terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Oscar 2011 – Os indicados

 

Saiu Hoje!!!! Eis a lista de Indicados ao Oscar

MELHOR FILME

127BRAVURACISNE NEGRODISCURSO DO REIINVERNO DA ALMA

minhas-maes-e-meu-pai-posterORIGEMREDE SOCIALTOYo-vencedor-poster

127 Horas (127 hours); Bravura Indômita (True Grit); Cisne Negro (Black Swan); Discurso do Rei (King’s Speech); Inverno da Alma (Winter’s Bone); Minhas Mães e Meu Pai (The Kids are All Right); Origem, A (Inception); Rede Social (The Social Network); Toy Story 3; Vencedor, O (The Fighter)

FILME ESTRANGEIRO

BIUTIFULdogtooth_posterIN A BETTER WORLDINCENDIESOUTSIDE THE LAW

BIUTIFUL (MEX), DOGTOOTH (GRE), IN A BETTER WORLD (DIN), INCENDIES (CAN), OUTSIDE THE LAW (ALG)

ANIMAÇÃO

TOYCOMO TREINARMAGICO

TOY STORY 3; Como treinar o seu dragão; O mágico

DOCUMENTÁRIO

ExitThroughTheGiftShop-poster gasland Inside-job-Poster restrepo-poster waste-land-poster

Exit through the Gift Stop; Gasland; Inside Job; Restrepo; Lixo Extraordinario.

 

DIRETOR

darren_aronofskyDavid-O-Russelldavid finchertom hopperjoel ethan

Daren Aronosvky (Cisne Negro); David O. Russel (O Vencedor); David Fincher (A rede Social); Tom Hooper (O discurso do Rei); Joel e Ethan Cohen (Bravura indômita)

 

ATOR

colinfirth jamesfranco javier bardem jeff bridges true grit jesse eisenberg

James Franco (127 Horas); Jeff Bridges (Bravura Indômita); Jesse Eisenberg (Rede Social); Colin Firth (Discurso do Rei); Javier Barden (Biutiful)

ATRIZ

AnnetteBening_KidsAreAllRight jennifer lawrence michelle willaims natalie portman nicole kidman

Nicole Kidman (Rabbit Hole); Natalie Portman (Cisne Negro); Michelle Williams (Blue Valentine); Annete Benning (Minhas Mães e Meu Pai); Jennifer Lawrence (Inverno da Alma)

 

ATOR COADJUVANTE

Christian-Bale-The-Fighter-16-1-11-kc geoffrey rush jeremy renner JohnHawkes_WintersBone_TalkingOscar markruffalo

Chistian Bale (O Vencedor);Geofrey Rush (Discurso do rei);John Hawkes (Inverno da alma); Mark Ruffalo (Minhas mães e meu pai); Jeremy Renner (Atração Perigosa)

 

ATRIZ COADJUVANTE

melissa leo AmyAdams_Fighter_TalkingOscar haileen jackiweaver helena bohan carter

Amy Adams (O vencedor); Melissa Leo (O vencedor); Helena Bohan Carter (Discurso do rei); Jacki Weaver (Animal Kingdom); Haileen Seinfeld (Bravura Indômita)

 

ROTEIRO ADAPATADO

127 Horas, Rede Social, Toy Story 3, Bravura Indômita, Inverno da Alma

ROTEIRO ORIGINAL

Another Year, O Vencedor, A Origem, Minhas Mães e Meu Pai, Discuso do Rei

 

DIREÇÃO DE ARTE

Alice no País das Maravilhas; Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1; A Origem; Discurso do Rei; Bravura Indômita

FIGURINO

Alice no País das Maravilhas; I am Love; Discurso do Rei; A tempestade; Bravura Indômita.

FOTOGRAFIA

Cisne Negro; A Origem; Discurso do Rei; A Rede Social; Bravura Indômita

MONTAGEM

Cisne Negro, O Vencedor, Discurso do Rei, 127 Horas, A rede Social

MAQUIAGEM

Barney’s Version, The Way Back, O Lobisomen

EFEITOS ESPECIAIS

Alice no País das Maravilhass, Harry Potter e as relíquias da morte- Parte 1, Alem da Vida, A Origem, Homem-de-ferro 2

EDIÇÃO DE SOM

A Origem, Toy Story 3, Tron – O legado, Bravura Indômita, Incontrolável.

MIXAGEM DE SOM

A Origem, Discurso do Rei, Salt, Rede Social, Bravura Indômita

TRILHA SONORA

Como treinar seu Dragão; A Origem; O Discurso do rei; 127 Horas; A Rede social

CANÇÃO

Coming Home (Country Song); I See the Light (Enrolados); If I rise (127 Horas); We belong Together (Toy Story 3)

CURTA-ANIMAÇÃO

Day & Night; Gruffalo; Let’s Pollute; The Lost Thing; Madagascar: carnet de Voyage.

CURTA-FICÇÃO

The Confession, The Crush, God of Love, Na Wewe, Wish 143

CURTA DOCUMENTÁRIO

Killing in the Name; Poster Girl; Strangers No More; Suns Comes Up; The Warriors of Quigang.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Belas Artes – São Paulo perde mais um cinema

belasartes1981

Juro não ter entendido a posição do HSBC em Março do ano passado. Um banco que ainda não perdeu a alcunha de ter substituído o Bamerindus (pois tanto eu quanto outras pessoas da geração de 90 ainda canta a musiquinha do extinto banco), deveria se orgulhar de divulgar seu nome em outras mídias.

Quando íamos ao Belas Artes quando ainda em patrocínio, ou falávamos “vamos ao HSBC” ou “Vamos ao Hsbc Belas Artes”, mas nunca só chamava-o de Belas Artes, durante ao ano que passou tive muitas dificuldades em retomar esse nome e com muito pesar consegui, pois o que mais queria era ver outro patrocinador estampado na faixada da Consolação, só assim haveria segurança, durante a Mostra 2010 um apanhado de pessoas fortes ameaçou bancar o patrocínio do cinema e notícias recentes informam que até um patrocinador tinha sido definido e pulou fora na reta final. Tudo isso são fragmentos de notícias que pululam em nossa frente, mas o final fora anunciado a dois dias o Belas Artes fechará as portas em 27 de janeiro, sendo substituído por mais uma loja que alugara o espaço, pois São Paulo precisa de mais uma loja e menos um cinema.

Dentre as sala de São Paulo, Belas Artes era o melhor cinema, em preço, em títulos, em especiais e no atendimento. Fora lá que fazia minha temporada de Oscar durante Janeiro/Fevereiro. Fora lá que vi o Sétimo Selo na telona, em qualidade impecável no Cineclube. Me surpreendi com Lúcia e Sexo. Me rendi a Piaf – Um Hino ao amor. Vi uma sala cheia gargalhar em consonância com Pequena Miss Sunshine. Vi uma sala se irritar com o onírico (Medos Privados em Lugares Públicos) e as vezes é única sala exibindo um filme que só sairia em DVD (Desejo e Perigo demorou 2 anos para ser exibido e só veio para o Brasil porque  Belas Artes exibiria). O acervo do Belas Artes trazia certeza de exibir tanto Almodóvar e Woody Allen, quanto Gaspar Noé e Michel Haneke. Temos filmes desconhecidos quanto alguns cults modernos como A Origem ou Sin City.  Havia espaço para todos os filmes sendo o único critério é ser no mínimo interessante. E o Noitão de cinema em São Paulo era lá, pode até ter cópias no momento mas quem começou isso foi o Belas.

Tudo isso acaba no final desse mês. Como só um espectador desse drama não posso fazer mais críticas, mas realmente não entendo porque ninguém se tornou o novo patrocinador do cinema (Sesc e Imprensa Oficial. Os maiores difusores de cultura em São Paulo. Por que não adotar o cinema também?). Ano passado o Gemini já fechara as portas, Marabá fora comparado Playarte alguns anos antes. Dentre os cinema alternativos quais são os próximos? Cinema da Vila? Reserva Cultural? CineSESC? Dentre estes os únicos mais ou menos seguros me parecem Espaço Unibanco da Augusta e o Cine Cultura, mas o cinema alternativo não pode ficar somente nestes dois circuitos.

É com pesar e tristeza que escrevo este post me despedindo do Belas Artes e todos os grandes momentos que tive com ele.

belasartes2010

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2011 – O que esperar no cinema?

 

Um ano novo começa então v ou fazer algumas apostas das grandes apostas desse ano. Ou seja pausa no top de novo. kkkk. Para ver o trailer basta clicar no nome

OS CANDIDATOS A ESTATUETAS

Pelos próximos dois meses teremos algumas certezas de grandes filmes em função das premiações americanas e européias. O novo trabalho de Joel e Ethan Cohen, volta ao western de raiz com o habitual humor negro, é a refilmagem de um clássico de John Wayne, com Jeff Bridges melhor do que nunca na pele de um xerife alcoólatra. espero muito de Bravura Indômita que chega dia 21 aqui. Cisne Negro é um filme do Daren Aronovsky muito similar ao Réquiem para um sonho, é uma viagem psicológica e um filme que segue o rigor do balé. 127 Horas, traz o grande Danny Boyle retratando a história real de alpinista que ficou preso numa montanha por vários dias até tomar uma decisão trágica. Inverno da Alma, é um filme sombrio que sobre a pobreza no Norte dos Estados Unidos. Uma garota de 17 anos tem que achar o corpo do pai, um traficante da área, para não perder a casa que abriga seus dois irmãos pequenos e a mãe doente, entretanto seus próprios familiares não querem que a verdade seja descoberta. Até o momento foi o drama do ano destes que estão no páreo. Ainda há O Vencedor, drama de superação com Mark Whalberg e Christian Bale. E O Discurso do Rei, comédia dramática com o sempre ótimo Colin Firth.

Dentre aqueles não são americanos ou ingleses, devemos receber logo: O novo drama de Iñarritu, Biutiful, sobre um homem á beira da morte (Javier Barden) que precisa rever sua vida, agora sem os roteiros caleidoscópicos de seu parceira Guillermo Arriaga. O ganhador da Palma de Ouro 2010, Tio Boomie, uma fábula que quem assistiu diz ser inesquecível. E o grande filme francês de 2010, Deuses e Homens de Xavier Beauvoir. Mias pra frente há um filme coreano ao qual espero muito: Poesia de Lee Chang-dong, uma meditação sobre a vida que fez muito sucesso na última mostra, mas infelizmente não consegui ver. O novo filme de Lars Von Trier, Melancholia, uma história do fim do mundo vista por quem está terra, muito parecido com o roteiro de O Sacrifício de Tartovsky, mas conhecendo o gênio do dinamarquês pode ser algo bom ou uma bomba gigante. E o novo filme de Almodóvar, Pele que Habito, cineasta que está sempre melhor mantém o roteiro em sigilo mas o segundo o próprio é seu roteiro mais forte e vai marcar o reencontro com Antônio Bandeiras. Gaspar Noé também tem novo filme que deve chegar esse ano aqui, Soudain La vide, é uma viagem LSD…parece que literalmente.

BLOCKBUSTER’S NO MEIO DO ANO

Logo após a temporada de premiações temos os filmes que se pretendem “arrasa-quarteirão”. Nesse ano um é com certeza o filme do ano, o final de Harry Potter, está marcado para Julho e todos os fãs estão com contadores ansiosamente aguardando. Esse ano será bem fortuito com relação aos super-heróis: O Lanterna-Verde mostrou um trailer simpático, Thor continua me deixando assustado com o Kenneth Branagh pode ter aprontado com o herói nórdico. Capitão América – O Primeiro Vingador, ainda é um mistério mas se não acabarem com a história deve ser no mínimo interessante. Ainda destaco Super 8, projeto ainda secreto de J.J. Abrams (Star Trek), é um filme partindo de uma ideia original dele e o cara que criou Alias, Fringe e Lost costuma ter ideias boas. Contudo dois filmes que acho que serão melhores do que seus trailers são Battle: Los Angeles, que parece no mínimo divertido, contudo o Aaron Eckhart escolhe bons projetos para se envolver e parte do roteiro já vazou no plagio descarado do péssimo Skyline, em que tudo está errado. E Priest, a adaptação do mangá, parece visualmente melhor do que eu imaginei a princípio.

APOSTAS PARA DECEPÇÃO DO ANO

Aproveitando continuemos nos blockbusters com aquilo que eu aposto que é ruim ou irrelevante: Amanhecer – Parte 1, é lógico que vai fazer sucesso entre os fãs e vai bater recordes, mas ao contrário de outras séries ninguém está interessado em fazer algo minimamente bom em termos artísticos, então… Piratas do Caribe 4, é o filme que estréia o quadro; PRA QUE MAIS UM?!? As duas continuações do original já foram mais fracas, esse então... Aproveitando vem por aí também, Pequeno espiões 4, que já devem estar casando e Premonição 5, que prova que a morte está realmente sem nada o que fazer, alias, ela é um inimigo imortal (!) acho que vou ver continuações até meus 80 anos… Eu já perdi a esperança de ver um filme bom dos X-men enquanto a Fox estiver com os direitos, X-MEN: First Class não me inspira confiança, nem mesmo mais um reboot em Planeta dos Macacos, que deveria ter ficado no primeiro e só. Agora haverá um prequel: Rise of the Apes. Agora nós temos as coisas ruins que não se importam em ser boas, mas isso é a proposta: Piranha 3DD, com essa hipérbole no nome deve trazer maiores piranhas, peitos, sangue, pessoas nuas e muito mais gore. Uma série que por mais que cada filme tenha 2:30 não se importa em ter um roteiro são os Transformers, no terceiro capítulo Dark side of the moon (que original) fato é que só os carros se transformando em robozões movimenta as platéias.

FILMES MAIS ESPERADOS POR MIM

Logo de cara aposto em Joe Wright, um diretor muito interessante liderando uma atriz mirim muito boa em Hanna. Ainda no começo do ano Zack Snider apresenta a sua primeira história original muito similar a famosa Alice, inspiração da maioria dos mundos mágicos-góticos contemporâneos com Sucker Punch – Mundo Surreal, visual tem, contudo Zack normalmente fica devendo na dramaturgia das personagens.

A volta de três grandes cineastas também é muito aguardada: Terrence Mallick, que volta e meia some, traz seu ainda obscuro Árvore da Vida, Soddenberg volta à la Traffic com elenco gigante e uma história cruzada sobre uma epidemia que atinge níveis globais em Contagion, e mais aguardado por mim e também ainda obscuro a volta de Andrew Niccol em Now, o diretor criou um clássico de FC moderna em Gattaca escreveu o Show de Truman, e ainda apresentou o subversivo Senhor das Armas como último trabalho.

No final do ano temos três grandes com projetos que tem tudo para ser fantásticos: Clint Eastwood volta aos dramas históricos com J.Edgar, a biografia do polêmico chefe do FBI, que ele já alfinetara em A Troca. Steven Spielberg volta as telas com a primeira adaptação do detetive belga em Tintin e o segredo Licorne. E o mais esperado é a adaptação cinematográfica de um dos meus livros juvenis preferidos: A Invenção de Hugo Cabret, por Martin Scorsese.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

21 – Pequena Miss Sunshine

 

pequena miss sunshine EUA. 2006. Direção: Jonathan Dayton/Valerie Faris. Elenco: Greg Keener, Toni Colette, Abigail Breslin, Paul Dano, Steve Carrel e Alan Arkin.

A revitalização do cinema independente americano foi um dos pontos chaves dessa última década. Sundance cresce em importância a cada ano e sempre revela três ou quatro obras relevantes para o cinema como um todo. Em 2010 especificamente um filme extraordinário, que ainda não chegou por aqui, foi lançado por lá: Inverno da Alma (Winter’s Bone), que dentro de sotaques complicados, um produção simples e uma atuação fortíssima de Jeniffer Lawrence mostra o lado pobre da América “Terra da liberdade”. Seu mundo sombrio já criou inimigos ferrenhos e fãs ardosos, como esse que escreve. Mas escreverei sobre esse filme um outro dia. Esse olhar carinhoso para qual os filmes independentes americanos tem hoje, é possível em função da crise que limitou e continua limitando a produção de filmes nos States, que só em 2010 caiu 33%,e  também devido ao sucesso de público e crítica dessa pequena joinha ao lado que é o marco histórico da retomada do gênero de Cassavetes.

O filme é um acerto estético do começo pelo casal de diretores, há planos cuidados milimetricamente que são pura poesia, como a abertura e outros de pura improvisação natural como a cena final da dança. A transição é precisa que isso passa desapercebido. O roteiro também combina questão dramática com a mais pura comédia. E as atuações são todas excelentes: Keener e Colete, que já estão na estrada dos independentes há tempos, estão seguros nos papéis principais, mas eles são aquele tipo de atores que vocês sabe que vai ver uma ótima atuação. O time de coadjuvantes rouba a cena, Steve Carrel como o professor-homossexual-suicida deu a melhor atuação de sua carreira até o momento, Alan Arkin foi redescoberto como o avó-tarado-viciado-em-heroína, laureado com justiças em muitas premiações por sua atuação neste. As surpresas são a jovem Breslin, como a menina-gordinha-disputando-um-concurso-de-miss-sunshine e o jovem Paul Dano (que no futuro daria uma atuação ainda mais assombrosa no poderoso Sangue Negro) como o adolescente-filosófico-mudo… por escolha.

A história para quem esteve fora dos cinemas nos últimos 4 anos narra as desventuras dessa família disfuncional cruzando o país para levar a caçula para o concurso de miss.  A viagem é hilária dentro da Kombi amarela que não tem quase marchas, uma lavação de roupa suja que não tenta mostrar a família americana que se ama, e sim a família real que tem que se suportar. Não dava muita coisa para o filme até vê-lo no cinema pouco depois de sua estréia, e posso garantir, estava num cinema lotado e nunca vi um cinema rir tanto em conjunto e consonância, nem mesmo na comédia escrachada mais idiota. A diversão inteligente sempre supera a comédia forçada. Mas enfim, como não simpatizar com Breslin dançando?

 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

22 – Curioso Caso de Benjamin Button

 

curioso caso EUA. 2008. Direção: David Fincher. Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Taraji P. Henson, Tilda Switon.

Eric Roth encantou o mundo com o roteiro fantástico do não menos fantástico Forrest Gump – o Contador de Histórias. O estilo dessa história específica combinava humor, drama, comédia e tragédia em uma estrutura de aventura mas ao mesmo tempo fechada dentro da vida do menino corredor Forrest. 14 anos após ele trouxe uma outra ideia parecida a princípio, mas totalmente diferente em sua constituição: Benjamin Button é uma fábula de um homem também, mas ao contrário de Forrest que passou por todos os eventos importantes americanos anonimamente e ingenuamente, Benjamin não passa por nenhum evento significativo só olha de relance pois ele é o mais normal dos seres apesar de sua curiosa anomalia. Levado a vida por Brad Pitt com um sotaque de interior, calmo e seguro Benjamin é um grande filme de David Fincher, mas deve muito a esse grande roteirista, aqui com Robin Swicord, que fica muitas vezes no anonimato, mas vale lembrar que é dele os roteiros de Encantador de Cavalos, Ali, o Bom Pastor e do melhor Michael Mann, O informante. E tais como todos os outros, essa história defende uma tese muito específica e sinistra.

Benjamin Button nasce no final da primeira guerra mundial, fora abandonado pelo pai em um asilo por ser diferente dos outros: Parecia um velho próximo da morte, tal sua aparência e deterioração física. Criado por Queenie no asilo Benjamin começa a “rejuvenescer”, crescendo ao contrário de todos. Passa pela Segunda Guerra e sobrevive, descobre quem foi o pai, reencontra o grande amor, ou seja, vive a vida mais normal e simples do mundo. Contudo a condição de Button não é mágica, ele não é uma espécie de imortal só por rejuvenescer, somente seu definhamento será diferente do nosso. O final é igual para todos.

Por viver em um asilo, lutar na guerra e mesmo viver entre as pessoas, basicamente todos os personagens padecem de alguma forma no filme, seja em cena ou no simples comentário de um personagem. Em cena emblemática Button leva seu pai moribundo para ver o pôr-do-sol, enquanto em off, explica “Você pode xingar. Amaldiçoar… mas no final você tem que aceitar.”. Mais interessante é não usar isso para prometer a eternidade ou insinuar a felicidade, o filme é centrado em um aspecto analítico e terreno do que é a morte. Demorei um pouco para perceber como isso é a força motriz do filme porque não é tão óbvio a princípio, talvez porque essa história que flerte tão próxima dessa força tão sinistra, o faça com o intuito de promover a vida. Seria um pensamento muito estranho? Creio que não. Dentro da estrutura do filme a história de Benjamin está sendo contada para sua filha, seu recado para ela é belamente ilustrado nesse trecho. Belamente escrito por Roth e milimetricamente preciso por Fincher. Temos que aproveitar a vida.

23 - Medos Privados em Lugares Públicos (2006)

 

medos públicos França. Direção: Alain Resnais. Elenco: André Dussolier, Sabine Azéma, Pierre Arditi, Isabelle Carré.

Vocês sabiam que Cavaleiros do Zodíaco não foi um sucesso no Japão quando em sua estréia em 1986 até foi cancelado em 1991 em função da audiência? Contudo quando foi lançado para o mercado ocidental se tornou um fenômeno e principalmente aqui no Brasil, tanto que posso dizer que faço parte da geração que curtiu as aventuras de Seiya. As pessoas que seguem o que escrevo sabem que as pontes que faço tanto aqui n’O Espanador são um tanto quanto improváveis, contudo creio que estou fazendo a maior insanidade escrita ao começar este post de um filme cult francês com um anime popular da década de 90. Mas o fato que quero salientar não é nenhuma comparação estético-artística entre as duas obras, mas sim de fenômenos entre o público. Se cavaleiros ainda passa toda a manhã desde seu lançamento em meados da década de 90, Medos Privados é recorde de público do Belas Artes desde meados de 2007 quando foi lançado.

Por que esse fascínio? Posso garantir que Medos Privados (Coeurs) fora um filme praticamente normal em seu país de origem, logicamente que foi um sucesso devido ao renome do mestre francês Alain Resnais, tanto quanto qualquer lançamento de um Martin Scorsese ou Woody Allen mobilizam a crítica mesmo que não estejam em seus melhores momentos. Entretanto nos países ocidentais ele foi igualmente bem visto, e 3 anos e meio depois ainda é sessão garantida em São Paulo, e olha que no dia de hoje acabei de consultar para saber se está passando. Dentre a obra de Resnais é um filme muito mais “normal” que as evoluções estéticas da década de 60 ou do recente Ervas Daninhas.

A trama…bem… Não existe basicamente uma linha narrativa única. São seis personagens vagando por uma Paris em neve, cada um com sua solidão e desejos de amor. Se há uma linha narrativa que une parte deles, é Thierry (o grande André Dussolier), que tem uma secretária recatada (Sabine Azéma) que de noite cuida de enfermo na base do desejo sexual sadomasoquista (?!!!), e que passa noite entre o tédio e a experiências com vídeo pornô que dá para dar muitas risadas. Ele tem uma filha que se arrisca em encontros às escuras. Há também um casal prestes a se separar, e um homem que vive no bar,e  algumas situações inusitadas. Podemos dizer que não há um começo propriamente dito no filme, que retrata a vida como ela é, contudo posso garantir que há um fim na belíssima cena de Sabine conversando em um cômodo com neve caindo. Surreal e poético.

Entretanto como disse o filme é essencialmente simples. Talvez esse seja o segredo de seu sucesso aqui, pois apesar de se passar em uma Paris no inverno ele é tão honesto com relação ao amor contemporâneo e suas impossibilidades, tão certeiro nas pequenas tristezas e felicidades da vida que é impossível não se identificar com a vida em São Paulo, ou em qualquer grande metrópole. Resnais é mestre.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pausa no top. Saiu Globo de Ouro.

Saiu a lista de indicãções do Globo de Ouro 2010:
FILME DRAMA
Cisne Negro – Um dos favoritos, retrata a vida de uma garota no balé. As disputas são o cerne do filme que pretende ficar insólito em dado momento.
A Rede Social – O segundo favorito e creio que vencedor. A história da criação do Facebook deu um épico moderno e jovem. Deve finalmente consagrar Fincher
A Origem – Pessoal tentando se redimir por terem excluído Dark Kinight de 2008. Não que não mereça, a história é de um rigor surpreendente contudo não é a obra-prima que fundia policial e super-herói.
King’s Speech – Divertido filme sobre um homem gago que precisa superar a deficiencia para inspirar a nação durante a segunda guerra. Ah sim... ele é o rei
O lutador – O retorno de Whalberg em um drama da classe pobre americana. Tem de tudo triangulo amoroso, coadjuvantes ótimos e por inc´rivel que patreça um Whalberg ótimo.

FILME COMÉDIA – Tá muito fraco esse ano, podiam bem ter colocado Kick-Ass ou Scott Pilgrim.
Minhas mães e meu pai – Favorito a ganhar de longe. Dois adolescentes que tem duas mães decidem procurar o pai de verdade. Ainda não vi, mas fico cada vez amis curioso
Alice no país das maravilhas – Talvez o mais próximo de retirar a consagração do independente. Dividiu muitas muitas e muitas opniões. Eu gostei, mas está longe de ser o melhor Burton, mas vale pela coragem de continuar a história original e por isso também tem muitos muitos e muitos inimigos.
RED – Aposentados e Perigosos – Agradável surpresa. Vi ontem, é muito divertido ver Helen Mirren com submetralhadoras mas podiam ter aproveitado melhor o Morgan Freeman.
Burlesque – ? Talvez porque todo ano eles enfiam um musical independente de ser bom ou não.
O turista – ????????????????????? Segundo a crítica internacional o filme é "chato, parado, com um enredo para imbecis e falat de carisma entre os dois atores". Segundo RottenTomatoes que é o site eu levo mais em conta.

DIRETOR – Cópia carbono dos filmes drama
Daren Aronovsky – Cisne Negro
David Fincher – A Rede Social
Christopher Nolan – A Origem
Tom Hooper – King’s Speech
David O.Russell – The fighter

ATOR DRAMA
Jesse Eisenberg (A Rede Social) – Muito elogiado, porém não apostaria minhas fichas nele.
Colin Firth (King’s Speech, The) – Provavelmente vai ganhar. Ele já tem a fama de ser esnobado e sua atuação está entre o cômico e o dramático com perfeição.
James Franco (127 Hours) – Sua interpretação é o filme inteiro, tem grandes chances. Literalmente.
Ryan Gosling (Blue Valentiine) – No sensível filme sobre o fim de um romance.
Mark Whaberg (The fighter)– The return

ATRIZ DRAMA
Natalie Portman (Cisne Negro) – Já ganhou…Linda!!!!!!!!!!!
Nicole Kidman (Rabbit Hole) – Voltando das cinzas também, como uma mãe tentando superar o luto do filho.
Hale Berry (Frankie and Alice) – ? Surpresa total
Jennifer Lawrence (Winter’s Bone) – Procurando pistas sobre o desparecimento do pai ela carrega o filme ganhador de Sundance e pode ser uma surpresa.
Michellle Williams (Blue Valentine) – Outra bonitinha que está sendo muito elogiada pelo filme

ATOR COMÉDIA
Johnny Depp (Alice no páis das Maravilhas/ O turista) Adoro ele mas estou surpreso com a dupla indicação.
Paul Giammati (Barney’s Version) – Não é de hoje que é um grande ator.
Jake Gyllenhal (Love and other Drugs)– O amor nu e cru, parecem ter dois ótimos atores em um filme mediano.
Kevin Spacey (Casino Jack)– ?

ATRIZ COMÉDIA
Annete Bening (Minhas mães e meu pai)
Julianne Moore (Minhas mães e meu pai) – Nenhuma novidade, o filme é favorito e ela vão se estapear para ver quem fica com a estatueta.
Emma Stone (Easy A) – Se houver empate técnico acima, quem deve entrar é ela.
Anne Hathway (Love and Other Drugs)  e Angelina Jolie (O turista), completam a lista.

ATOR CODJUVANTE
Christian Bale (The fighter) – Sua caracterização, ao menos no trailer, parece ser de uma grande interpretação
Jeremy Renner (Atração Perigosa) – Representando a surpresa do ano, Renner parece ter conseguido seu lugar entre os grandes atores.
Andrew Garfield (A Rede Social) – Surpreendente, se ganahr não será injusto.
Georfrey Rush (King’s Speech) – Sempre rouba a cena.
Michael Douglas (Wall Street – O dinheiro nunca dorme) – ?

ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (fighter, the) – Linda! O pessoal gosta dela, mas não sei se tem chances
Melissa Leo (fighter, the) – Como a mãe de Whalberg
Milas Kunis (Black Swan)  – O outro lado de Natalie Portman também vem forte como favorita.
Helena Boham Carter (King’s Speech) – Helena merece um reconhecimento há algum tempo, como esssa está bem dispoutada pode ser sua grande chance
Jackie Weaver (Animal Kingdom) – Sempre desconfiem do rosto estranho no meio da multidão, acho que aposto nela. O filme, outro agraciado em Sundance, mostra uma família de criminosos perseguida pela polícia, cuja a chefe é a mãe interpretada por essa simpática senhorinha australiana.

MELHOR ANIMÇÃO
Toy Story 3 e Como Treinar se dragão, vão brigar lá na frente. Logo após temos Meu malvado favorito, Enrolados e o francês O Mágico correndo por fora

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

24 – Tropa de Elite

 

tropa_de_elite Brasil, 2007. Direção: José Padilha. Elenco: Wagner Moura, André Ramiro, Milhem Cortez, Caio Junqueira e Fernanda Machado.

 

Quem já foi assistir a continuação deste lime bombástico já percebeu que ela mantém o mesmo nível e para alguns é até superior em termos de complexidade, entretanto isso só é possível porque o primeiro filme já se tornou um clássico de cinematografia brasileira, e um fenômeno pop maior que Cidade de Deus (2002). Este fora um marco nesse século também ao mostrar um estilo de direção totalmente inovador aos padrões de nosso cinema, que sempre tentou se equiparar ao cinema europeu, mostrando uma montagem rápida e eletrizante muito mais próxima de uma filme de ação. Tropa de Elite é a continuação desse pensamento estético e sua mensagem doeu mais do que a vida violenta e movimentada de Cidade de Deus.

Desde a primeira que vi o filme em 2007  tenho a impressão de ser a “homenagem” tupiniquim a um clássico de Kubrick, Nascido para Matar (1987). Ambos são divididos em três partes, ambos tem uma parte só dedicada ao treinamento de soldados, ambos tem nas entrelinhas uma crítica aos sistemas de proteção e a cena final de ambos os filmes são muito parecidas ao colocar uma pessoa prestes a ser executada e o espectador como cúmplice, voyeur e vítima.

A história se centra na procura do lendário capitão Nascimento por um substituto ao comando do Bope. A primeira parte do filme mostra os dois futuros candidatos ainda na polícia do Rio de Janeiro, aqui, em off, ele mostra todo o esquema de corrupção da policia e como isso alimenta o tráfico, que se centra no playboy da classe alta que alimenta os caixas do tráfico. Na segunda vem o treinamento, mas as coisas não vão muito bem então na terceira o Bope entra na favela e impõem a lei em busca do baiano, em atitudes extremamente autoritárias.

Tachado como fascista por uns, odiado por uns, por fazer uma ligação das redes de tráficos com a classe alta do rio e do Brasil inteiro e superestimado por muitos. Tropa de Elite não foi só um dos mais vistos, tanto no cinema como na internet, não só ganhou o Urso de Ouro, como fez uma das grandes discussões em t orno de seu mérito cinematográfico. Em todo caso ninguém nem pensa em discutir  a atuação de Wagner Moura como capitão nascimento.

domingo, 12 de dezembro de 2010

25 – Adaptação (2002) – Spike Jonze – EUA

 

adaptation Elenco: Nicholas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper, Tilda Swinton e Brian Cox

A comparação pode parecer estranha a princípio, mas em termos de metalinguagem nenhum filme chegou tão perto de 8 1/2 quanto essa obra-prima de Spike Jonze, juntamente com o insano Charlie Kaufman. A trama… bem… aí começa o grande problema da resenha e grande genialidade do filme. Em termos claros fala sobre dois escritores gêmeos, Charlie e Donald Kaufman, que precisam escrever um roteiro baseado em um best-seller de Susan Orlean (Meryl Streep), que retrata a vida de um excêntrico plantador de orquídeas (Chris Cooper). Resumidamente essa é a história de Adaptação, mas é uma depreciação das nuances do filme. Na verdade o filme, a lá Seinfeld, um filme sobre nada.

O ritmo é bem lento e contemplativo sobre a arte de escrever roteiros, enquanto vemos em dois planos as pesquisas de Susan sobre o personagem de Chris Cooper atrás de um orquídea rara, o personagem de Charlie Kaufman sofre para escrever o roteiro pois está com um bloqueio e em crise com a vida, principalmente a amorosa, as reflexões em off do personagem de Nicholas Cage são com certeza parte mais engraçada, e o irmão gêmeo de Charlie, Donald também interpretado por Nicholas Cage, dá um toque de sátira a trama, primeiro porque Charlie Kaufman real não tem irmão gêmeo, segundo porque Donald não está nem aí para escrever o roteiro  quer mais aproveitar a vida. Detalhe curioso é que essa é, creio eu, a melhor interpretação da carreira de Nicholas Cage se dividindo em dois personagens distintos e engraçadíssimos.

Agora, a grande genialidade do filme começa em seu terço final em que todo aquela divagação sobre como começar o roteiro e o bloqueio se tornam o filme que vemos, e aí as insanidades de Kaufman tornam o filme deliciosamente rápido e imprevisível, tendo como ápice uma Meryl Streep chapada de maconha correndo para matar os dois roteiristas-heróis. Curioso. Assista Adaptação! Devo dizer que a primeira vez que assisti quase desisti no começo, mas esse é um raros casos que o final do filme realmente justifica e intensifica a visão geral do filme.

Cena: Charlie Kaufman, está meio a contra gosto em curso de cinema para conseguir desbloquear sua mente, a partir daí a narração em off acaba e o filme toma outro ritmo. Genial

sábado, 11 de dezembro de 2010

TOP 25- Menção honrosa: 2010 – a vingança dos nerds

 

Considerei 2009 como o renascimento da FC de qualidade, e por mais que isso pareça nerd ( e no fundo é ) vejo 2010 como o ano em que as obras mais relevantes até o momento foram também voltadas para esse público que Big Bang Theory arrebatou com a chacota. A Rede Social, que o como o Clube da Luta, faz uma dura crítica a nossa sociedade atual, Kick-Ass, um legítimo representante da era Tarantino e sua evolução, e Scott Pilgrim por ser uma das experiências mais visualmente chocantes já feita pelo cinema americano e acredite não é nada comercial.

 

Rede Social, A (2010) – David Fincher

Fincher é um dos melhores cineastas da atualidade, a cada filme ele prova saber oscilar entre vários gêneros. Devo confessar que ao ver o trailer, me pareceu uma história boba, eu já sou uma pessoa encanada com cinebiografias e a criação do Facebook (coisa que eu não entendo até hoje, pois sou da era Orkut) parecia elevar o nível de Chatice que a história poderia ter, contudo direção de Fincher, que não dá uma bola fora há muito tempo e roteiro de Alan Sorkin, me chamou a atenção que o filme merece e estreou no final de semana passado em telas tupiniquins.

O roteiro engenhosamente construído em diálogos fantásticos prende a atenção do começo ao fim. O personagem de Eisenberg, após levar um fora violento da namorada por ser um idiota (e ele é) faz uma brincadeira na internet chamada Facemash, em que os alunos de Harvard votavam na garota mais gostosa até chegar a um consenso, que em poucas horas derruba o servidor da universidade o que quase o leva a expulsão, mas também o coloca em contato com dois gêmeos de uma família poderosa, que querem criar um site de relacionamentos entre os alunos de Harvard, Eisenberg enrola por dois meses os gêmeos e lança o facebook, uma evolução da ideia original, que se tornou o que é hoje.

O filme se desenrola contanto essa história entre dois processos enfrentados pelo protagonista, o primeiro por parte dos gêmeos, o segundo por parte do melhor amigo que o ajudou a criar. A história da traição é o que une esses três planos temporais e ao final da projeção você nota a grande ironia que o diretor e roteirista construíram com este épico da modernidade, ele cria o maior site de relacionamento do mundo e não tem nenhum amigo. A interpretação de Eisenberg é fantástica, você não consegue odiar o cara, mas também não consegue gostar dele. Ele é um gênio e um idiota. Mas o mais fantástico do filme é como ele retrata com fidelidade a geração do novo milênio em meio a baladas, sexo, descomprometimento com relações pessoais e planos grandiosos. é um retrato fiel e aterrorizante de como nos tornamos robôs das sensações.

P.S. Mais impressionante é como Fincher arrancou uma grande interpretação de Justin Timberlake. Confira uma das melhores cenas do filme.

 

KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO (2010) – Matthew Vaughan

Guardem o nome desse diretor. Vaughan com esse filme criou uma obra tão singela visualmente que o mais próximo que consigo pensar é Quentin Tarantino. De repente, me caiu a ficha, de que essa geração de cineastas é a geração que cresceu assistindo Pulp Fiction, Cães de Aluguel e talvez até o Kill-bill, talvez só agora começaremos a ver a influência do diretor mais nerd de todos os tempos, o que é uma coisa fantástica se o patamar continuar nesse nível. Outro detalhe é que depois da explosão de super-heróis do final dos anos 90, agora que o cinema começa a pensar em alternativas as fórmulas e subir de patamar nas produções provenientes de quadrinhos. O Cavaleiros das Trevas provou que um filme de super-herói pode ter uma profundidade muito maior do que a de um simples filme de ação, Kick-ass veio assim como a Hq, criticar duramente os justiceiros fantasiados.

Já fiz uma crítica do filme assim que saiu mais vamos falar mais um pouco desta pequena jóia. A história que vemos, além de muito bem transposta dos quadrinhos ao cinema, tem o tempero do original ácido de Mike Millar. Pensando no mundo real, um nerd real resolve se transformar no primeiro super-herói real. Lógico, como você veem no trecho selecionado, o que acontece quando um super-herói sem poderes e sem responsabilidade resolve existir no nosso nada agradável mundo cotidiano.

Só aí já teríamos um filmão, mas Kick-Ass não fica só nisso. Ele evoluiu para também mostrar como nossa sociedade virtual é filha-da-mãe, pois na segunda ação de Kick-ass como vigilante (sim ele continua depois disso) ele é gravado, e se torna uma sensação na internet virando astro e influenciando pessoas a se tornarem super-heróis.  A partir daí a trama começa se tornar mais insólita com a entrada da Hit-Girl e BigDaddy como super-heróis (assassinos) de verdade,e aí temos uma salada muito bem orquestrada que tem na base humor negro, violência explícita à la Tarantino, partes que homenageiam outras áreas como os próprios quadrinhos e até videogame,e pasmem, até momentos tocantes com destaque para uma cena que gela a espinha dos mais insensíveis.

Filmaço, um fracasso de bilheteria por não ser um filme comercial óbvio e já entrou para os galeria de cults.

SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO - (2010) – EDGAR WRIGHT

Esse também é da escola Tarantino mas com esse filme, ele elevou a décima potência o nível de estímulos visuais. O filme tem informação nos cantos da tela, nas referências, na história mucho loca, nas atuações, que são todas muito boas e em tirar sarro do mesmo público que vai amar o filme. Scott Pilgrim ao contrário do filme acima pode te expulsar da sala logo na abertura, no letreiro da Universal em 8 bits fortíssimo com uma música berrante e que pode despertar ataques epiléticos. Entretanto como o filme foi outro fracasso de bilheteria, muito mais retumbante que Kick-Ass, ninguém comprovou a teoria do epilepsia. :(

Tão rápido que um espectador de blockbuster não consegue acompanhar (meu pai comprou essa tese desistindo no meio do filme), Scott não foi criado para ser um filme comercial, entretanto seus realizadores conseguiram algo que indústria de cinema não conseguiu em uns 20 anos. Criar o melhor filme de videogame de todos os tempos, e a grande ironia é que originalmente ele é um quadrinho divertido que tem a arte similar de um mangá. Entendeu? Não.Fique tranquilo, é só uma curiosidade. :)

Scott Pilgrim é um canadense que adora ficar desempregado, mora de favor no apê do amigo gay, ao qual ele divide a cama. Como todo o garoto de 22 anos, tem uma banda que toca muito muito mal. Namora uma colegial nipônica conservadora e tudo vai bem em seu mundinho, até conhecer a garota de seus sonhos literalmente, pois Ramona trabalha na Amazon Canadense e usa portal dimensional que cruza a cabeça de Scott acidentalmente! Eu falei que a história era louca. Mas ela vai ficando mais insana, pois para namorar Ramona ele tem que derrotar os Sete ex-namorados do mal dela, que construíram uma liga para ferrar a vida amorosa de Ramona, a partir daí os coadjuvantes se multiplicam, a sátira á geração do novo milênio fica cada vez mais ácida e você tem cada vez mais a impressão de estar em video-game.

É uma experiência chocante em todos os níveis e muito diferente, mas para você apreciar tem que entrar no jogo de Scott Pilgrim ou vai ficar boiando. Deixo a briga com o terceiro ex-namorado e vejam quantas sátiras e referências visuais vocês conseguem achar:

A DÉCADA NO CINEMA: TOP 25

 

Algumas observações em relação a lista: Toda a lista é genérica e não dá conta da totalidade de obras, portanto queria muito falar de O Orfananto, Dúvida, 500 dias comela, Viagem de Chiriro, Avatar,  A.I – Inteligência Artificial, Bicicletas de Belleville, Dogville, Ervas Daninhas, Volver, Sangue Negro, Amores Brutos, A Queda e Os Infiltrados, mas vai ficar somente a menção pois não há tanto tempo e eu comecei essa ideia com o top 10 e já estou no 25 com uma menção honrosa.

Não consegui ver tudo de interessante que aparec eu por aqui, apesar de continuar persistindo em ver todos s filmes do mundo, portanto se estranharaem não ver por essas bandas: Escafandro e A Borboleta, Irreversível, Oldboy, Shortbus é por essa razão, mas estou me empenhando em ver todos esses nesse final de ano.

Outro  detalhe da lista: 2010 vai entar como menção honrosa, são três filmes que creio já estarem estarem na nossa história cinematográfica. Entretanto devo salienatr que muitos dos filmes relevantes de 2010 só irão sair em meados de janeiro/fevereiro do ano que vem em função da temporada de premiações como acontece todo ano. Então filmes ao qual espero muito são Tio Boomie, Poesia, 127 horas e alguns outros.

Fiquem comigo e se divirtam-se com a lista e discordem também, pois faz parte.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

34ª Mostra: Mic-Macs – Um plano complicado

 

micmacs_a_tirelarigot Os filmes Jean-Pierre Jeunet se assemelham muito aos de Tim Burton não na estética, mas no visual minimamente trabalhado que qualquer um identifica como sendo o estilo do diretor. Suas tramas flertam por vezes o macabro, mas seu mundo é de um colorido brutal ao nosso padrão de realismo brutal, normalmente escuro. Seus filmes são explorações extremas ao imaginário humano.

Lembro que a primeira coisa que vi dele, foi antes mesmo de meu desenvolvimento cinéfilo. O Ladrão de Sonhos (La cité des enfants perdus – 1995) me rendeu muitos pesadelos na infância, seus visual esquisito e o sofrimento que as crianças sofrem no filme não são exatamente apropriados, mas a partir daí que comecei a gostar desse tipo de filme. Delicatessen, tinha um humor negro extremante grotesco e sedutor, e se Alien – A Ressureição, não foi um bom lugar para desenvolver sua imaginação, o que ficou retiro criou um dos grandes clássicos dessa década O Fabuloso Destino de Amélie Pouland.

Não vi Eterno Amor coisa que ainda devo fazer brevemente, contudo estava com muita ânsia para a chegada desse novo exemplar, a Mostra ter trazido um pouco antes com certeza já foi o evento dessa edição. Mic-Macs é um filme divertido, inventivo e uma homenagem ao cinema mudo.

A história gira em torno de Bazil (o excelente comediante Dany Boon) um menino que desde criança tem sua vida destruída pela indústria armamentista: Seu pai morreu durante uma guerra na explosão acidental de uma mina. 30 anos depois uma bala perdida acerta Bazil o colocando em coma e em risco de vida, mais que isso ele perde o emprego e o alojamento se tornando um mendigo nas ruas de Paris.

Essa destruição social de Bazil são os dez primeiros minutos do filme, e também é demonstrada com muito bom humor e risadas. Uma crítica aos laços sociais e a fragilidade de como eles podem ser rompidos.

Ele acaba encontrando uma estranha família que o adota: Cadeia, um senhor que conhece todos os caminhos do submundo; Caoutchouc, a grande mãe de todos; Um escritor do Congo que consegue usar 20 palavras para dizer bom dia; Uma menina que consegue calcular tudo; Um senhor simpático (e muito forte) que faz qualquer coisa com sucata; e ainda Henry, um homem que tem várias peças de metal no corpo e a Mulher-Elástica, que eu acho que tem algum tipo de bipolaridade pois as mudanças de humor são relativamente rápidas nela. Esse são os Mic-Macs que vivem em um lixão, um bando de mendigos com algum tipo de peculiaridade excluídos da sociedade.

Para quem pensou que minha exposição parece um grupo de super-heróis, não podia estar mais certo, principalmente porque os super-vilões logo apareceram: A indústria de armas, dois grandes estabelecimentos, o de balas e o de bombas, que foram os grandes responsáveis pela destruição da vida de Bazil. Ao descobrir os prédios e os donos (e alias ficam um de frente para o outro) começa o plano complicado do título: Jogar um conta o outro!

A partir daí começa a comédia muda, que forma todo o plano complexo de Bazil numa das coisas mais engraçadas que eu vi no cinema nos últimos anos. E a comédia física que Danny imprime ao personagem deixa qualquer Mr. Bean no chinelo, a homenagem já começa nos créditos iniciais com uma abertura e belíssima de filme da década de 20.

Fato curioso foi que nunca tinha visto um filme com uma crítica tão explícita em um filme de Jeunet, a indústria armamentista é vista com muita patetice mas o olhar em cima dela não perde seu foco crítico. Não é intenção do filme fazer uma exposição sobre o funcionamento real da mesma, mas assim como Chaplin e seu Grande Ditador, a comédia deixa claro como a violência por armas é idiota. Muito bom. Vale a pena assistir com um lenço para enxugar as lágrimas da risada.

domingo, 24 de outubro de 2010

34ª Mostra: Estranho Caso de Angélica – Manoel de Oliveira

estranho caso de angelica Na última quinta-feira deu-se a largada à 34ª Mostra de Cinema em São Paulo, o evento é um dos mais esperados entre os cinéfilos, sendo que o filme de abertura é selecionado a dedo dentre as mais de 400 produções que visitam nossa cidade. Esse ano o escolhido fora o novo filme de Manoel de Oliveira, o maior cineasta português e o mais velho cineasta em atividade no mundo.

Manoel é um caso a parte, 101 anos, lúcido e com uma saúde exemplar. Recentemente foi operado para colocar um marca-passo, e por isso não pode estar presente ao evento, contudo segundo os comentários ele já está até trabalhando e outros projetos. Vindo ou não, seu filme é dos mais disputados do festival, contudo me recordo de uma outra abertura que presenciei quando O Passado, de Hector Babenco abriu a mostra. Muito badalado mas muito regular em sua realização, e só sendo um fã hardcore do diretor para estabelecer um diálogo com a obra em si.

A ideia de Estranho Caso é muito interessante. Isaac(Ricardo Trêpa), um fotografo um tanto perdido em sua p´própria obra é chamado em caráter de urgência para tirar uma fotografia em um bairro chique. Chegando a mansão se depara com um fato incomum, a foto que deve tirar é de uma moça morta, como última recordação para a mãe. No meio da sessão o rosto estático de Angélica (Pilar Lopez Ayala), por meio da lente da máquina, abre os olhos e sorri para Isaac o que o perturba imensamente.

A fita corre e não só essa cena fica na imaginação de Isaac como o espírito de Angélica o assombra como uma paixão que se foi sem nunca ter acontecido. Não é um filme de terror, é um romance platônico que o protagonista passa a experimentar o levando a loucura e ao trágico fim. No papel é realmente instigante, contudo a realização é muito mais expositiva do que filosófica. Se alguma questão tem que ser debatida ela deve ser feita dentro da cabeça do espectador, a filmografia é puramente dramática e estática, quase como se estivesse no teatro contudo com menos intensidade nas emoções.

Na verdade este é um estilo de Manoel: a câmera estática, um cenário de comédia de costumes, as questões religiosas que assombram os protagonistas, contudo ao meu ver para esse filme específico não funcionou pois a transformação do Isaac do começo (perdido, que tirava fotos da realidade e um pouco arrogante) para o Isaac do fim (emocional, querendo arrombar o túmulo de Angélica e afastando todos) é percebida no plano interpretativo, contudo essa transformação nos perde em algum ponto, não vamos junto com o personagem e com isso a história se torna fria como se houvesse uma tela de vidro entre nós e a narrativa.

Há muitos pontos positivos e o filme se mantém fiel a seu estilo até o final, o que só mostra a lucidez do diretor português, entretanto há muitos pontos altos e baixos, e um desenvolvimento que só torna essa história razoável. 

domingo, 3 de outubro de 2010

SILENT HILL

Silent_Hill_series_logo

Sim gente, o blog está empoeirando e os peixes quase estão morrendo, contudo eu não esqueci de publicar as coisas. Simplesmente não está dando tempo para dar outra cara a esse blog, mas amos tentando que uma hora eu consigo. Eu já falei muito sobre literatura aqui (agora falo no O Espanador) e sobre cinema, contudo está difícil ver certos filmes, até já me arrisquei a falar sobre música, coisa que devo confessar não sou perito. Mas uma coisa eu amo muito contudo nunca escrevi em lugar algum são jogos!

Minha infância foi dominada pela série de pulos e enigmas de Lara Croft, em um computador Cyrix 266 com memória HD DE 3.2 Gb, eu fazia milagre para jogar a série Tomb Raider e outras séries muito interessantes na época que não significaram tanto quanto as aventuras da arqueóloga inglesa. Devido as limitações técnicas de se jogar só em PC, destaque somente Myth – The Fallen Lords, como um outro grande jogo que experimentei na minha infância. O tempo passou mudei de computador algumas vezes, a maldita placa aceleradora sempre me ferrou e só agora que consegui um outro computador que rode jogos razoavelmente bem, então decidi recuperar algum tempo perdido nos mundos virtuais. Porém eu não é todo jogo que me prende, gostava de Tomb Raider pelos desafios, Myth pela história e creio que esse seja o ponto principal do meu gosto a história.  Joguei Unreal (tiro), WinEleven (futebol, sou muito ruim), Swiv 3D (Guerra em um helicóptero) mas assim como filmes ou literatura se não tiver uma história interessante é só uma diversão dispensável. Contudo nos últimos meses jogar Silent Hill foi realmente algo que eu não dispensei.

Influenciado pelo filme que achei extraordinariamente bom, por uma amiga que ama a série e me fez rememorar que eu queria jogar este assim que comprei o primeiro computador, mas nunca tive a oportunidade, consegui após vários esforços os jogos de 1 a 5, dos quais já completei os três primeiros que são o coração da série.

silnt hill 1SILENT HILL (1999)

O gráfico é quadrado bem menos detalhado do que o Tomb Raider original em quesito de personagem. No quesito cenário é uma experiência realmente perturbadora. A cidade é o principal personagem em Silent Hill sua névoa incessante e sua transformação em algo tão escuro, enferrujado e grotesco dão muito certo.

A história se centra no personagem de Harry Mason que acorda em seu carro batido percebendo que a filha não está mais lá, então sai a sua procura na cidade fantasma de Silent. Logo de cara já percebi porque o jogo é tão cultuado, ele mexe diretamente com seu cérebro ao ver o vulto de Cherryl no horizonte nosso instinto é correr atrás da pequenina e ela nos guia até um beco em que o dia se torna noite, corpos pendurados agonizantes estão dependurados e Harry encontra monstros que o subjugam. Será que o matam, ou já estou interpretando demais?! Logo depois ele aparece acordando de supetão em uma lanchonete, com um policial loira muito bonita o interrogando. Esse é o melhor começo de jogo que já vi, a câmera de Silent Hill é muito diferente de adventure como Resident Evil em que cada cenário tem uma fixa. A câmera de Silent só parece fixa, ela se move com você e até mesmo em um mesmo cenário ela pode ter vários pontos, a trilha é precisa e enquanto Harry se arrasta pelo beco e o mundo vai escurecendo você sente toda a angústia de dar um passo em falso.

Depois que Cybil, a policial o deixa já armado, os bichões começam a te perseguir e você percebe que em Silent Hill não adianta você tentar matar todos os monstros que aparecem na frente, pois eles simplesmente aparecem de novo.

silent - harry  A resposta mais lógica e que qualquer um faria é correr feito e isso que você tem que fazer para permanecer vivo nas ruas da cidade. Os desenhos e rabisco de Cheryl o conduzem pela cidade e revelam a história tenebrosa de Alessa, uma menina que foi acusada de ser bruxa por ter poderes psíquicos, e em função disso foi queimada viva e é mantida viva em algum lugar da cidade. Cheryl e um pedaço de sua alma que desprendeu e quando e unir a Alessa libertara um Deus que subjugará a todos! A história é precisa, muito bem contada e esse é o jogo que tem os sustos mais imprevisíveis. É realmente um game assustador, só faço a crítica de que encarnando o pai angustiado louco para recuperar a filha eu acabei conseguindo final ruim em que eu tive que matá-la!

Para conseguir o final bom eu tinha que me desviar do caminho em um momento chave, salvar um outro cara que só aparece no começo do jogo, para ele me dar uma arma que impediria o surgimento de Alessa/Cheryl e revela-se um outro monstro! Não faz sentido com a lógica de acontecimentos que se desdobraram em minha frente, mas eu tenho que jogar de novo visando conseguir o final normal.

 

SILENT HILL 2 – DIRECTOR’S CUT (2001)silent hill 2

Para mim foi o melhor até agora! Contrariando todas as expectativas quando em seu lançamento. Silent Hill 2 não tem nada a ver com o primeiro capítulo, além de se passar em Silent Hill. O personagem principal é James Sunderland e em dado momento ele recebe uma carta de sua falecida mulher dizendo que o está esperando em seu “lugar especial”, nada menos que a cidade amaldiçoada.

James chega a Silent Hill e já pega a arma mais mortífera de todas, um pedaço de madeira bem forte, Que na minha mão é letal! Dá para correr e bater com ele, quase todos os monstros são detonados com o objeto improvisado, o que já me fez contrariar e lógica do primeiro jogo e matar tudo que se movia! Até se eles voltassem a viver depois!

silent - james

Mas não foi isso que fez adorar essa parte do jogo e sim a história, um tanto mais simples do que a de Alessa e mais pessoal do lado de James, que vai se revelando uma pessoa não tão boazinha no decorrer do jogo. Há muitos coadjuvantes que acrescentam ao sentido final da história: Uma mulher chamada Angela, sempre com uma faca na mão e meio depressiva, um carinha chamado Eddie, que “parece” estar de boa. Uma menina chamada Laura que apronta muitas traquinagens com o personagem principal. O sentido em que todos esses personagens conspiram para é uma eterna danação em função dos crimes que cometeram, todos eles tem um (inclusive James) e são atormentados por isso. Como se Silent Hiil fosse o purgatório.

Há ainda Mary, uma cópia carbono da falecida esposa de James, só que mais…hum…safada. E que vai ter que ser protegida pelo próprio, como uma tentativa de redenção e o personagem mais emblemático de silent Hill: O Pyramid Head. silent - pyramid james

Um ser que não morre, mata os monstro, te mata também e tem uma grande pirâmide no lugar da cabeça, e putz e como ele parece mal! É o juiz de Silent Hill e você o enfrente diversas vezes durante o jogo, inclusive para proteger Mary.

 

silent hill3 SILENT HILL 3 (2003)

Eu gostei bastante, achei o mais difícil. Mas também achei o amis confuso em relação a enigmas e o com menos história. Esse sim é uma continuação direta do primeiro com final normal, no qual Harry mata o monstro e recebe de um espectro de Alessa, um bebê. Dezessete anos depois esse bebê, provavelmente a reencarnação Alessa/Cheryl é a protagonista do jogo Heather Mason. Dentro de um shopping perseguida por um detetive particular ela se refugia em uma loja e encontra m bichão de, pelo menos, quatro metros e essa menina vai passar o diabo nessa primeira parte do jogo com esse gigantes, mais que os dois protagonistas masculinos adultos dos primeiros dois jogos! No primeiro eu tinha que matar as coisas em espaços fechados para conseguir pensar, no segundo era relativamente fácil matar os monstros, aqui eu posso pensar em usar minhas índoles assassinas: Os bichos são muito grandes e nem vou falar dos chefes, é um mais difícil que o outro para devolver ao inferno.

Nas duas primeiras partes do jogo: o Shopping e o Metro. Os mapas são gigantes tem muito mais bichos do que balas no meu coldre, tanto o mapa como os enigmas as vezes tem problemas técnicos e as vezes a câmera tão precisa dos último dois jogos te deixa na mão, quando você não consegue ver o personagem. é basicamente correria e não tem nenhuma história complexa, quando ela finalmente consegue chegar em casa, encontra seu pai, o Harry Mason morto e a responsável e Claudia que diz para procurá-la em Silent, aí sim na metade do jogo é que vamos para Silent hill e temos algum desenvolvimento narrativo. Há mais três partes: o Hospital, o Parque de Diversões e a Igreja. E são mais ou menos como descrevi acima, só que agora a história de Heather desvenda acrescenta mais coisas ao primeiro volume e deixa a história de Alessa muito mais rica. Esse jogo encerra com seu final a história principal de Silent hill.

Os monstros aqui são maiores, mais grotescos e mortais, a grande sacada é a personagem, muito carismática e com frases geniais. O jogo simultaneamente o mais difícil e o mais confuso, mas obrigatório para entender a história de Silent Hill.

silent - heather

Estou indo para o quarto, que se passa quase totalmente dentro de um quarto e tem uma engine totalmente diferente, simultaneamente na primeira e terceira pessoa. A série é muito boa, sua história é fantástica e se você quiser realmente tomar susto e não só matar zumbis, aconselho a jogar , de preferência em um lugar escuro e de noite.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Novo Clint!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Novo Clint chega lá em Outubro. Hoje foi aplaudidíssimo em Toronto e pelo trailer é no mínimo interessante, mas bem diferente de qualquer coisa que o cineasta já fez. Confira logo abaixo: