles SÃO os maiores escritores em terras norte-americanas no presente momento, mas isso nem sempre é verdade, e acabei chegando a algumas conclusões a respeito dos autores e suas respectivas obras nas quais discorro um pouco:
Fantasma sai de cena - Um antigo personagens-escritor de Roth (isso merece uma explicação, as vezes Roth utiliza este heterônimo personagens como autor dos livros, extremamente original, mas não vou falar sobre isso pois não li esses romances... ainda) Sr. Larry, sai de seu recanto na Inglaterra para fazer um cirurgia na uretra no país natal EUA, a partir daí seu antigo isolamento se contrasta com a volta a um EUA pós 11/09, o reencontro amoroso na imagem de uma bela escritora jovem, o reencontro com o passado na imagem de um antigo autor já falecido, que ele chegou a conhecer e admirar, e por fim com o reencontro com uma antiga amiga que está em estado de câncer avançado completamente deteriorada.
Extremamente melancólico. O livro parece ser chato. Mas não é. Esses choques são essenciais para uma pessoa que passou um bom tempo afastado da vida política, amorosa e pessoal. Larry passou completamente afastado do imaginário da vida por assim dizer, e sua volta é como redescobrir o país que um dia ele abandonou.
Na parte da política a escritora e seu marido representam o partidário anti-Bush, recorrente nos Eua, discorrem a respeito da falta de liberdade da Nação, entre outras coisas.
Na parte pessoal, seu escritor preferido está para ser deflagrado em meio a um adultério passado, que irá manchar sua imagem, sua concepção dos fatos históricos do passado e sua concepção da situação atual do presente entram em crise a partir disso.
Agora na parte amorosa é que a pancada soa mais pesada. Além da alegoria representada pela disfunção urétil (a semi-castração), temos o desejo reconfigurado na esposa do escritor e o redescobrimento do amor na figura da já debilitada amiga da infância, tudo isso em espiral para ver até onde esse Ricardo Reis moderno pode aguentar sem se envolver.
O Homem no escuro é uma salada, contudo é muito bem construída. O personagem principal August, basicamente faz uma coisa o livro inteiro: Fica se revirando na cama durante a noite. Tal qual uma tela de cinema ele imagina uma história em EUA alternativo em que não houve 11/09, mas em que há uma Guerra cívil (as causas dessas são bem realistas e contém uma fina ironia), o personagem dessa história é lançado no meio da guerra e aos poucos ele vai descobrindo que tem matar o homem que está sonhando isso (louco não?), mas esse é um dos fios condutores. August ainda fica atento aos personagens semi-adormecidos aos seu redor, foge das lembrança da falecida esposa, e se concentra especificamente nas sessões de cinema clássico que tem com a neta durante as tardes, outra evocação a sétima arte. Na casa, com ele, moram além da neta sua filha e todos os personagens estão imersos em seu escuridão particular. A filha sofre com a separação recente e tem problemas para termina sua biografai de uma poetiza esquecida. A neta se fecha dentro dos filmes pois o ex-namorado morreu na guerra o Iraque e na frente das câmeras, o que ela não pode esquecer. O mais tocante no tudo é a cena final em que August não consegue afastar passado e recorda todo o seu caso de amor com mulher, deixando claro a falta que ela faz a ele.
Auster e Roth em termos socio-literários, parecem estar criando fábulas em que a matéria prima das críticas, é a condição atual dos EUA, não só pelos ataques terroristas, mas pela política adotada, pelo governo Bush, e pelos traumas recentes desencadeados. Os dois livros alcançam a sensibilidade do leitor o primeiro pela melancolia subliminar, o segundo pela fábula transvestida de crítica. Duas ótimas leituras da literatura do novo Milênio

domingo, 10 de agosto de 2008

Este é o volume 1 da série Blood Books de Tanya Huff cuja trama é retratada no seriado BLOOD TIES.


BLOOD TIES estreou no AXN em
nove de Agosto de 2008. Veio sem
muito alarde, quase sem avisar,
veio sem expectativas, com rostos
novos, desconhecidos de muitos,
talvez nem venha para ficar, que
pena, era para fazer mais alarde.
O seriado é baseado nos livros de
Tanya Huff, cinco volumes com a
estória da detetive Vicky e seu
envolvimento com o vampiro Henry,
filho bastardo de Herique VIII que
enamorado de uma vampira pede a
ela que o transforme para que
fiquem juntos para sempre ( para
sempre é um conceito,é claro),
enfim, ele vive tranquilo sem alarde
até que o sobrenatural chega as
ruas de Toronto e ao seu encontro
com Vicky, a partir daí é deixar o
mundo em pausa e mergulhar na
trama .
Não é uma superprodução nem uma
serie inovadora, mas com certeza
agradará os fãs do gênero.

sábado, 9 de agosto de 2008

ARQUIVO X - CRÍTICA 2

Eis que para delírio dos fãs, tal como a enlouquecida abaixo, chega mais o segundo filme de Arquivo X. Mas precisava? Lógico que não, mas temos uma franquia com alto potencial de entretenimento que não deve se abalar facilmente.
O primeiro ponto a ser notado é que é o segundo filme em termos cronológicos, seria um erro chamá-lo de Arquivo X 2, pois não há nada de continuação com relação ao primeiro filme, e também não há nada em relação ao seriado da década 90, alias eles construíram o filme até para leigos (ou pessoas congelada em animação suspensa que não sabem o que foi Arquivo X) e como um suspense bem intricado que deve agradar a todos.
Agora, um ponto para se deleitar com o filme é não esperar muita coisa, não temos naves saindo do gelo ou prédios explodindo logo nos primeiros minutos do filme, a produção é bem mais modesta que seu antecessor, o que acaba privilegiando o roteiro que explora muito da relação entre os (ex-)agentes Mulder e Scully, alias um ponto positivo é para quem sofria com o chove-não-molha de meia década, parece ter se resolvido nesses últimos 6 anos sem notícias dos agentes, o relacionamento entre, os dois apesar das intermináveis discussões, está resolvido, temas como a existência do William são trazidos a película e devem ser de particular interesse dos fãs.
Como plot principal temos casos de sequestro de mulheres e posterior mutilamento das mesmas nas terrinhas do Alasca, extremamente isolado.O Caso paranormal é a ajuda de um vidente, que traz os dois agentes de volta a ativa para delimitar se ele diz a verdade ou não. A trama ganha alguns desdobramentos, nada muito drástico, mas é melhor não contar. O roteiro oscila bastante entre temas como fé, crenças, capacidade de regenração (vidente, é um ex-pedófilo condenado, e ainda por cima padre), entre outros temas complexos que são citados durante a projeção tendo seu climax em uma fazenda utilizada como matadouro. Um grande acerto da película está em deixar em aberto a possibilidade de Acreditar ou não, como nos convoca o sub-título.
Com base nas atuações, os atores Gillian Anderson (sumida) e David Duchoviny (colhendo louros de sua nova série), já estão carecas de interpretarem esses personagens, e são o eixo da película, há ainda as participações de Amanda Peet (belo enfeite) e Xbizit, tão unidimensional que assusta, mas a verdade é que eles simplesmente não importam, quandot emso Mulder e Scully na tela.
Como grande diversão o filme se garante, não é melhor que o filme de 1999, mas mais descompromissado. Creio que falat uma constância entre o suspense e o relacionamento pessoal de ambos que prejudica o desenrolar coo suspense/terror, se houver um X-files 3 (creio que irá) seria interessante acentuar mais o clima de terror que o seriado tinha em suas três primeiras temporadas emq ue ele realmente habitada os pesadelos de fãs mais sensíveis. Tenho plena confiaça de que ainda veremos um grande filme de Arquivo X, por enquanto nós contentemos com as histórias simples, pois esse filme é no todo uma história bem simples que vai sendo desvendada aos poucos.
Rafael Menezes