Esse é o filme mais engraçado do Clint Eastwood. Sério! Nunca ri tanto no cinema com um personagem totalmente preconceituoso e ranzinzaquanto o WaltKowalsky de Clint. Ele é um veterano da Guerra da Coréia, que não gosta da família que tem, recentemente viúvo e simplesmente detesta a vizinhaça (de Hmogs, uma tribo tailândesa que realmente existe) e o padre do bairro que é um ator horrível, mas nós relevamos visto que temos Clint em uma atuação tão poderosa quanto a dos Imperdoáveis, ele é na medida do possível chato e cínico, fala disparates toda hora mas você não chega a odiá-lo, algo muito próximo do JohnWayne de Rastros de ódio, só que mais engraçado. Talvez o mais interessante é ver como esse personagem é uma evolução, ao mesmo tempo que uma caricatura do homem durão que Clint sempre encarou, cujo ápice é o DirtyHarry. Lógico que nada disso é gratuito, com esse filme Clint conseguiu seu sucesso comercial mais expressivo, e um filme acessível para todos os públicos, mas essa constituição que poderia beirar o simples divertimento comercial vai se tornando cada vez mais um filme sombrio e uma revisão sobre o papel do heroísmo na sociedade moderna. A trama que se constitui se choca com esse personagem "amável" o que torna o final do filme mais perturbador: O vizinho de Clint tenta roubar o GranTorino do velho, que é plot para que Walt se aproxime da família e reveja os valores da sua vida, em certo momento ele chega a conclusão de que tem mais em comum com aqueles "chinas' do que com sua família, e em segundo plano com a gangue local que cria uma tensão frequente entre família Hmong e consequentemente Walt. Como todos os Filmes de Clint, ele pega um tema e vira ao contrário, virando contra ele próprio, nosImperdoáveis o western é enterrado em um último suspiro, MysticRiver é um policial em que os culpados não são julgados e sim absolvidos, Menina de Ouro é um filme de luta em que a luta é moral, Conquista da Honra e Cartas a IwoJima, mostram a guerra dos dois lados sem defender nenhuma pátria, aqui herói macho de GranTorino entra em uma espiral em que é necessário destruir sua imagem para salvar a todos. Em sua parte final podemos ver todo o poder da direção de Clint, utilizando com precisão sombras e cenas milimetricamente calculadas, vemos a evolução de um filme que era a relação entre um velho e um jovem se transformar em uma triste reflexão sobre vida e morte. Não preciso dizer se eu gostei do filme ne?
segunda-feira, 23 de março de 2009
Olá, acabei de ganhar um selo do Manifesto Jovens que pensam da Bones, e queria deixar meu agradecimento ao blog dela http://bones-cinema-tv.blogspot.com/ que vê alguma qualidade em meus escritos.
Esta imagem e a corrente visam chamar a atenção para blogs com algo inteligente a dizer, portanto estamos honrados. e com o selo alguns passos a ser seguidos:
1º) Exiba a imagem do Manifesto e explique do que se trata. Tá lá em cima.
2º) Poste o link do blog que te indicou. Também fiz.
3º) Indique 10 blogs de sua preferência para fazer parte do “Jovens Que Pensam”. Aí vem algo complicado, pois por mais que existam e eu conheça muitos blogs creio que minha lista só terá 6 que eu acho muito interessantes:
O western surgiu no cinema com o Grande Roubo de Trem de 1905, é O gênero cinematográfico americano com méritos, suas histórias passavam em no Velho Oeste, uma época atemporal que se passa no século XIX, quando os índios eram expulsos e o Oeste corajosamente desbravado. Nesse cenário imaginário a luta entre o bem e o mal rolava solta, o bandido sempre com a barba por fazer, vestido de negro e com um olhar debochado e mal, o virtuoso herói tinha princípios, e havia também mocinha para se salvar, dançarinas para flertar e bang-bang no saloons... Bons tempos. Essa foi uma mitologia moderna que o cinema construiu no século XX, lembro-me de que TNT deixava o sábado inteiro para só passar faroestes de diversas épocas e estilos e eu assistia um monte dos quais nem lembro o nome, porque os faroestes pós década de 70 eram de todo ruins, ou utilizavam dos mesmos clichês para vender alguns tickets a mais na bilheteria, assim como o actionmovie, ou, seu parente mais próximo, o filme de pancadaria, o velho Oeste era m lugar só para macho e puro entretenimento. Os Imperdoáveis, é um dos melhores filmes da década de 90, talvez o melhor, e é um faroeste, na verdade considero ele o último suspiro do gênero não propriamente uma ressureição e, ao contrário dos pressupostos básicos, é um filme de uma sensibilidade absurda e melancolia extrema, na direção leve e precisa do que é o melhor diretor vivo: Clint Eastwood. Clint foi o grande astro da década de 60 e 70 do western, seus grandes trabalhos foram as parcerias com SergioLeone e os westernsSpaghetti, bebeu muito na direção deste que foi seu amigo; Grande planos, músicas lentas, e explosões de violência em momentos chaves, mas não é isso que torna Os imperdoáveis um clássico, e sim a maneira como em uma espécie de nostalgia ele, enquanto filme, relembra todas as glórias do gênero ao mesmo tempo que subverte elas. Os imperdoáveis é no fundo um celebração sobre a morte do faroeste. A história é bem simples: William Munny (Clint Eastwood), um antigo assassino aceita ir atrás de dois bandidos que esfaquearam uma mulher em troca de uma recompensa, para isso ele conta com dois parceiros Ned (Morgan Freeman) seu antigo parceiro,e o filho de antigo amigo, e em seu encalço um xerife barra-pesada (Gene Hackman, que ganhou o Oscar por sua atuação no filme) que quer a lei em sua cidade custe o que custar. Toda aquela glória das aventuras de sábado acaba no chão: William conduz uma fazenda na qual a grande aventura é separar porcos saudáveis dos dentes, não consegue montar no cavalo ou atirar direito. A mulher esfaqueada não é uma donzela em apuros e sim uma prostitua querendo vingança, o xerife utiliza a violência em uma espécie de fascismo, e espanca indivíduos desarmados nas ruas, não honra nesse mundo, Ned não consegue atirar em um homem mais, e o moleque tem que assassinar o bandido enquanto ele defeca, o próprio William tenta ser um omem de bem, sendo que fora uma assassino de mulheres e crianças no passado, atormentado pelas mortes que provocou, pela morte da mulher e por seu instintoalcoolatra que o assombra. No final a punição para os imperdoáveischega aquele que nada tinha feito,e isso desperta a ira de Munny, desperto pelo álcool ele chachina o saloon inteiro e relata "que sempre d]tivera sorte para matar pessoas". Assustadora presença de Clint em tela, todo resignado, e aterrorizante em seus últimos momentos. Um filme para sempre.
Depois de tanto tempo, finalmente achei um modo decente de criticar Ghost Opera, o mais novo álbum do Kamelot(2007). Ghost Opera começa com um instrumental baseado inteiramente no violino(Solitaire), que gera um sentimento de calma nos ouvintes antes do puro metal que se segue, começando com "Rule the World". Este novo álbum de Kamelot não tem um "momento lento" como os outros, até mesmo a dita Solitaire tem um ritmo rápido e ativo, que não deixa com que qualquer um que curta o gênero não se impressione ou sequer fique parado. A lista de músicas é a que se segue:
1- Solitaire: A introdução do violino no album. Extremamente penetrante, quase impossível de ser esquecida por quem é fã 2- Rule The World: Uma música que, em minha opinião, serve para aquecer a pessoa para o resto do disco; isto porque o tema se destaca entre o resto do CD, sendo mais superficial, e tratando da agonia humana e a psique. 3- Ghost Opera: A introdução do disco... literalmente. Apenas a frase "Welcome All to Curtain Fall, At The Opera..." já dá um toque especial para a temática clássica das operas e teatros. 4- The Human Stain: Uma música que mostra a realidade da vida através de metáforas. Penetrante pela letra cética e com ritmo macabro que representa o ritmo da vida em si. 5- Blücher: Uma visão pessimista de um mundo caótico, baseada na lembrança de uma pessoa não designada na música 6- Love You To Death: Uma história dramática(na minha opinião muito bonita) e romântica. 7- Up Trough the Ashes: Não consegui examinar direito esta música, então ao invés de falar algo de errado, não falo nada. 8- Mourning Star: A esperança de uma salvação vinda de alguém que se dá por entender sendo um soldado em campo de batalha. 9- Silence of The Darkness: Música com ritmo memorável e pesado, com um solo de teclado inovador à banda. 10- Anthem: Esta música foi dedicada ao filho de Khan, Gabriel. Fala da vida e sua representação através de uma canção, ou hino("How would I praise it's worth with a hymn?") 11- EdenEcho: Ecos do Éden. Representação do Coração Partido indignado, um clamor à alma-gêmea. 12- Pendulous Fall: Motivação, ou Pessimismo? Ambos! Uma alma pessimista e uma idéia motivadora.
Ghost Opera é marcado como o início da nova era de Kamelot, e foi adorado pelas críticas internacionais em todo lugar. Agora, cabe a nós fans esperarmos mais ótimos trabalhos como este por vir.
Vamos filtrar tudo que escutei: Crítica A - Acho o filme bom, e nunca leu os quadrinhos. Crítica B - Achou a melhor adaptação dos quadrinhos que já fora feita. Crítica C - Renomeada no Brasil, achou o filme lindo visualmente, sonoramente, e em outras características técnicas, mas ela bateu na tecla de que ele não tem personalidade e há algumas paredes de concreto entre o espectador e o filme. Crítica D - Elogiou para caramba como B, e se preocupou com a complexidade da trama para o leigo que vai no cinema procurando diversão Crítica E - Gostou do filme e diz que é filme para fã. Fórum do fã clube do Watchmen - Adoraram e se divertem ao criticar o que ficou de fora! Por que essa revisão de outras críticas? Por que o filme desde de que anunciado foi um dos mais aguardados deste ano, depois de Watchmen temos a ressureição de Jornada nas estrelas e o sexto Harry Potter como filme-evento esse ano, mas acho que estes não batem em expectativa, então a queda poderia ser muito grande com relação a este. Na verdade eu estava esperando mais pedras e tochas nas mãos dos críticos, e muito mais entusiasmo por parte dos fãs, uma expressão que não me sai da cabeça é de um fã do quadrinho scomparando a versão cinematográfica com um filme de arte iraniano.. Não sei se isso é bom ou mal, mas o fato de que cada um tem uma visão da obra e salienta para o bem ou mal seus pontos marcantes aponta para certa personalidade do filme. Sou suspeito para falar, mas adorei o filme, acho que não supera o Cavaleiro das trevas mas chega a bater na trave, para utilizar uma expressão bem brasileria. A trama, para quem não conhece, gira em torno do assassinato de Edward Bake, que por durante 4 décadas foi um herói violento chamado O comediante. Em uma América alternativa, em que Nixon é o presidente pela 5ª vez, o Vietnã foi vencido pelos americanos, e o perigo de cataclisma nuclear provocado pela guerra fria é cada vez mais iminente, os heróis chegaram a existir mas foram banidos e rebaixados a fora-da-lei (como na Guerra civilatual da Marvel), os únicos a ativa é o único super-herói com poderes Dr. Manhattan, que trabalha para o governo e Roscharch que é um sociopata renegado, este último que representa o que estaria mais perto do nosso conceito de super-herói, começa uma investigação para descobrir o que aconteceu com o Comediante, e a partir daí a história começa a crescer em grau, número e gênero, até seu final ironicamente subversivo. Um ponto em que todos percebem é se o filme, enquanto obra cinematográfica, pode ser assistido por todos e plenamente compreeendido. E eu digo: Não! Me passaram todos os tipos de perigos na transposição desta obra arte arte o cinema, e eu tinha certeza que não seria a revolução que ela representa para os quadrinhos em formato widescreen, não tem como, pois as técnicas que ela inovara (flashback, 32 páginas, inclusão de partes textuais dentro da revista, heróis humanos) não são reproduzíveis ou já foram incorporadas como "normais" dentro da cultura pop do século XIX, mas pelo poder da história, daria um bom filme sendo que o perigo maior seria a estilística da slowmotion do diretor em demasia ou a simplificação da história para algo acessível para todo o público.Quanto ao primeiro perigo, ele está se tornando um mestre em slowmotion, ninguém nem falou do excesso, porque não dá nem para notar, agora o que todos a crítica que todos fazem é o fato o filme não ser fácil! Não teria como ser. Muitos filmes do David Lynch, do circuito que não é comercial, e os filmes arte iraniano (?!) também não são, mas ninguém critica isso porque é parte da obra. Na verdade eu fiquei surpreso ao ver a história sendo respeitada incluindo sua abertura para tantos enredos que se cruzam, a história principal é até bem simples, mas a graça do filme amoralidade destes personagens e da história em si. O anti-herói aqui é mais presente em qualquer outra obra e os choques que o filme proporciona é quase brutal, pois o nivel de violência chega ao extremo no filme, como parte dessa caricatura-séria que ele passa do que é ser um super-herói, pessoas com disturbios mentais, que querem aventura e até usam isso como estimulante sexual. Nesses ponto a Hq bate até mais forte, mas é uma coisa que o filme não podia simplesmente ignorar Então eu me surpreendo ao ver um filme comercial, seguir uma linha que não deve agradar a todos, mas há muita gente que vai louvar o filme e vai querer ler a Hq. Eu acho que todos que gostam de cinema devem ver, e até os que não gostam de quadrinhos devem ler, e se os filmes de arte iranianos forem como Watchmen devemos fazer uma mostra o mais rápido possível.
Ontem assistiMilk, um filme com uma direção e atuaçõesótimas. SeanPenn que sempre fez o papel do durão, amargurado e beberrão (sempre ótimo) encarna aqui o frágil personagem real HarveyMilk, o primeiro político gay a ser eleito para um posto público em 1977, no auge da violência contra o homossexualismo nos Eua, e não preciso dizer que ele faz com uma genialidade que só ele consegue transmitir. Essa parte da história é extremamente bem retratada pelos demais coadjuvantes do filme (James Franco, EmilieHirsh, Diego Luna e outros mais). Em resumo o filme é ótimo e toca em um assunto que transcende a especificidade do tema do homossexualismo (alias agora é fichinha ver filmes do assunto nos cinemas) e vai argumentar em torno de todos os preconceitos de uma geração, e toda a falta de liberdade que atormenta a humanidade em um geral, parece até brincadeira quando um republicano diz que vai proibir que professores gayslecionem pois eles querem influenciar as crianças para construir um exército, ou quando a senhorita Amy vai a rede nacional defender que ama os homossexuais, por isso ela deve castigá-los para reeducá-los. Para a salvação! Mas não é brincadeira, ainda vemos muito disso em tempos modernos, tenho muitos amigos gays, alias, são ótimas pessoas para quem tiver dúvida e a Igreja Universal diz que ele vão arder no Inferno... Voltando ao assunto do filme, cheguei em casa para ver notícias relacionadas. Críticas, opiniões, o de sempre e o que encontrei foi o fato do dublador oficial de SeanPenn se recusar a dublá-lo, pois é um pastor evangélico. Tudo a ver, não? Tomara que o SeanPenn não descubra isso, como sabem, ele não é agradável bravo.
Eu não vi Quem quer se um milionário?, pois me recuso a ver filmes na internet do meu computador, estraga tudo! Mas assim que estrear estarei na fila com muitas expectativas (antes ainda assim eu vou ver o Watchmen com o triplo de expectativas) para ver o filme, me lembro de assim que no dia que saiu as indicações para o Globo de Ouro, eu ter ficado muito interessado no Benjamin Button, e já estar antecipando a briga com o revolutionary Road, quando notei que era um filme chato e fora de lugar na história, achei que o favorito seria o filme do Bard Pitt, pois por mais estranho que fosse, todo o mundo estava gostando, e com méritos. Mas eis que surge um filme feito por um diretor que é conhecido apenas por um filme, passado na India e com uma produção modesta, não era o que eu considerava favorito a princípio mas a lista de premiações no último mês é algo a se considerar não? Então faremos as devidas considerações quando nós assistirmos o filme, com relação a cerimônia: - Hugh Jackman ia cantar com toda a certeza, mas por um momento achei que ele tentaria dar uma de comediante, aind abem que não e espero vê-lo em outras cerimônias´. - Eu não entendi o Ben Stiller até agora, e estou procurando na internete a explicação da piada, porém estou começando a achar que estava sob efeito de alucinógenos. - Não vi nenhum vestido feio, o que me deixou triste. - apesar de achar que wall-e e Dark Knight (ingorado completamente nas categorias principais, o que eu ainda acho um ultraje) mereciam um pouco mais, contudo com a contabilidade abaixo: Quem quer ser um milionário - 8 Curioso caso de Bnjamin Button - 3 Milk - 2 Cavaleiro das Trevas - 2 O leitor - 1 Wall-e - 1 A duquesa - 1
Nota-se que foi um massacre. Fiquei muito feliz com a Kate, Já merecia por pecados íntimos, pelo reconhecimento do Heath Ledger, e no fundo, no fundo queria que Viola Davis tivesse ganhado por Dúvida, mas não é exagero a Penelope Cruz. O que eu realmente não enetendo e continuarei não entendendo, é o Oscar de Filme Estrangeiro que parece ser no uni-duni-dê. Vida dos Outros não é melhor que o Labirinto do Fauno, e também não vai ficar na história mais que esse. departures foi tirado não sei de que parte do Japão, e Valsa com Bashir ignorado esse ano!!!!! Coisas de Oscar.
Esta Obra Prima de Leon Tolstoy foi transformada em filme numa produção italia/Eua em 1956 com elenco estelar, começando pela direção de King Vidor, trazia Audrey Hepburn, Henry Fonda e Mel Ferrer. O livro é ambientado em torno de 1810, um pouco antes, ou pouco depois, dividido em pontos chaves da história da conquista napoleônica em territorio Russo. Os personagens de Pedro (Pierre - no filme) e André são apresentados como vértices opostos do engajamento a guerra. Pedro é um bastardo que perambula na esfera social sem grandes ambições, que não tem intenção alguma de se juntar ao exército , enquanto Andre já se prepara para o campo de batalha apesar da esposa e dos compromissos sociais, muito embora ele o faça mais por tédio que por outros motivos. e temos a familia Rostov. Onde todos são alegres e inconsequentes, com quatro adolescentes ansiosos por batalhas e amor e aventuras, e um pai que apesar de ascendência nobre não parece apto a administração de finanças. A filha Natasha é o foco da estória. Pedro irá herdar uma fortuna casar-se-á com uma prima Helene, que se mostrará bem infiel e ele será a piada da sociedade por algum tempo. Andre partirá para a guerra deixando a mulher grávida, será capturado solto posteriormente e descobrirá que a esposa morreu no parto. Ai se sentirá culpado e buscará refugio no campo, de onde Pedro virá resgatá-lo; Quanto aos Rostov; o filho Nikolai irá para a guerra e Natasha ira connhecer Andre durante um baile e uma paixão surgirá entre eles, mas para se casarem terão que esperar um ano. Andre retomará o compromisso militar enquanto Natasha será seduzida por Anatole, irmão de Helene. Há um plano desonrar a moça, plano este que Pedro irá impedir. É nessa parte que Pedro começará a ter sentimentos pela moça. Natasha romperá seu compromisso com André envergonhada por sua quase fuga com outro e vêrá em Pedro seu apoio. Nesse período a invasão de Napoleão é iminente e Pedro partirá para o front para "assistir" a guerra. Claro que ele acabará se envolvendo e mudando sua forma de pensar em algum momento... então ele decidirá tentar matar Napoleão, ele mesmo. claro que ele será capturado, jogado numa cela e acabará fazendo amizade com um outro personagem Platão, que não vê a vida como algo tão complicado e sim como algo a ser amado intensamente. Pedro será libertado eventualmente. Enquanto isso, a familia Rostov ajudará feridos de guerra e dentre eles estará Andre, ele perdoará Natasha mas morrer em seguida. O filho mais novo dos Rostovs tambem morrerá em combate.Outra vitima será Helene, mulher de Pedro. E no final, quando Natasha e Pedro se reencontrarem estão prontos para se casar.´
Uma novela muito comprida mas deliciosa de se acompanhar, ainda que ,por vezes, sejam cansativas as partes onde os personagens discutem sobre existência e politica.
Sobre o filme: são 3h 28min de filme que passam voando. Henry no papel de Pierre (Pedro no livro) já conquista nas primeiras cenas onde ele é a ponte entre os Rostova e Andrei, interpretado por Mel Ferrer. Audrey assume a pequena Natasha, apaixonada pela vida, que despreza o amor até se apaixonar primeiro por Andrei e depois por Anatole e que descobre a culpa após desmanchar o noivado por carta. do elenco ainda se destacam a bela Anita Ekberg como Helene, a esposa interesseira e infiel de Pierre que também é irmã de Anatole. Herbert Lom é um Napoleão bem convincente. Vittorio Gassman dá vida a Anatole e John MIlls é Platon Karataev a quem Pierre conhece enquanto prisioneiro: na cena de sua morte ele olha para o soldado e diz: "voce tambem está com medo?" Oscar Homolka quem interpreta o general Kutuzov recebeu uma indicação ao golden globe pelo papel - é o sujeito que vive dizendo "recuem"-
O filme ganhou o Golden Globe como melhor filme de produção estrangeira (Itália) e concorreu ainda em ator coadjuvante, atriz, diretor e filme. No Oscar recebeu indicações para Diretor , fotografia e figurino
Por comparação acredito que filme e livro sejam equivalentes. A excelente direção, a fotografia e a imensidão das imagens tornam o filme belissimo visualmente. Os personagens são admiravelmente interpretados , as cenas de batalha emocionam e a estória segue o livro bem de perto . Como curiosidade vale ressaltar que Audrey e Mel eram casados na época. Em DVD pela Paramount-DVD- Collection Guerra e Paz - 1956 livre - colorido - 208 minutos trailer.
Coraline é um filme extraordinário, que é a adaptação de um texto literário do não menos extraordinário Neil Gaiman. Na história Coraline é uma menina curiosa, como muitas outras, que tem pais que não estão nem aí para ela, como a maioria das crianças e que acha uma dimensão paralela atrás de uma parede, onde existe um mundo mais colorido, mais legal em todos os sentidos e lá ela tem "outros pais" mais legais também, como em qualquer história. O único porém é que ninguém tem olhos e sim botões no lugar destes. Vindo da mente do criador do Sandman, o texto simples do livro é um conto de fadas macabro fortemente ancorado naquela história bonitinha da Alice, que se tornou muitas coisas em suas adaptações para a tela do cinema, menos o clima surreal e macabro do original de Lewis Carrol. Coraline assim como sua tataravó Alice, poderia ter se tornado um filme bonitinho para crianças de todas as idades, mas eu não acho aconselhável levar uma criança muita pequena, pois esre sim é um filme de horror para crianças, um conto de fadas bizarro e muuuuuito bom.
Estamos falando de Henry Sellick, o cara que dirigiu o Estranho Mundo de Jack (não! não foi Tim Burton), que dentro do mundo cada vez mais complexo das animações, é um diretor de ponta. "Mas quem dirige animação, não é diretor!", vai dizer qualquer toupeira que ache que sabe algo de filme, como esta que escreve, e esta aqui vai dizer: Anta! Quando você vê a abertura de Coraline você nota toda a sutileza e técnica de Henry, ao transformar a construção de uma boneca, numa cena apavorante. Sério qualquer criancinha vai ter pesadelos se for assistir o filme, ou se somente ver esta cena, ou quando um móvel de barata se joga na frente da portinha broqueando a saída da pobre Coraline, ou, até mesmo, na transformação da "outra mãe" de sua imagem boazinha, em uma bruxa anoréxica, ou em várias outras cenas em que ele conduz seu espectador a se emocionar, assustar, ou torcer por Coraline. E agora você se pergunta, por que se deter tanto tempo em detalhar uma simples animação? Por que este é um gênero que se enriquece cada vez mais a cada ano e só nos traz obras-primas ou filmes inteligentes. Antes de ver Coraline, acabei vendo o Bee-movie na tv. Bonitinho e ordinário é a melhor descrição, cada vez mais os filmes animados não se satisfazem em criar tramas bonitinhas recheadas de piadas, Madagascar fornece isso e um sub-texto mais ácido que muito filme que se centra só nisso, não adianta mais só adaptar uma história clássica, a próxima princesa da Disney será negra e não terá modos de suas antepassadas. A cada filme os limites que cada do anterior são superados. Incontestavelmente Wall-e é lindo, e a Pixar simplesmente não faz um filme ruim, só do estúdio vamos relembrar: Procurando Nemo, Incríveis, Ratatouille, Carros e agora o Wall-e. Henry Sellick dirigiu NightmareBeforeChristmas e agora este Coraline, provando que pode-se permitir a experimentação com outros gêneros. No Japão, em que a técnica de animação migra com mais facilidade para outros gêneros, fc, terror, suspense e, pasme, erótico, temos HayaoMiyazaki, o diretor de Viagem de Chiriro e Princesa Mononoke, é um mestre em criar emoções com suas histórias centradas na mitologia japonesa, SatoshiKan e sua Paprika e PerfectBlue, brinca em tornar seus filmes experimentos de tensão e força, foi até considerado o Hitchcock do animê, além de obras de peso como Akira, ou Ghostinthe shell. Como um último exemplo, o cinema de Israel neste ano trouxe uma obra-prima sobre a guerra chama Valsa com Bashir, que é um desenho! Como pode ser mais fácil fazer um desenho extraordinário do que um filme razoável? Eu não sei. Não entendo esse mundo as vezes. O que eu sei é que todo mundo tem que ver Coraline.
Ano passado estava fácil: "Onde os fracos não têm vez", seguido de perto pelo "Sangue Negro". Duas obras primas, sendo que estranhamente o mais "vanguardista" levou o prêmio máximo ( Sério, quanto mais vezes eu vejo o filme, eu noto que ele foi feito para desagradar todo mundo kkkkk). Esse ano também disputa é pesada, mais estranha que ano passado e com um franco favorito, ainda que seja um filme do Danny Boyle. Se me dissessem 10 anos atrás que Danny Boyle é franco favorito ao Oscar eu teria desacreditado, se me dissessem que o filme é uma história passada na Índia sem nenhum ator famoso eu internaria no hospício. Em todo o caso o peso pesado é o Filme SlumdogMillionaire (Quem quer ser milionário?), vindo de um livro fantástico Sua resposta vale um Bilhão, conta a história de um menino indiano semianalfabeto que ganha 20,000 rúpias em talkshow. Fraude? Sorte? Não, vivência em mundo triste, vai demorar um pouco para estrear por aqui. Do outro lado do ringue " O curioso caso de Benjamin Button", um filme que narra história de um homem que viveu de trás pra frente, basicamente. Filme lindo, veja a crítica alguns tópicos anteriores. Nunca vi disputa tao estranha, o que mostra a mutabilidade do cinema atual. Nos demais cantos o prêmio mais dado da noite está na categoria de ator coadjuvante, HeathLedger está pondo suas duas mãos no Oscar lá do além, uma porque é um trabalho de um competência incrível, e outra porque por mais que o Phillip esteja bem em Dúvida (no qual ele é protagonista e está dando uma de espertinho) não há concorrência! Ao contrário das atrizes coadjuvantes, o pessoal aposta n Penelope Cruz, eu começo e sentir o cheiro da zebra, e a Viola Davis, com uma cena só, papar esta estatueta, pois é a categoria mais aberta de toda a premiação. Em Atriz, a Academia não quer que a KateWinlet se suicide depois da cerimônia com mais uma derrota e dificilmente o MickeyRourke vai perder para o Seanpenn. Continuem chutando até a noite de domingo, pois o Oscar normalmente reserva alguma surpresa. Um abraço
Isso mesmo! Não leiam os outros críticos, eles não entenderam. (lógico que estou sendo hiperbólico, mas em um mundo regido pelo politicamente correto eu não posso pedir para não fazerem algo, senão serei um fascista). Brincadeiras à parte, o filme me supreendeu, eu esperava quatro ótimasatuações, mas não um filme com um roteiro e direção tão envolventes, que é a melhor descrição desta história. No final da década de sessenta, em uma escola de educação religiosa, a diretora Irmã Aloysius (MerylStrepp) começa a desconfiar que o padre Flynn (PhillipSeymourHoffman) molestou um menino do colégio, justamente o único aluno negro da escola, adicione isso Amy Adams, uma jovem atriz que desponta cada vez mais como uma veterana e Viola Davis que com uma única cena roubou o filme para ela e você tem um caldeirão de tensão do início ao fim. Em meio a isso tocamos nos dogmas da Igreja, o conflito entre a tradição e a inovação, a pedofilia, o homossexualismo, preconceito racial e violência familiar, o que deve ter irritado muita gente, pois nenhum desses assuntos é aprofundado dentro da obra, mas aí é que está o ponto de Dúvida, esses não são os pontos centrais do filme! O ponto de toda a discussão é a natureza da dúvida em si, como na parábola de padre Flynn ela é como várias penas voando, impossíveis de se reunir novamente ao travesseiro, perorrendo o mundo e transformando ao ponto de você não saber o que é Verdade ou ilusão, o que é bem ou mal. Em certo momento a pastor fala a Amy Adams sobre a natureza do amor, e como os outros tentam destruir isso em torno da "virtude". E o amor em sua formapura? é uma forma de justificar o ocorrido? é uma alusão ao homossexualismo? Não dá para resolver, roteiro se contrói em meio a dualidade dos discursos. Em contraposição a Flynn e a história como uma todo, esta MerylStrepp, mostrando simplesmente por que ela é a maior atriz dos gringos, em seu dragão da virtude, envolvido pela couraça da tradição, ela não permite a liberdade dentro do convento ou na escola, ela tem mais veneno que sua personagem em Diabo Veste Prada e sua acusação é completamente infundada por nenhuma prova, olhando com frieza para história, mas dentro da sala de projeção você simplesmente não consegue escolher um lado, você está junto com Amy Adams completamente atordoada pelo embate, mas ainda desperto de seus valores. Viola Davis como a mãe resignada começa encolhida, metodicamente interpretando uma mãe negra do Bronx da década de 60, mas vai em uma ascendência incrível para cima da irmã Aloysius, mostrando que ela ficaria com o filho em qualquer hipótese, mesmo que seja para aceitar a felicidade deste ao lado de um padre (?!) , parece loucura, mas o grau de veracidade é o que mais impressiona no discurso dela. A briga é muito boa entre os atores, o que acaba se tornando o grande atrativo e também a grande crítica por não haver um desenvolvimento maior da trama. O que é um estupidez, está tudo na medida certa dentro do filme. Seu filme propõem uma resolução, mas até está é posta em dúvida. Agora, passando para o lado comercial de Dúvida, ele foi muito mal lançado, seja em seu país de origem, seja aqui. O trailer basicamente já diz tudo a respeito do filme, o que ou deixa o espectador de primeira viagem querendo mais, ou afasta o público de uma obra tão bem acabada. Uma pena. Por fim vamos causar certa polêmica, a cena crucial é o confronto da diretora com a mãe do menino, o que a atuação das duas ganhou com a direçãosutil de um momento de teatralidade intensa foi grande, e há particularmente nessa sequência uma sutileza de certo cineasta sueco, que melhor trabalhou o teatro no cinema. Fiquem de olho no que John Patrick Shanley pode aprontar no cinema, pode ser uma completa viagem minha, mas os deixará com algumas dúvidas.
Parece brincadeira, mas só uns dias atrás fui assistir a esse filme. Chame de preconceito pois na época do lançamento eu escutava tanta crítica sobre o coitado que decidi que não veria de jeito nenhum . Pior pra mim! O filme realmente é bom. Centrado na morte da esposa de um diplomata na África o filme ronda pelas conspirações entre corporações e industrias farmacêuticas para adulterar relatórios e validar testes de drogas em cobaias humanas. No caso, Rachel Weisz interpreta a jovem disposta a levar a público suas descobertas, que é assassinada. Ralph Fiennes é o marido diplomata que depois da morte da mulher decide averiguar um possivel caso extraconjugal e acaba desvendando a conspiração e se tornando alvo tambem. A fotografia é belissima, o ritmo da estória alterna entre presente e passado em pontos chaves para a compreensão da motivação do personagem e nos mostra nossas próprias conclusões errôneas fazendo com que descubramos o plano no mesmo momento em que o personagem liga os pontos. O final é digno de um filme de suspense. Baseado no livro de JOHN LE CARRÉ. The constant gardener - O jardineiro fiel direção de Fernando Meirelles drama - 128 min -2005 Universal
Kurosawa foi acusado em seu próprio país, o Japão, de ter se "ocidentalizado". Sendo extremamente ignorante para com o termo, eu me perguntaria o que diabos isso significa? Creio que as diferenças cruciais entre o cinema de um país X e o de país um Y se reflete pela história cultural destes, mas quando colocamos a questão em um termo tão amplo como ocidente e oriente, estamos relativizando demais um arte tão complexa. Lógico que eu não ignorante e sei que essas críticas, eram tentativas infundadas de denegrir a imagem do mais popular dos cineastas japoneses, em termos de importância cultural e internacional somente Ozu pode ser comparado a Kurosawa. E grande obra-prima para se conhecer o diretor foi remasterizada no mês passado e lançada em dvd: Os Sete samurais. Não é propaganda para a Europa filmes, que lança muita porcaria alias, mas o filme é muito bom, quisera eu que metade dos clássicos do cinema mundial tivessem uma edição de luxo acessível assim, o que não é o caso. Este épico de 1954, em seus 202 vibrantes minutos, lança todos os recursos que ele utilizaria posteriormente em todos os seus grandes trabalhos, a história é bem simples e tem uma complexidade visual imagética, pois curiosamente Akira queria ser um pintor na adolescência, um fato do destino o fez exprimir toda sua visão pictórica em cenas de batalhas cuidadosamente coreografadas e planos abertos de um Japão Feudal muito presente na cultura nipônica. A imagem de abertura já põem em ação os elementos motrizes da trama, uma corda de vilões desce as montanhas discutindo quando saquearão o vilarejo abaixo, um agricultor escuta o plano dos vilões de voltarem no fim da colheita para saquear a aldeia, como sempre acontece, mas dessa vez os aldeões decidem resistir e mandam um pequeno grupo ao vilarejo próximo contratar um samurai para defendê-los de quarenta ladrões. Após algumas peripécias o grupo encontra um mestre samurai disposto a defendê-los e a recrutar outros dispostos. As personalidades dos demais são muito bem construídas pelo diretor que explora o choque entre elas: Temos um aprendiz disposto a ser treinado mas no impulso da juventude, o ex-parceiro do mestre, um samurai que só pensa em aperfeiçoar sua técnica, uma aventureiro alegre e um outro mais comediante que guerreiro, mas o mais extraordinário dos personagens é a figura de Kikuchiko, um homem que não se sabe bem se é um vilão, um herói, ou anti-herói, impulsivo mas honesto, poderia um ladrão ou um samurai já decadente, seus atos vão dos mais engraçados por desleixo, até seu momento mais heróico e por consequência o ápice do filme. Kurosawa consegue atingir a perfeição, lidando com imagens de batalha violentas e um drama cotidiano entre elas, um exemplo está na cena do moinho em chamas em que uma aldeã sai carregando filho e entrega a Kikuchiko antes de morrer, ele emocionado fala " Essa criança sou eu, aconteceu a mesma coisa comigo". Um talento assim não deveria ser esnobado em seu próprio país, mas foi o que aconteceu na década de 70, ele faliu e só conseguia fazer filmes com a ajuda de seus amigos de Hollywood, conseguindo produzir Ran, Kagemusha, Sonhos, Rapsódia em Agosto, o que acabou vindo para o bem. Irônico é saber que seus filmes acabaram influenciando o western americano dos anos 80, mas ninguém diz que estes foram orientalizados. Não dá para entender, né?
Estamos em um dos raros acontecimentos em que a versão brasileira é realmente muito boa ("lifecanonlybeunderstoodbackward, itmustbelivedforward") e fecha o parênteses, e também é uma das raros momentos que vi dois filmaços em seguida: O Curioso caso de Benjamin Button e A Troca. Benjamin narra a fantástica história de uma pessoa que nasceu com 80 anos e foi rejuvenescendo até a morte como um bebê, parece algo de Tim Burton, mas o diretor na verdade é David Fincher (Clube da luta; Seven, Zodíaco), que, aliás, é uma completa renovação na estilística do diretor por não deixar a narrativa densa e impactante e sim, por fazer algo mais próximo de um conto de fadas melancólico. A grande jornada do personagem de BradPitt, está em aparentar sempre algo que não é por dentro, isso não gera uma jornada psicológica de alta carga dimensional, ao contrário o ponto forte do filme está nas imagens, belamentefotografadas, de quase um século revisitado por um homem que teve a mais comum das vidas ainda que de uma maneira peculiar. Um ponto acertado foi sincronizar o evento fantástico, com outras peculiaridades dos personagens: Um homem que foi atingido sete vezes por um raio, um relojoeiro cego que construi um relógio que voltava para trás, uma mulher que nadou por 36 horas, beija-flores em alto mar, os seis graus de separações, e a lista de mistério da história é imensa o que faz o fato de um homem envelhecer ao contrário um mero detalhe à celebração da vida proposta, é como o velho diz em dado momento "nunca fiz nada muito genial, mas Deus vive me lembrando que devo dar valor a vida" ou algo do tipo, pois não sou bom para guardar citações. A história de Benjamin atravessa uma infância imolada pelo corpo doente em um asilo de velhos, em que a morte visita com uma predominância assustadora, cruza com a guerra, descobre a vida, o amor, a dor e termina envolvendo com o grande amor de sua vida, Cate Blanchet, não digo o que acontece a partir daí para não estragar surpresa de quem não assistiu, mas minha mãe chorou como um bebê, pois apesar do destino ser trágico se podemos tirar uma mensagem única do filme é a de que não importa como sua vida está, pode-se sempre mudar de direção, seja para frente ou para trás, de um lado ou para outro em busca de se aproveitar o máximo desta. As coisas sempre conspiram para uma resolução, se há um momento mais auto-explicativo é a cena em que ele narra todo o processo que leva o atropelamento de Daisy (Cate Blanchett), as casualidades que conspiram para isso não podem ser detidas, muitas vezes percebidas, nesse sentido podemos ver a Vida de Benjamin podia estar ligada de alguma maneira com o relógio que andava para trás, assim como o desastre em Nova Orleans no tempo presente não pode ser evitado, apesar de em muitos pontos do filme ele parece que não vai acontecer, enfim... nunca sabemos o que vai acontecer e o mundo é mágico no final. Agora caindo de cara na realidade temos o filme do meu herói. Sim eu adoro o Clint, seja nos faroestes, e principalmente na direção. Neste filme ele faz aquilo que ele faz melhor, que é ultrapassar o gênero em algo indescritível, podemos classificar como um drama intenso, um policial clássico ou, vulgarmente, como um filme de mulher, mas é simplesmente um filme do Clint. A troca é basicamente um filme sobre o desaparecimento de uma criança nos anos 30, e a posterior briga e desespero de uma mãe para reencontrar a criança, seria bem simples, mas tudo se complica quando a polícia de Los Angeles traz o menino de volta e simplesmente não é filho de AngelinaJolie. Essa trama não se abre para um melodrama chato, e sim para um drama complexamente delicioso. A polícia de Los Angeles é corrupta e violenta, Angelina interpreta uma mãe intrépida que está a frente de seu tempo e não é uma mocinha comportada, e sim uma mulher forte que não tem medo de confrontar o mundo que a cerca, lógico que isso vai conflitar e Angelina logo se vê em um sanatório para ser reeducada. Até aí nós temos um drama, mas a parte policial não é esquecida e um incidente do acaso começa e clarear o que poderá ter acontecido com o filho de Christine e é aterrorizante. Particularmente a cena da confissão intercalada com flashes é de uma força extraordinária, dificilmente alguém não se choca com a intensidade do relato. Quando a balança começa a mudar de lado e o assassino é finalmente encontrado, o filme começa a insinuar que aquela pode não ser a verdade e seu final esperançoso, ainda que posso ser uma falsa esperança, nos deixa mais leves ao sair da projeção, ainda há esperança quando tudo parece estar no fim? Sim é possível que o destino de Walter Collins tenha sido diferente e é isto que impulsiona a personagem no final. Incrível.
Estava aqui pensando com meus botões tudo que assisti durante o ano para fazer um balanço cinematográfico. dentre as coisas mais interessantes que vi estão o Batman, Medos públicos (eu sei que o filme é do ano retrasado, mas calhou de eu assitir em 2008, alias quem quiser pode ir no Hsbc Belas artes que ainda está passando... uma tentativa de quebrar o recorde mundil..enfim...), o Wall-E, Ensaio sobre a cegueira, e vários outros a final posso dizer que o ano de 2008 teve mais filmes bons do que ruins, ocupando a última colocação o Particulas Elementares (o quê? nunca ouviu falar? é alemão e fala sobre sexo: deprimente). E o filme incrivelmente o filme que dá título a resenha foi uma das grandes surpresas na sala de projeção, ou melhor dizendo foi a melhor surpresa do ano. Se você é fã do cinema de ação, do terror cheio de fetios especiais e muito sangue escatológico derramando de corpos esbeltos, você provavelmente vai odiar o filme assim como muitos, se você gosta de uma obra inteligente e bem construída dê uma chance já que ele saiu para locação. Estamos falando de um filme B em pleno século 21! Quem assistia esses filmes em viradas de noite, ou especiais (ataque do filme b) vai se deliciar ao mesmo tempo que vai se incomodar.Um dos pontos altos é a difícil classificação desse filme, claramente uma história de terror, mas com uma carga de drama moral assutadora (desculpe o trocadilho). fato é que eu ainda não decidi se a intenção era fazer um filme que homenageasse o gênero, ou se foi um acidente de falta de verba, mas ele vai entrar, quando for descoberto, para o hall dos melhores filmes b de todos os tempos, que honra não? Chega de enrolação. A história se passsa em uma cidadezinha no interior dos EUA, Thomas Jane vive um homem que fica preso em um shopping com seu filho quando um nevoeiro estranho desce na cidade. lógico que no nevoeiro haverá alguma coisa horrível que mata as pessoas, é um conto de Stephen King, já estragando a surpresa são insetos gigantes que estão ali para trucidar todo mundo, mas essa não é a espinha dorsal do longa, e sim o conflito que se estabelece entre as diferentes pessoas envolvidas na situação, o shopping se torna palco de uma análise naturalista sobre a caos social. Até aí teríamos um filme comum, com alguma mensagem humanitária e doses de sustos, só que o ingrediente divino do filme está na figura de Marcia Gay Harden, que é uma completa fanática religiosa no meio das pessoas, acusando o Juízo Final para toda a cidadezinha, o que se torna um vespeiro que é cada vez mais insurpotável e incomoda o espectador. Não demora muito e os sobreviventes estão divididos entre a profeta Marcia e um grupo de céticos que procura uma explicação racional liderados por Jane. Um palco desse mere um desfecho digno, e o desfecho de O Nevoeiro é a melhor conclusão que poderia ter, extreamente pertubadora e com muitas margens para interpretação, quando você pensa que acabou ele continua até chegar ao fundo do poço, e lá não sobrará nem céticos, nem fiéis, estão todos condenados. Muito bom, e o que me leva a questão de porquê os filmes de Frank Darabont só são descobertos ne telinha, mas eu vou dormir que isso sim é complexo.
Uma mulher em meio a um quarto todo avermelhado, onde os relógio marcam o tempo como uma ampulheta, acorda em meio a agonia e dor para tomar um copo da água. Essa simples cena é encenada em cinco minutos que parecem poucos segundos, tamanha a precisão do diretor em retratar a angústia. Este é Ingmar Bergman um diretor de teatro que pode ter sido o maior cineasta europeu, todos os seus filmes podem ser classificados ou como melodramas duros ou comédias de costumes, em Gritos e Sussuros que já tem como prólogo uma cena tão forte e impactante, seria fácil perder o rumo e criar somente mais uma história de melancolia, mas ele leva o espectador até o fundo do espectro da morte e da hipocrisia familiar em, pouco menos de uma hora. Quatro mulheres estão reunidas em uma mansão, a noite será fatídica, o acontecimento é a enfermidade da proprietária (HarrietAnderson), a um passo da morte, ela é ajudada pelas duas irmãs e pela fiel empregada com quem tem um vínculo sentimental. A doença, provavelmente câncer, é incurável e estamos acompanhando suas últimas horas, a partir daí ela é vista por cada uma das irmãs de maneira diferente. LivUllman interpreta a mais fútil e sensual, sua história está ligada a um caso de adultério que delineia sua personalidade. IngridThulin, sendo a mais séria e dominada pelo marido, sua história esconde no silêncio e na repressão uma conclusão explosiva e pertubadora e finalmente quando ela, em outra cena sublime, sucumbe a doença. KarioSylwan, a interprete da empregada, a traz de volta de mortos como um espelho da falsidade familiar presente até então. Um filme onde o cenário é o espaço interior dos personagens, e que leva a tensão até os seus minutos finais, não menos irônicos.
Após ler bastante e pesquisar creio que teremos um ano bem chato no cinema, vamos as minhas opiniões sobre os filmes mais aguardados, a começar pelos oscarizáveis dos próximos dias: Curioso Caso de Benjamin Button: Parece um filme extraordinário, aguardem a próxima semana para a crítica. A troca: Não sei se faço crítica desse mas sou tiete do Clint, creio que nos últimos anos nunca vi algo ruim dele. Gran Torino: Idem. Parece mais interessante que o de cima. Frost/Nixon: Eu não gosto do Ron Howard, mas vamos ver para saber. Milk: Se for tão engraçado e profundo quanto o trailer. . . Salve Geral! - Filme de Sergio Resende sobre o dia em que o PCC paralizou a cidade, considerando que o argumento vai se centrar em uma das mães que participaram da operação me parece bem fraco. X-men Origins:Wolverine - Faço a previsão de que faturará muuuuuuuuuuuuuito, o trailer está muito mais interessante que os filmes. Contudo ainda acho que os X-men deveriam ser levados mais a sério por Hollywood e vai ficar bem abaixo do quadrinho. Terminator 4 - Diversão. Transformaers 2 - diversão Watchmen- Se a Warner e a Fox não arrebentarem o traballho do Zack, podemos ter uma grande história nas telas. Star Trek - Jornada nas estrelas foi do status de cult a ultrapassado, esse filme vai devolver o sentimento de aventura que existia na geração de 60. E a série simplesmente não morrrrrrre!!!! Imaginarium of Doutor Parnasus - Temos a última atuação de Heath Ledger (de novo!!!) e é do Terry Gilliam, precisa mais para ser um sucesso independete da qualidade? Mas é Gilliam, ao menos esquisito será. Inglorius Basterds - E não é que vai sair!!!!!!!!!!! U-HU! Quentin! Quentin! Quentin! Green Zone - O primeiro filme sério sobre o Iraque. Paul Greengass. The Human Factor - Clint Eatswood, Morgan Freeman retratando Nelson Mandela logo após apartheid. Lá vem mais clássico do Clint. I love you Philip Moris - Jim Carrey está apaixonado por seu companheiro de cela Ewan McGregor. Não é comédia. The lovely Bones - Uma menina assassinada acompanha o pai no pós-vida. Peter jackson.
Para as produções européias, é um pouco mais difícil acompnhar, ams vamos tentar fazer algo de preview futuramente.
Gomorra é uma vítima da maldição do multiplot e do master-mega-neo-realismo que foi implementado no final de década de 90. Explicação 1 ! O que é multiplot? é uma tendência do cinema contemporâneo em quebrar a história em vários fios narrativos, o que é muito legal quando bem executado, pois dá uma panorama maior do contexto global. Exemplos bem-sucedidos: Traffic, Babel, Amores Perros, 21 Grams, Crash, entre muitos outros. Quando as coisas não são bem encaixadas dá Gomorra.Explicação 2: O que é master-mega-neo-realismo? Esse é uma piada minha, em que a abstração plástica de artistas como Quentin Tarantino, fez a contra-reação de filmes que tentam filmar com maior realidade possível histórias cotidianas, os exemplos acima valem, e incluem o suspense político que voltou a todo vapor nos últimos anos, a trilogia Bourne, os filmes de terror escatológicos que saem direto em dvd, e alguns super-heróis que ficam mais preocupados coma verrosimilhança do que seguir o original dos quadrinhos. é uma tendência da contemporaniedade e abrange TODAS as artes. Passado as pequenas explicações , vamos ao filme: É um filme sobre a máfia de Camorra! Isso não é mencionado a não ser no final, mas os mais experientes na linguagem cinematográfica sabem que estão assistindo um filme de máfia, os demais vão ficar perdidos se não lerem algo antes. O mais interessante é que algo extremamenteatual, de uma organização criminosa italiana que tem grande influência no mundo atual, e tem o prazer de ser discreta. O funcionamento da máquina camorrina, é demonstrado em, pelo que eu contei, 5 histórias diferentes mas podem ser mais se eu perdi alguma coisa: Dois moleques roubam um carregamento de armas, um alfaiate é contratado para lecionar para chineses, dois homens acompanham a entrada ilegal de lixo tóxico no país, uma mulher decide ficar em zona inimiga tendo o filho se aliado ao outro lado da facção, um senhor passa o dia distribuindo "mensalinhos" (não resisti) para personagens secundários e um menino quer virar badboy a todo custo (opa! seis). Parece muito bom, mas o desenvolvimento não é. A primeira cena muito bem orquestrada mostra um assassinato em uma saúna, digno de Martin Scorsese, depois o ritmo caí muito, pois o estilo de filmagem de MatioGarreo é muito cru, não deixa emoção alguma para as histórias, e não chega a ser jornalístico, parece algo mais arrastado e como estamos contado muitas histórias distintas, em muitas horas você fica perdido ou esquece que tem uma história que ainda não foi concluída, então depois de 120 minutos temos um festival de morte e tiros instantâneos nos últimos 15 minutos que encerra todas as histórias, que de tão cru, também não despertam emoção alguma... Quando José Padilha fez o Onibus 174, ele provou que um documentário pode ser emocionante e crítico ao mesmo tempo, Gomorra é a contramão. Ele é chato, as histórias dos meninos e do alfaiate são o que o filme tem de mais interessante e previsível ao mesmo tempo, apesar disso, são as mais bem construídas. O mundo é mal, já sabemos disso!
Fellini em 1963 tinha conseguido todas as glórias como diretor, já havia superado Rosselini, De Sica, assim como o Neo-realismo Italiano, e era muito mais popular que qualquer um dos citados, seu filme mais emblemático seria e é, até hoje, La dolceVitta, e obviamente ele entrou em crise existencial. Quando não há mais nada a conquistar o que fazer? Talvez tenha sido a questão que mais infernizou sua cabeça naqueles tempos, e sua resposta foi fazer um filme com base nessa crise o que resultou em um divisor de águas em sua carreira e no seu melhor filme. Seu oitavo filme, 8 1/2, em seu próprio título já reflete a brincadeira que ele levará adiante, atravessar o próprio conceito de filme, e tranformá-lo em algo indescritível. A trama é relativamente simples um diretor de cinema, interpretado por MarcelloMastroianni alter-ego de Fellini, encontra-se em uma crise artística e pessoal com seu próximo filme, perseguido pelo produtor, pela amante e pela mulher, ele perambula pela indústria cinematográfica enquanto prepara o filme, que pode ser uma comédia, um filme existencial, memorialístico e até mesmo um ficção científica! Isso não importa no mais, o filme que Marcello quer construir vai se constituindo nesse fio narrativo, em que a dimensão entre a realidade e os sonhos não é perceptível. Grande parte da genialidade por trás da história encontra-se na visão metalingüística que ele fornece sobre a arte de fazer um filme. Em certa parte a personagem diz a Marcello que não gosta do chapéu que ele está usando, e na cena o chapéu magicamente desaparece. Podemos notar que as cenas que Marcello descreve ao produtor acontecem com eles a medida que a projeção avança. esse jogo metalinguístico que já se encontra difundido em demasia na cultura cinematográfica, aqui fora pioneiro e em certo ponto era hermético nos anos 60, o que lhe deu status de filme "difícil", mas na verdade em seus 140 minutos, ele é a coisa mais engraçada que Fellini já fez! A cena mais icônica é o harém de Marcello, repleto de todas as mulheres que passaram no filme. Quando uma revolta começa, Marcello empunha um chicote para conter "suas mulheres", isso, apesar de ser claramente chauvinista, é a psiquê do personagem, é encarada entre um misto de patético com heróico. Esta é um dentre outras cenas em que o sonho entra na realidade do filme que é a idéia de um outro filme. Entendeu? Não! Então assista, pois é realmente indescritível, é uma boneca russa que não acaba.
O Dia em que a Terra Parou é considerado um clássico da ficção científica. Robert Wise fez um filme com doses certas de suspense,com uma mensagem pacifista, que serviu de inspiração para todo filme que abordasse o assunto desde então.Já a nova versão 2008 abusa dos efeitos especiais e do drama para transmitir a mensagem alien. Será que valeu a pena refilmar??? O filme de 1951 girava em torno de um Alien (Klaatu) e um super robô (Gort) que aterrisavam em Washington DC com uma mensagem e um aviso: O seres humanos deveriam aprender a viver em paz ou seriam exterminados para o bem dos outros planetas.O Alien era ferido, levado a um hospital, fugia, interagia com humanos sob disfarce para acumular informações sobre este planeta enquanto o robô aguardava a ordem final de destruição. O filme teve duas indicações para o Golden Globe e levou o premio por "melhor filme que promove o entendimento internacional"(é sério). A outra indicação era para melhor partitura. Então temos o filme Keanu de 2008 onde a mensagem é ecológica. Eles vêm salvar a Terra dos humanos malvados que estão destruindo o planeta. Klaatu é mais direto, passa menos desapercebido e o grande robô (realmente grande)é a arma que vai "detonar os humanos". Efeitos de primeira, Keanu é Keanu, claro, e tem Jaden Smith, filho de Will Smith, que, ou é um excelente ator ou um tremendo pirralho, ainda não decidi isso. Esperava um filme mais introspectivo por isso minha opinião pode ser parcial.Gort virou acessório! Valeu a pena refilmar? Não. Acho que valeu a pena assistir por diversão. O original ainda me interessa mais. Talvez se a mensagem de Klaatu tivesse mais a ver com uma certa guerra ativa no mundo teria cumprido um dever mais nobre. No momento em que os supermercados ficam empurrando sacolas de pano aos consumidores a propaganda pró ecologia já está super saturada. Mas é só uma opinião.....